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Dia das Mães: #LogoffDasMães

O dia das mães está chegando e elas querem é ficar off: veja alguns números do mercado de trabalho feminino na pandemia e conheça uma iniciativa interessante

POR Redação Whow! | 06/05/2021 18h48

Estamos bem próximos do Dia das Mães, uma das datas mais esperadas pelo mercado, devido ao aquecimento do comércio. Porém, será que o melhor presente encontra-se nas lojas, ou em um belo dia de descanso, sem hora para acordar e sem ninguém, além de si, para cuidar?

As mães estão on, mas estão bem cansadas: tanto as que continuam trabalhando, nessa pandemia, quanto aquelas que perderam os seus empregos.

Segundo pesquisa elaborada pela Famivita, empresa que desenvolve produtos para fertilidade, 39% das mães ficaram sem seus empregos. Já em outra, realizada pelo IBGE, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) aponta que sete milhões de mulheres abandonaram o mercado de trabalho na última quinzena de março de 2020, quando começou a quarentena

Para as que continuam trabalhando, não são poucos os malabares feitos entre reuniões on-line, tarefas da escola, entregas das metas, almoço que não está feito e por aí vai. A rotina das mulheres que também são mães e que estão trabalhando em casa é parecida, ou até mesmo pior do que essa. 

E para as outras que perderam seus empregos? 

Infelizmente, retrocedemos alguns anos e muitas delas estão sem trabalho. As dificuldades continuam, entre o companheiro no home-office, os filhos com aulas on-line e todos os afazeres de casa.

Cansou só de ler? 

Neste conteúdo, falaremos sobre o Dia das Mães e da sobrecarga materna em tempos de pandemia, bem como uma iniciativa que visa estimular o cuidado e o descanso para elas.

Dia das Mães na pandemia 

Mais um Dia das Mães em plena pandemia. E, se no passado elas já estavam cansadas, este ano, estão mais ainda.

Afinal, se antes da pandemia elas já dedicavam 78% a mais de tempo às tarefas de cuidado do que os homens, no último ano, com toda essa mudança nos lares, isolamento domiciliar e exclusão dos postos de trabalho, intensificou ainda mais este “cansaço.” 

Conforme a pesquisa “Sem Parar – o trabalho e a vida das mulheres na pandemia”, realizada pela Gênero e Número e a Semprevida Organização Feminista (SOF),  somente 10% das entrevistadas não tiveram alteração na vida profissional. Por outro lado, 28% delas perderam até 75% da renda familiar. 

A pesquisa sobre saúde mental de mulheres com filhos crianças e adolescentes durante a pandemia de Covid-19, da UFMS- Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, também trouxe, através dos números, mais indícios de que a pandemia não está sendo fácil para elas.

Das mães entrevistadas:

  • 83,82% sentiram maior sobrecarga em cuidar dos filhos durante a pandemia;
  • 25,18% das mães apresentaram sintomas depressivos;
  • 26,76% das mães apresentaram sintomas de ansiedade;
  • 22,63% das mães apresentaram sintomas de estresse;
  • 39,05% das mães apresentaram sintomas de estresse pós-traumáticos.

Segundo o mesmo estudo, os principais fatores associados aos sintomas depressivos foram:

  • ficar desempregada durante a pandemia
  • sentir-se mais sobrecarregada no cuidado com os filhos
  • tomar medicamentos de uso contínuo

E as mães solo? Para essas, a sobrecarga é ainda maior.

A pandemia para mães solo

De alguma forma, as mães em geral foram afetadas pela pandemia. Algumas, reduziram as compras de roupas e no delivery. Para outras, foi preciso racionalizar a alimentação básica. Grande parte delas, as mães solo.

Sem apoio financeiro e sem poder contar com alguém para dividir as tarefas, para elas, o que já não era fácil ficou ainda mais delicado.

As mães solo somam mais de 11,5 milhões no Brasil, segundo IBGE. E, além de enfrentarem as dificuldades financeiras, foram sobrecarregadas pelo aumento do acúmulo de tarefas em casa, devido ao fechamento das escolas e creches.

Ainda segundo o IBGE, 8,5 milhões de mulheres saíram do mercado de trabalho no terceiro trimestre e a participação delas no mercado caiu em torno de 45,8%, número mais baixo dos últimos 30 anos.

Outros dados também apontam as dificuldades vividas pelas mães. É o caso do relatório das ONGs Gênero e Número e da Sempreviva Organização Feminista (SOF). 

Conforme a pesquisa, quase 40% das entrevistadas na pesquisa afirmaram que o isolamento social pôs em risco o sustento de seu lar; dessas mulheres, 55% eram negras, geralmente as mais afetadas. 

Desemprego e empreendedorismo

Em pesquisa realizada pela CineMaterna e da Noz Pesquisa e Inteligência, 36% das mães deixaram de procurar emprego durante a pandemia. Com as escolas e creches fechadas, onde deixariam os filhos?

Para muitas, a solução veio através do empreendedorismo e trabalhar em casa foi alternativa para o problema. Ainda em 2019, segundo o SEBRAE, o Brasil já somava 24 milhões de  mulheres empreendedoras que começaram por “necessidade.”

Hoje, o Brasil já ocupa o sétimo lugar no ranking internacional que mostra a proporção de mulheres à frente de empreendimentos iniciais: cerca de 8,6 milhões delas estão à frente de negócios no país. 

Os dados são do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), principal pesquisa sobre empreendedorismo no mundo e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Movimento #LogoffDasMães 

E qual é o melhor presente de Dia das Mães, então? A B2Mamy acredita que um dia completamente Off é a melhor opção!

Por isso, a primeira empresa que capacita e conecta mães ao ecossistema de inovação e tecnologia está liderando o movimento #LogoffDasMães.

Um dia antes do Dia das Mães, a empresa estará fechada e, todas as suas funcionárias (que maternam, em sua maioria), estão off. Assim, no dia 7, poderão tirar um dia inteiro para elas. 

A B2Mamy lidera a iniciativa e convida também a outras empresas para, assim como ela, demonstrar o quanto cuidam e valorizam as mulheres que também são mães.

Gostou da iniciativa? Então aplique-a também no seu negócio, seja ele pequeno, médio ou grande. Elas também merecem presentes, porém, nada melhor que um dia inteirinho Off. 

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