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Descubra o que é partnership e se o modelo funcionaria em sua empresa

partnership

Quando se pensa em gestão de negócios, o termo partnership (parceria, em tradução livre) pode ser considerado como algo que dois amigos decidem fazer juntos: montar uma sociedade para começar um pequeno negócio, por exemplo.

O termo, no entanto, ganhou ao longo do tempo um significado muito mais amplo do que esse, refletindo uma modalidade de empreendimento em que mais pessoas participam da gestão do negócio. Para se ter uma ideia, grande empresas como XP Investimentos e Ambev operam seguindo esse modelo.

Na modalidade partnership, ao contrário de modelos mais tradicionais, os colaboradores são considerados verdadeiros parceiros de negócios, pessoas com voz ativa capazes de dar sugestões, oferecer potenciais soluções a problemas, opinar sobre temas relevantes, etc.

Isso se adapta a um modelo cada vez mais difundido de colaboradores que não são apenas funcionário tradicionais que fazem aquilo que lhes é pedido, mas que também buscam ter performances bem além do esperado com o intuito de ascender rapidamente na empresa.

De modo geral, a partnership agrega os benefícios de retenção de talentos, ao mostrar aos colaboradores que agora eles também são donos do negócio (ainda que em pequena parte) e está associado à cultura organizacional da empresa, traduzindo a importância da meritocracia e do intraempreendedorismo naquela companhia.

Tanto em grandes como pequenas empresas, a partnership pode demonstrar resultados positivos, mas é necessário ser transparente com o funcionário e traçar exatamente os benefícios e o que se espera dele como sócio para que a partnership funcione, de forma a não gerar no colaborador a sensação de que foi prejudicado de alguma forma.

Vamos conferir, então, quais as características desse modelo de empreendimento e como ele funciona na prática.

Modelo de partnership

Em geral, em um modelo de partnership é formado uma sociedade ampla, composta tanto pelos efetivos donos do negócio como por funcionários que passam a ser sócios também da empresa, possuindo uma parte dela.

Em exemplos extremos, o que pode ocorrer é que a maioria dos funcionários, ou mesmo todos (em poucos casos), podem se tornar sócios, algo bastante distinto das sociedades tradicionais, que geralmente contam com um pequeno número de administradores, uma base média de gestores e um grande contingente de força de trabalho.

Mas essa mesa mais ampla, com colaboradores, não tornaria mais difícil chegar a decisões caso não se pudesse chegar a um consenso sobre determinada questão, por exemplo?

Pois bem, embora esse modelo seja positivo em termos de representatividade, pode trazer imperfeições em termos de agilidade e facilidade na implementação.

Aplicação na prática

Geralmente, quem participa de partnerships acaba investindo na companhia, uma vez que passam a ser, também, donos do negócio, o que é razoável.

O valor do investimento terá reflexos nas funções que o novo sócio passará a ter, assim como a sua própria disposição no sentido de trabalhar mais e desempenhar mais atividades, o que costuma depender do nível de ambição dele. 

Valores variáveis = maior motivação

Quanto ao valor da remuneração, os valores são distribuídos aos sócios de acordo com o volume de serviços que cada um prestou.

Ao saberem que seus rendimentos são variáveis, isso cria um clima de maior competitividade e motivação para que os funcionários busquem melhores salários ao fim do mês.

Além disso, outros benefícios podem ser observados:

  • Valorização do funcionário e retenção de talentos

Ao se tornar sócio, o funcionário sente maior segurança, tanto em relação ao cargo como em relação a como é visto pela empresa, o que acaba aumentando bastante a sua autoconfiança.

  • Cultura sólida

Na medida em que todos os sócios saem beneficiados conforme o nível de desempenho da empresa, eles acabam construindo uma cultura voltada para uma maior eficiência. Ou seja, o funcionário passa realmente “vestir a camisa” da empresa, já que para ele isso significa também um padrão de vida melhor, não apenas orgulho pessoal.

  • Estabelecer o partnership como oportunidade a todos os funcionários

Dentro do modelo de partnership, todos os bons funcionários podem se tornar sócios em algum momento, o que garante uma maior motivação a eles caso queiram ascender dentro da empresa,

  • Maior autonomia aos sócios

Uma das características que mais dão resultados positivos, mas que a maioria das pessoas não se dá conta, é ter o mínimo de autonomia no ambiente de trabalho. Esse tipo de privilégio aumenta bastante a criatividade aos colaboradores, além de aumentar a qualidade das atividades

  • Adoção do modelo de forma total ou não

Por fim, o partnership é uma opção que pode garantir melhores resultados à sua empresa, assim como garantir mais motivação aos profissionais.

Um dos problemas é que não haverá espaço, geralmente, para que todos sejam sócios, gerando potenciais descontentamentos entre aqueles que foram preteridos a esses cargos.

Deve haver um esforço, portanto, para que os novos sócios e os que continuam como empregados convivam de forma harmoniosa e sem conflitos.

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