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Daniel Castanho: o que te puxa e o que te afasta ao empreender?

Daniel Castanho: o que te puxa e te afasta ao empreender?

No episódio #69 conversamos com Daniel Castanho, fundador da Ânima Educação, trazendo insights sobre como a educação pode transformar o mundo empreendedor.

Como a educação hoje é a chave para ter sucesso no mundo do empreendedorismo?

Quem é Daniel Castanho?

Daniel Castanho é empreendedor do mercado de edução, sendo o fundador da Ânima Educação. Além disso, Daniel ainda é sócio de diversas empresas no mesmo ramo.

Além da educação como foco, Daniel Castanho é um nato investidor de startups e estuda o setor há anos. No momento, possui investimento em cinco startups.

No mercado de franquias, já foi parceiro de uma unidade do Subway em Sorocaba, São Paulo. Na mesma linha, foi também parceiro de uma franquia do Varanda Grill, restaurante também de São Paulo.

No mundo acadêmico, Daniel Castanho se formou em Administração pela Fundação Getúlio Vargas e é especialista pela Harvard Business School, dos Estados Unidos. Dessa forma, hoje é referência no que diz respeito ao empreender, e como você pode ter um caminho menos doloroso.

A educação como pilar

A vida nada mais é do que um tempo que estamos aqui para aprender”, define Daniel Castanho ao ser perguntado sobre a importância da educação. Dessa forma, a educação precisa ser levada como a maior ação de qualquer indivíduo.

Para Daniel, o maior impeditivo para as pessoas desenvolverem a vontade de aprender e sonhar mais é a constante negação desde criança. Por exemplo, não deixar as crianças terem suas experiências, seja pegar uma caneta distante ou saber o que fazer com uma cadeira.

Com isso, o primeiro passo deve ser sempre dar para as crianças possibilidades de pensar, sonhar e se desenvolver. A partir disso, é possível perceber um dom em cada um, e esse dom deve ser estimulado.

Afinal, é extremamente comum ver pessoas que atuam hoje em profissões que não tem nada a ver com o que elas são. Ou seja, é um grande reflexo da falta de inspiração na infância, da falta de apoio para os sonhos e ideias tidas lá atrás.

A era do pós-emprego

Daniel Castanho alerta para o momento atual do mercado de trabalho, principalmente no que diz respeito à passagem de gerações. Por exemplo, antigamente era muito comum que pessoas passassem 15, 20, 30 anos em uma mesma empresa.

Hoje em dia, esse número baixou para 5, 8, 10 e com o passar do tempo, deve ser reduzido a meses em cada companhia. Ou seja, vai existir muito mais um trabalho realizado por projetos, e não mais um emprego propriamente dito.

E esse seria o conceito do “pós-emprego”, onde o trabalho e estudo se misturam, sem prazos para iniciar um e terminar o outro.

Empresário x Empreendedor

Quem nunca se viu por aí acreditando que empresário e empreendedor são as mesmas pessoas com as mesmas funções?

De acordo com Daniel Castanho, existe uma diferença sutil na motivação. Um empreendedor acorda todos os dias querendo fazer mais, querendo crescer, com vontade de se estimular cada dia mais a ser alguém maior e fazer seu negócio maior.

Um empresário, por outro lado, é resumido a quem possui uma empresa e realiza a gestão dela. Ou, compõe o quadro de funcionários e sócios majoritários.

Com isso, podemos entender que para ser um empreendedor é necessário muito mais do que saber administrar um empresa. Nesse caso, é preciso ter vontade de aprender mais, é preciso correr atrás e saber onde está sua proposta de valor.

Personalização da educação

Uma pauta extremamente defendida por Daniel está na personalização da educação, o quanto a educação engessada em horários e disciplinas definidas atrasa o desenvolvimento?

A ideia por trás da teoria consiste na escolha do aluno. Assim, ao invés de pegar uma grade completa de 10 módulos do curso A, o aluno poderia pegar três módulos do A, somados a outros sete módulos do curso B, que faz mais sentido para ele.

Ou seja, depende do que tem a ver com cada um. Dessa forma, o papel da universidade deve ser promover a diversidade de opiniões, argumentos e essências.

Exemplificando, antes de ser um graduado em administração de negócios, você entraria na área de negócios. Pensando nisso, antes mesmo de ter um diploma, o aluno já sairia com capacidade de ter profissões como gestor de negócios, supervisor, entre outros.

Essa teoria parte não apenas na universidade, mas desde a educação básica nos primeiros anos de escola. Assim, funcionaria como um grande curador para os alunos.

 

Os fatores que puxam e afastam na hora de empreender - Com Daniel Castanho - Vida Loka Podcast #69

 

Qual o papel da escola para criar empreendedores?

Daniel Castanho entende que, a escola precisa funcionar não como uma detentora de regras, mas como uma estimulante para a diversidade. Na verdade, não existe fórmula mágica para esse tipo de questão.

Entretanto, está longe de ser um bicho de sete cabeças como muitas pessoas acham. Usando o mesmo exemplo usado por Daniel no podcast, imagine a situação de reunir um grupo de alunos sendo metade de escola pública e metade de escola privada.

Ao questionar para esse grupo qual foi o impacto da pandemia no seu dia a dia, não é difícil imaginar as respostas. Para a maioria dos alunos do ensino privado, o impacto foi a falta de viagens, não poder sair, não poder ir ao cinema, ao shopping e aos shows.

Por outro lado, para o aluno de escola pública, muitas vezes o impacto foi não ter comida em cada todos os dias já que a escola estava fechada, e era onde o aluno almoçava. Ou seja, esse tipo de interação entre os dois mundos causa empatia e ligação entre a sociedade.

Pensando nisso, a escola precisa exercer esse papel de unificar os dois mundos, de causar impacto, de gerar pessoas com capacidade e vontade de mudar uma realidade.

Novas tecnologias na educação futura

O metaverso e o 5G são as grandes apostas para a evolução digital na área da educação. Nesse sentido, o metaverso, por exemplo, pode servir como acessibilidade.

Acessibilidade principalmente falando na possibilidade de quantidade de pessoas com acesso a lugares, estudos e experiências diferentes. O metaverso é uma grande ferramenta de estudo e de revolução.

De acordo com Daniel Castanho, o problema do metaverso está em esquecer a vida real e focar apenas na vida digital. Com isso, acaba sendo um grande motivador de discussões e reparos ainda.

Mesmo assim, as tecnologias chegam para transformar a educação em algo maior.

Como o ego pode destruir um negócio?

É comum que em um mercado competitivo como o de empreendimentos exista uma grande batalha por egos. Entretanto, Daniel Castanho fala das mazelas que esse sentimento pode causar diretamente nos negócios.

Afinal, como conseguir crescer, encontrar oportunidades e abraçar ideias novas sem acreditar nos que estão em volta? Como criar networking sem deixar de acreditar que você é o melhor que existe no mercado?

De acordo com Daniel Castanho, o ego tem a ver com poder, e não simplesmente com dinheiro. Por isso, funciona como um exercício diário conseguir abrir mão do protagonismo.

Um exemplo clássico dado por Daniel Castanho do seu próprio dia a dia, é não ir receber nenhum prêmio da Ânima. O motivo? Quem recebe são os colaboradores, diretamente ligados ao trabalho realizado.

A explosão do mercado de educação

O mercado de educação hoje sofre uma grande explosão de vendas, empreendimentos, infoprodutos, cursos, entre outros. Entretanto, qual será a razão para isso?

Para Daniel Castanho, o que acontece no momento atual é que, apesar de muitos buscarem educação, ocorre uma ausência de modelos de negócio. Nesse caso, se existem startups que vendem conteúdo, acabam se fechando em algo que é momentâneo.

Para ele, a integração é a chave, ou seja, transformar outras artes em educação, sair do padrão e do tradicional. Dessa forma, é o que fará que as empresas terem um modelo de negócio que se mantenham.

Daniel Castanho, por outro lado, acredita que a criação de infoprodutos está ainda mais perto de parar em um momento obsoleto. Isso porque a mudança de perfil ocorre muito rápido.

Por isso, para garantir um espaço de mercado, seria o caso de atingir na análise de dados, usar o mundo globalizado que temos para otimizar seus produtos.

Curtiu nosso episódio de hoje? Você pode conhecer muito mais sobre o trabalho do Daniel Castanho pelas redes sociais, no Instagram @danielfcastanho! Além disso, conheça o trabalho da Ânima Educação.

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