Dados do Waze promovem estratégias no trânsito em cidades brasileiras - WHOW
Eficiência

Dados do Waze promovem estratégias no trânsito em cidades brasileiras

Iniciativa do Waze conecta setores público e privado para melhorar o trânsito e aprimorar o planejamento de mobilidade em mais de 70 municípios no Brasil

POR Adriana Fonseca | 27/01/2020 12h24 Dados do Waze promovem estratégias no trânsito em cidades brasileiras Foto Denys Nevozhai (Unsplash)

Mais de 1.000 cidades e outros parceiros do setor público já estão trabalhando com o Waze para obter e compreender melhor os dados de trânsito. A iniciativa, batizada de Waze for Cities, ganhou uma espécie de “upgrade” em outubro do ano passado, quando a empresa do Google anunciou que o programa de compartilhamento de dados estaria disponível na plataforma na nuvem da big tech, facilitando a inserção de informações por todos os agentes envolvidos. 

A iniciativa começou em 2014, com o nome Connected Citizens Program (CCP), que tinha dez parceiros iniciais no Brasil, Estados Unidos, Espanha, Indonésia e Costa Rica. Entre os parceiros da época do lançamento podemos citar o Departamento de Polícia de Nova York, o condado de Los Angeles, os estados da Flórida e Utah e a cidade de Boston. Hoje, como diz o começo do texto, já há mais de mil cidades parceiras no mundo, sendo 70 no Brasil.

Waze Foto Daniel Monteiro (Unsplash)

Coleta de dados do Waze

O programa não envolve transações financeiras, apenas compartilhamento de dados. Além dos dados que obtém de seus próprios aplicativos, o Waze também coleta dados de fontes externas, como empresas organizadoras de eventos – o que pode ajudar a evitar congestionamento por meio de uma boa comunicação.

Na essência, o projeto tem como objetivo ajudar as cidades a melhorarem a infraestrutura, permitindo ao Waze evoluir seu próprio aplicativo de navegação. Os dados também são usados pelas cidades para desenvolverem projetos e políticas de mobilidade.

“Nas cidades inteligentes pensa-se em tudo conectado, mas o fator humano é muito importante. A inovação pode vir de qualquer lugar. Somos conectores de ideias”

Thais Blumenthal, líder global do programa Cidadãos Conectados, do Waze

Hoje, ela diz, qualquer secretaria pode se inscrever no programa em um processo totalmente online. “É importante trazer o governo para a mesa e entender os problemas, pois na maioria das vezes temos os mesmo objetivos”, disse Thais, ao Whow!.

Joinville no modo startup

A cidade de Santa Catarina tem 600 mil habitantes e 410 mil veículos, o que torna o trânsito bastante complicado em alguns pontos. O município viu, então, no Waze for Cities, a possibilidade de amenizar esse grande problema enfrentado pelos moradores.

“Com as informações que o Waze nos entrega nós podemos montar um modelo de simulação e dentro do simulador você consegue fazer os cenários que você deseja, podendo colocar ou tirar viadutos e semáforos”, explicou Danilo Conti, secretário de planejamento urbano e desenvolvimento sustentável de Joinville, durante o evento Welcome Tomorrow. “Dessa forma, o Waze nos ajuda a tomar as melhores decisões possíveis de acordo com os recursos que temos”, completou.

Com base nas informações, a prefeitura desenhou uma rotatória de uma quadra inteira, de baixo custo, eliminando os semáforos em algumas conversões. A economia de tempo dos moradores que passam por esses cruzamentos foi de nove minutos na parte da manhã e nove minutos à tarde. Em um ano isso dá três dias e sete horas.

Waze Foto (Pexels)

“O que fizemos com Joinville foi transformar a cidade em um grande laboratório. É igual a uma startup, estamos pivotando o tempo todo. Fazemos um protótipo para depois replicar para a cidade inteira”

 Danilo Conti, secretário de planejamento urbano e desenvolvimento sustentável de Joinville

Segundo estimativas da prefeitura, Joinville ganhou R$ 1,08 bilhão em produtividade em um ano com a economia de tempo no trânsito. “Com os dados e as simulações do Waze você tira toda a análise subjetiva e faz uma análise com base em números”, comentou Danilo. “Esse comportamento de compartilhar e colaborar dá oportunidade de as cidades se desenvolverem de maneira exponencial.”

*Com colaboração de Éric Visintainer


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