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Curiosidade, inovação e criatividade estão com os dias contados?
Escrito por Jacques Meir | 26 de Março de 2019 | 3 meses atrás

Veja o que Elliot Hedman, uma das maiores autoridades mundiais em inovação falou no SXSW: estamos ficando menos curiosos. Por quê?

Sua empresa está perdendo milhões e milhões dia após dia porque não está conseguindo inovar utilizando a indução da curiosidade. Essa é opinião de de Elliott Hedman, que tem origem a partir de muitos projetos feitos em empresas e instituições como o MIT e a IDEO. O objetivo desses estudos na carreira de Elliott era demonstrar que a ciência exploratória morreu. As organizações evitam ativamente o fracasso, mas para isso, contraditoriamente, reprimem o pensamento desconhecido e radical: a base da ciência exploratória. O que será preciso para fazer com que empresas, universidades e sociedade mudarem para um aprendizado mais descontraído e até mesmo brincalhão, para recuperarem a curiosidade? Muito. Segundo Elliott, podemos ter que esperar pela próxima geração ou duas para que isso aconteça.

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A morte da curiosidade está realmente acontecendo? No contexto que liga inovação à curiosidade, tudo indica que sim. Por que inovação passa pela busca, pela procura, pela investigação. E o quanto estamos dispostos a sermos curiosos em nossa vida atribulada? Segundo Hedman, um ponto importante para continuarmos curiosos é… dormirmos bem. O especialista contou a história de uma amiga que tentou dezenas de táticas para dormir melhor durante uma noite completa. Nada funcionou até que sua amiga resolveu investigar o que a incomodava e descobriu que desenhar a acalmava. E assim fez. Curiosidade resolveu seu. Problema.

Mas o que funciona mesmo para matar nossa curiosidade pode ser resumido em 3 táticas, segundo Hedman:

  • Evite vulnerabilidade: segundo Hedman, as empresas perderam mais de US$ 75 bilhões por conta de péssimos serviços aos clientes. Uma vulnerabilidade óbvia e que certamente traz um problema. Não faz sentido levar uma semana para identificar a vulnerabilidade e a empresa levar 3 meses para começar a fazer alguma coisa. Não encarar o problema, a própria vulnerabilidade só reforça a negação.
  • Tenha a reposta e não a pergunta: há anos, JC Penney resolveu abolir os descontos e adotar preços competitivos. Uma estratégia baseada em tentar fazer valer um ponto de vista e não fazer alguma coisa realmente diferente. Ela tinha a resposta. Não por acaso, as ações da Jc Penney hoje valem um penny (um centavo)…
  • Seja o departamento antifogo – não tente fazer o que é necessário sem os recursos e a estrutura para isso. Mas tente se perguntar como fazer com o que está à mão.

Apetite pelo risco

As empresas precisam sair de seu isolamento, de sua zona de conforto, justamente porque os clientes delas querem conforto, querem estabilidade, ao mesmo tempo em querem o novo, o instigante. Mas como tiramos uma empresa do seu isolamento e de onde estão para que sejam mais curiosas, mais inquietas e provocadoras? Segundo Hedman, a liderança precisa se comprometer com o risco e ter apetite pelo risco. Isso não é simples, mas para romper esse silo, vale a pena mostrar que empresas perdem mais ficando onde estão. Tornam-se vulneráveis e prontas para serem impactadas por disrupções.

Uma empresa curiosa está viva e pronta para inovar. Empresas que acham que sabem tudo já reservaram seu local no cemitério.

 

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