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Crise energética acelera inovações para economizar na conta de luz

conta de luz

O Brasil passa por uma das maiores crises hídricas da história. Como 65% da geração de energia no país depende de usinas hidrelétricas, a baixa nos reservatórios se reflete no abastecimento energético. Portanto, a conta de luz aumenta e quem mais sofre com isso são as pequenas e médias empresas. 

Na região metropolitana de São Paulo, uma empresa que até junho pagava R$ 1000 de conta de luz agora terá de desembolsar aproximadamente R$ 1132. Ou seja, há um aumento de 13,2%, segundo análise de economista ouvido pela Folha de S. Paulo. 

Nesse cenário, encontrar alternativas para economizar na conta de luz torna-se uma prioridade para pequenos empreendedores. Além disso, diminuir a dependência da rede tradicional de distribuição energética pode ser um diferencial competitivo, por proteger o negócio de novos reajustes e de possíveis crises do setor. 

Não à toa, o ano de 2021 está sendo o mais positivo para startups do mercado energético. Estas empresas com base tecnológica levantaram mais de US$ 66 milhões em investimentos, segundo dados do Distrito. Esse valor representa 78% de todos os aportes somados no setor.

As energytechs, startups do mercado de energia, atuam em diferentes frentes, como Gestão Energética, Eficiência Energética e Mercados Distribuídos de Energia. A categoria com mais empresas, porém, é a de Energia Renovável, formada por startups que investem, produzem ou distribuem energia limpa a partir de fontes alternativas e correspondem a mais de um terço dos negócios no setor. 

Energia solar para pequenas empresas

Uma das opções para economizar dinheiro com eletricidade, diminuir a dependência da distribuição tradicional e reduzir o impacto negativo no meio-ambiente é a energia solar. Segundo levantamento do Sebrae, em parceria com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), 83,9% das empresas que adotaram energia solar reduziram gastos com eletricidade. Do mesmo grupo, seis em cada dez empreendedores pretendem ampliar o investimento em fontes renováveis de energia nos próximos dois anos. 

Vale ressaltar que somente a metade dessas empresas fizeram o investimento em sistema fotovoltaico com recursos próprios. O restante conseguiu financiamento com instituições financeiras ou com os próprios fornecedores do equipamento. 

Já entre as empresas que não adotaram a energia solar, mais de 40% colocam o investimento inicial como principal desafio. No entanto, metade dos negócios mira investir nessa solução nos próximos dois anos. 

Existem, hoje, diversas soluções voltadas a PMEs para ajudar empreendedores a diminuir os gastos com eletricidade. Para quem não tem espaço para instalar um sistema próprio de placas fotovoltaicas, há ofertas de planos de assinatura de energia solar. São os casos da Liben e da Sunwise, empresas que oferecem uma economia de 15% na conta de luz por meio de uma assinatura de energia renovável. 

A Clarke é uma outra startup deste setor que busca diminuir o gasto de empresas com eletricidade. A solução é uma plataforma de inteligência que identifica oportunidades de reduzir as tarifas sem fazer nenhuma instalação. A empresa aplica o modelo de sucesso compartilhado, ou seja, ela cobra uma taxa apenas do cliente que tiver, de fato, uma redução na conta. 

Por último, vale citar a solução da Energia das Coisas, um aplicativo que ajuda a fazer a gestão de todos os equipamentos que gastam energia dentro do negócio. O software permite identificar os horários em que se gasta mais eletricidade e sugere planos de ação para reduzir o consumo.

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