Criptomoeda promete democratizar sistema financeiro - WHOW

Vendas

Criptomoeda promete democratizar sistema financeiro

Um meio de troca que se utiliza da tecnologia e da criptografia. Essa é uma das definições encontradas para as criptomoedas, novas unidades de moeda

POR Redação Whow! | 23/07/2019 13h14

*Fotos Douglas Luccena

Um meio de troca que se utiliza da tecnologia e da criptografia. Essa é uma das definições encontradas para as criptomoedas, novas unidades de moeda. A primeira criada foi o bitcoin, em 2009, pelo usuário com pseudônimo Satoshi Nakamoto.

A democratização do mercado da criptomoeda, sua regulação e surgimento de novas carteiras digitais foi tema do painel “Criptomoeda para todos” no primeiro dia do Whow! Festival de Inovação.

Com mediação de Reinaldo Rabelo, general manager do Mercado Bitcoin, a Libra, criptomoeda recém anunciada pelo Facebook é um dos pontos mais importantes na atualidade quando se trata de criptoeconomia.

O grupo de Mark Zuckerberg, junto com empresas parceiras como Mercado Pago e Pay Pal, desenvolveu a nova moeda, que ainda vai passar por regulamentação do congresso americano.

De acordo com Fernando Ulrich, especialista em criptomoedas da XDEX, plataforma de negociação do serviço no Brasil, o movimento é promissor.

“Acredito que é um movimento com efeitos colaterais muito positivos para as outras criptomoedas. Essa ação vai popularizar essa ideia das criptomoedas. Se a Libra sair do papel, ela tem uma característica muito distinta do bitcoin, vai ser lastreada em outras moedas, não sendo independente como o que já existe”, conta.

“Acredito que é um movimento com efeitos colaterais muito positivos para as outras criptomoedas. Essa ação vai popularizar essa ideia”

O pesquisador destaca, no entanto, que caso o sistema novo siga a regulação do Facebook, pode atrapalhar o acesso dos usuários. “Para mim, se ela é uma promessa de trazer inclusão financeira, muito necessária, a forma como o Facebook opera, suas regras, pode ser que isso não seja feito na prática. É preciso pensar nesse sentido”, completa.

Regulação

Com a regulação anunciada pelo Diário Oficial da União em abril deste ano, a Receita Federal vai passar a querer saber quem está usando as criptomoedas e as operações que estão sendo feitas com ela.

A partir desse princípio, pagar surge com o ato de satisfazer o credor, com várias formas de pagamento. A tecnologia vai possibilitar o pagamento democrático.

“A criptomoeda é uma maneira de resgatar as pessoas que foram esquecidas”, afirma Natália Garcia, sócia e chief risk officer da Foxbit.

Com o aumento do uso do celular e o acesso de mais da metade ao aparelho, ele se tornou um meio para bancarizar as pessoas.

“A criptomoeda é o futuro do meio de pagamento”

Edísio Pereira Neto, CEO da Z.ro.

Já quando se trata de regulação, Fernando Ulrich alerta que não se pode fechar os olhos para o mercado e o que está acontecendo com ele. “Querer tapar os olhos e fingir que não está acontecendo nada não é o caminho. Tem muita gente no governo que entende do mercado, que entende de pagamento, e o quanto isso é transformador. Isso vai fazer com que mudanças aconteçam e o acesso seja realmente dado”, ressalta o especialista em criptomoedas.

Um mercado emergente pode sofrer com segurança, o que não significa incapacidade de corrigir problemas, reforça João Barcellos. Para ele, a culpa não é do bitcoin e sim do ser humano que inventa e quer enganar o outro.

“É super importante quando a pessoa ativa adquirir criptoativos, que ela adote umas camadas de segurança para que seu bitcoin fique com ela e que não sofra nenhum tipo de furto. Todos os pontos de falha da rede existem, então é essencial que você mantenha a chave privada e adote todos os meios de segurança possíveis que a tecnologia pode te dar”, reforça Natália Garcia.

Experiência

A ideia de inclusão e acesso ao sistema financeiro é um dos pontos defendidos pelo mercado das carteiras digitais. No entanto, para João Barcellos, sócio e diretor comercial da Stone, falta pensar na experiência do cliente e como ele administra sua carteira de bitcoins.

“O sistema ainda carece de muita user experience. Ele prega a inclusão, com um patamar de amadurecimento, mas a experiencia do usuário ainda é complicada. Se eu falar pra minha mãe em abrir uma carteira de bitcoin, ela não vai saber como se faz isso”, comenta o empresário.

Para ele, por fim, pensar em uma solução para inovar a experiência do cliente é relevante para o crescimento desse mercado.

“A teoria ela é muito linda, ela te dá um banco pra você mesmo, na sua casa, só que esquecem de trazer as responsabilidades para as pessoas. Faltam empresas no mercado que tragam essa user experience mais leve e mais adequada, coisa que a Libra pode trazer”, finaliza João.

“O sistema ainda carece de muita user experience. Ele prega a inclusão, com um patamar de amadurecimento, mas a experiência do usuário ainda é complicada”

João Barcellos, sócio e diretor comercial da Stone


+CRIPTOMOEDAS

Criptomoeda promete democratizar sistema financeiro
Conheça os diferentes segmentos das fintechs
China pode ser o primeiro país a adotar uma moeda digital
Investimento em blockchain cai em 2019; entenda o porquê