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Corporate venture: cooperação para inovar

Esta modalidade, hoje focada na relação com as startups, baseia-se nas iniciativas internas e externas das corporações para novos negócios

POR Eric Visintainer | 25/03/2021 18h28 Foto: Pxhere Foto: Pxhere
A Harvard Business School Alumni Angels of Brazil descreve o Corporate Venture (CV) como “um esforço corporativo e empreendedor, que leva uma organização à criação de novos negócios internos ou externos, oriundos de inovações que viabilizem a exploração de novos mercados, novos produtos ou até mesmo a geração de novas unidades”.

Dentro desse processo, existem diferentes formas de atuação, como hackathons, aceleração de startups, participação minoritária em outra empresa e até a aquisição.

Nesse sentido, o banco BV foca a exploração de mercados nos quais ainda não atua e de tecnologias que não domina, afirma Guilherme Horn, diretor de Estratégia e Inovação. Por isso, o banco já investiu nas startups Neon, Olivia e, mais recentemente, Trademaster.

O investimento privado das empresas 

De acordo com os executivos ouvidos pelo portal Whow!, um ponto que ainda precisa de maturidade nesta modalidade nas empresas do país é o Corporate Venture Capital (CVC). Segundo as empresas ACE e Fisher Venture Builder, atualmente 62% do CVC no Brasil tem menos de dois anos, e 80% das startups investidas estão no início da sua trajetória. Os principais setores de foco são o financeiro e o varejo, segundo o Distrito.

Mas pode surgir a dúvida: qual é a diferença do CVC para um Venture capital? De forma resumida, o Corporate Venture Capital busca gerar benefícios estratégicos para a companhia, enquanto o Venture Capital busca a multiplicação do aporte.

“Este tema ganhou muita relevância dentro das empresas, por ser uma forma meio simplista de as empresas se aproximarem do mundo das startups e nem sempre é a forma mais correta”, diz Horn, ao comentar que o investimento em startups deve ser parte da estratégia da empresa, mas ainda é visto com um “atalho” para inovar.

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