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Coronavírus: Gigantes de tecnologia já perderam quase US$ 460 bilhões em valor de mercado

Saiba como algumas das principais empresas de tecnologia estão sendo afetadas pela COVID-19 e o que elas têm feito até o momento

POR Adriana Fonseca | 22/03/2020 10h34 Coronavírus: Gigantes de tecnologia já perderam quase US$ 460 bilhões em valor de mercado Arte Grupo Padrão (Giovana Sorroche)

As cinco maiores empresas de tecnologia do planeta também não saíram ilesas da atual pandemia que o mundo enfrenta. Facebook, Apple, Microsoft, Google e Amazon impulsionaram grande parte dos ganhos de mercado nos últimos anos, mas agora não escaparam da turbulência do mercado induzida pelo novo coronavírus e exacerbada pela guerra de preços do petróleo.

Segundo análise feita pela plataforma americana CB Insights, as cinco “big techs” viram quase US$ 460 bilhões varridos de seu valor de mercado entre 30 de janeiro e 10 de março.

O tamanho do impacto varia de empresa para empresa e, entre as cinco, a Amazon é a única que permanece relativamente incólume, de acordo com a análise.

Influência do coronavírus na tecnologia

Facebook

As ações da empresa caíram 15% desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a emergência de saúde pública, em 30 de janeiro. Foi a maior queda entre as “big techs”.

A explicação para a perda de valor pode estar na queda da demanda de viagens, varejo e entretenimento, o que resultaria em cortes nos orçamentos de anúncios nessas categorias de risco. Além disso, a produção do primeiro headset de realidade virtual da empresa, o Oculus Quest, foi afetada pela desaceleração da fabricação chinesa.

Na última sexta-feira, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, anunciou que se comprometeria em doar US$ 20 milhões, uma fração do lucro trimestral da empresa, para apoiar os esforços de assistência global ao coronavírus. Serão US$ 10 milhões para a United Nations Foundation (UNF) e o Fundo de Resposta Solidária Covid-19 da OMS e outros US$ 10 milhões para a CDC Foundation, que lançará um evento de arrecadação de fundos nas próximas semanas focado no combate ao surto nos Estados Unidos.

tecnologia Foto ilustrativa Gerd Altmann (Pixabay)

Apple

As ações da companhia caíram 11,9%, entre 30 de janeiro e 10 de março.S. Já em fevereiro, a fabricante do iPhone alertou os investidores de que ficaria aquém das diretrizes de receita para o segundo trimestre de 2020.

Como a COVID-19 paralisa tanto a demanda – a China responde por 15% das vendas – quanto a produção de hardware, a Apple sentiu o impacto de sua dependência: embarcou menos de 500.000 smartphones em fevereiro, um declínio de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No último fim de semana o CEO da companhia, Tim Cook, anunciou o fechamento de todas as lojas da Apple fora da China até 27 de março, numa tentativa de conter a propagação do novo coronavírus. Na China as lojas foram fechadas e agora começam a ser reabertas.

Microsoft

As ações da empresa caíram 6,9% desde o anúncio da OMS. Assim como a Apple, a Microsoft também reduziu sua previsão de vendas no terceiro trimestre de 2020 em fevereiro, consequência do impacto da desaceleração da fabricação nos negócios Windows e Surface (hardware).

No dia 6 de março, a empresa lançou um mapa interativo que fornece informações do avanço da COVID-19. O mapa mostra a quantidade de casos por país, o número de casos ativos, curados e fatais.

Além disso, no dia 12 de março, a companhia anunciou que ofereceria gratuitamente o Microsoft Teams para organizações e escolas de todo o mundo, já que o coronavírus está forçando as pessoas a migrarem para o trabalho remoto. O Microsoft Teams é a central de trabalho em equipe dentro do Microsoft 365, onde todos podem conversar, fazer reuniões, ligações e colaborar a partir de um local seguro.

Google

A Alphabet, dona do Google, viu suas ações caírem 12,4% desde 30 de janeiro. A diminuição dos gastos com anúncios relacionados a viagens – a quarta maior categoria de anúncios de pesquisa – pode afetar os ganhos da companhia. A empresa cancelou o Google I/O, sua conferência anual de desenvolvedores prevista para maio.

Amazon

A empresa é a única a registrar ganhos desde 30 de janeiro – alta de 1,1% no fechamento de 10 de março, em meio a uma liquidação massiva.

Embora relativamente pouco afetada no período, a gigante do comércio eletrônico provavelmente sente parte da crise da cadeia de suprimentos induzida pelo coronavírus, já que mais de 40% de seus vendedores estão sediados na China.

Em fevereiro, a empresa incentivou alguns fornecedores a estocarem produtos da China “em antecipação a possíveis desacelerações na cadeia de suprimentos”, de acordo com reportagem do site Business Insider.


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