Robôs e cibersegurança no Fórum Econômico Mundial 2020 - WHOW
Tecnologia

Robôs e cibersegurança no Fórum Econômico Mundial 2020

Entenda o que os líderes globais veem como dores e praticidades da tecnologia nos próximos anos na convivência com robôs e segurança cibernética

POR Luiza Bravo | 24/01/2020 12h23 Robôs e cibersegurança no Fórum Econômico Mundial 2020 Foto (Shutterstock)

Interagir com robôs deixou de ser coisa de ficção científica, e está cada vez mais perto de fazer parte do nosso cotidiano. O painel The Future of Human-Robot Interactionmostrou como a psicologia cognitiva, o machine learning e a robótica estão trabalhando para desenvolver a próxima geração de robôs colaborativos.

Convivendo com robôs

A professora-assistente do Instituto de Robótica da Carnegie Mellon University. Henny Admoni. começou sua apresentação mostrando alguns robôs desenvolvidos recentemente que são extremamente eficientes para cumprir suas funções, mas que deixam a desejar em alguns aspectos humanos.

É o caso, por exemplo, de um robô criado por cientistas da cidade de Pittsburgh para entregar comida no campus da universidade. O equipamento funcionava super bem, mas acabou atrapalhando uma jovem cadeirante porque estava programado para esperar para atravessar a rua justamente nas rampas feitas para as cadeiras de rodas.

A montadora Tesla, por sua vez, implementou robôs em uma de suas fábricas capazes de trabalhar 24h por dia, de maneira extremamente precisa. O problema é que as máquinas trabalham de forma tão rápida que oferecem riscos às pessoas que ficam por perto.  

Essa realidade, no entanto, está começando a mudar. As pesquisas de robótica mais recentes, segundo Admoni, estão desenvolvendo equipamentos capazes de trabalhar com humanos e de lidar com a imprevisibilidade do ambiente.

“Esses novos robôs são desenhados para trabalhar com pessoas. E para conseguir fazer seu trabalho, eles precisam entender as necessidades das pessoas”

Henny Admoni, professora-assistente do Instituto de Robótica da Carnegie Mellon University

cibersegurança Foto Mattias Nutt (World Economic Forum)

O destaque nessa área vai para os robôs assistivos, capazes de dar mais independência e qualidade de vida às pessoas com baixa mobilidade, por exemplo. Em sua apresentação, Admoni exibiu protótipos que podem ser controlados pelos olhos e até pela expressão facial. 

“À medida que construímos essas tecnologias autônomas e que vemos mais robôs fazendo parte do nosso dia a dia, conseguimos construir sistemas que entendem melhor as necessidades e preferências dos seres humanos”, diz a pesquisadora, que acredita que os robôs sociais ganharão espaço em nossas casas muito em breve.

Perspectivas para a cibersegurança

No ano que vem, os ciberataques vão custar ao mundo nada menos do que US$ 6 trilhões. Com tanta tecnologia disponível, como os sistemas ainda são tão suscetíveis aos hackers?

No painel Global Cybersecurity Outlook, foram apontadas ameaças e oportunidades das tecnologias emergentes e discutidas formas de melhorar a gestão de cibersegurança dentro das empresas.

As parcerias público-privadas também foram indicadas como uma das alternativas para solucionar o problema. A chefe de segurança da informação da S&P Global, Laura Deaner, reforçou que o compartilhamento de informações é essencial para proteger a coletividade de novos ataques.

“Nós precisamos agir como comunidade e ser capazes de compartilhar dados. Quando falamos de ciberataques, estamos falando de crimes, e todos temos a responsabilidade de combatê-los”

Laura Deaner, chefe de segurança da informação da S&P Global

cibersegurança Foto Jakob Polacsek (World Economic Forum)

O secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, diz que a polícia sofre com três problemas principais para combater os crimes cibernéticos: a fragmentação (falta de padrões globais que permitam uma atuação mais eficaz da polícia), a falta de informações passadas pelo setor privado e a falta de profissionais capacitados.  

“78% dos agentes de polícia de todo o mundo não possuem qualquer capacidade para lidar com crimes cibernéticos”

Jürgen Stock, secretário-geral da Interpol

Stock diz, no entanto, que a tecnologia não pode ser vista como uma ameaça, e sim como aliada nos processos de investigação e aplicação das leis. Outra medida apontada no painel para o mundo lidar com os problemas de cibersegurança nos próximos anos foi a formação de mais analistas e de designers capazes de projetar sistemas efetivos de segurança.

Além disso, os participantes destacam a importância de difundir a cultura da cibersegurança dentro das empresas: “É preciso pensar em como tornar a segurança algo divertido e interessante para os funcionários, para que eles possam levar isso também para sua vida pessoal”, conclui Laura Deaner.


CONHEÇA O QUE PENSAM OS ROBÔS NESTE VÍDEO DO WHOW!


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