Construtechs querem transformar a sua maneira de negociar imóveis  - WHOW
Vendas

Construtechs querem transformar a sua maneira de negociar imóveis 

Startups da construção civil e mercado imobiliário facilitam relações B2C e B2B para compra, venda, aluguel e permuta de imóveis

POR Gabriely Souza | 18/09/2019 00h20 Construtechs querem transformar a sua maneira de negociar imóveis  Foto Philipp Birmes (Pexels)

Placas de vende ou aluga ou os classificados no jornal já não são mais a única forma de adquirir ou reformar uma casa ou apartamento. Startups voltadas para o segmento imobiliário, as construtechs, têm auxiliado nos processos como permutas, que resolvem os problemas de imóveis sem liquidez e até realizam reformas para o público de baixa renda.

No mundo, as construtechs já receberam 4,4 bilhões de dólares em investimentos desde 2010, de acordo com levantamento da empresa de Pitchbook. No Brasil existem 228 startups da construção civil e do setor imobiliário, como mostra a Startup Base, da Associação Brasileira de Startups (Abstarups).

Uma delas já se tornou um unicórnio, o QuintoAndar. “O Quinto Andar inovou em um setor muito específico, que é aproximar o dono do imóvel de quem quer alugar. Agora a empresa quer intermediar negócios, virar uma financeira e não só prestar serviços”, afirma Alberto Ajzental, coordenador do curso de Desenvolvimento de Negócios Imobiliários da Fundação Getúlo Vargas (FGV).

construtechs Foto Rawpixel (Pexels)

Construtechs na negociação de imóveis 

Ajzental destaca ainda duas empresas que realizam um bridging the gap na venda de imóveis, ou seja, conectando agentes ou diminuindo a distância entre serviços, que são a Loft e Keycash. As duas startups usam dados e mão de obra especializada para encontrar, cotar, investir em reformas–se preciso for–e recolocar imóveis usados no mercado, através de plataformas digitais.

No entanto, para Rafael Ribeiro, diretor executivo da Abstartups, um dos pontos a melhorar no setor ainda está na construção civil, que tem um olhar mais tradicional. 

“Um dos desafios é que o setor imobiliário ainda é um setor burocrático e que tem um controle das grandes empresas. Continua a se exigir uma série de documentos. Isso impede que as pequenas empresas tenham uma escalabilidade e cresçam rapiadmente”, explica Ribeiro.

“É um mercado que vem tentando ter uma disrupção, mas que ainda é controlado por grandes corporações”

Ribeiro acredita que é possível sim existirem outras construtechs como unicórnios no setor imobiliário. Ele compara o que aconteceu no mercado, com o Nubank e outras startups do setor financeiro. 

construtechs Foto Sharon Mccutcheon (Unsplash)

Construtech da permuta

A Permutando é outro exemplo de startup que criou soluções para quem busca um imóvel, mas através do sistema de permuta.

Quem tem interesse na troca pode colocar as suas preferência no site, como o tamanho do local e número de quartos desejados. Através de um algoritmo, há o “match” com quem também busca um imóvel com as características cadastradas. Há a possibilidade de permutas definitivas, temporárias ou por meio de uma incorporação.

“Somos um Tinder de imóveis, já que conectamos os interesses de quem quer fazer a troca. Se a pessoa não acha o que procura, adaptamos às suas necessidades”

Christian Bernard, CEO da Permutando

Criada em Niterói, a empresa já atende 26 estados e desde setembro de 2018 até agosto deste ano já realizou mais de 15 mil matches, gerando uma movimentação de R$ 695 milhões.  

Para Bernard, a empresa está entre uma proptech–startups do mercado imobiliário que utilizam tecnologias como blockchain, internet das coisas e inteligência artificial–, já que oferece serviços como solução, e uma construtech. A fonte de receita do Permutando acontece através de um sistema de assinatura mensal.  

+ NOTÍCIAS

As asas dos unicórnios brasileiros
O desafiante: A luta (contra e a favor) do QuintoAndar com as imobiliárias
O fim da posse e a nova lógica do setor imobiliário
Todos os 62 unicórnios que surgiram em 2019