Consolidar a marca empregadora é diferencial para os negócios - WHOW

Eficiência

Consolidar a marca empregadora é diferencial para os negócios

Estratégia de Employer Branding para as pequenas e médias empresas ajuda a criar uma cultura positiva, reter talentos e melhorar a reputação no mercado

POR Daniel Patrick Martins | 23/08/2021 18h42

Mais que marketing de recrutamento, a estratégia de Employer Branding para negócios no contexto das PMEs é essencial. Significa avaliar, reter e impulsionar o sucesso da marca empregadora e também fazer com o empreendimento cresça em engajamento com quem trabalha ali.

“Desenvolver uma cultura parece fácil, mas, na hora de implementá-la conscientemente, muitas empresas falham. Ser bem sucedido tem a ver com a consistência com a qual geramos e atendemos às expectativas criadas. Com os exemplos que damos. Com as decisões que tomamos. Com as histórias que contamos. E, principalmente, com as pessoas que entram e que saem”, relata Marcela Quintella, cofundadora e COO da Education Journey, plataforma de desenvolvimento para a inovação na educação, em entrevista ao portal Exame.

Pensar que somente grandes corporações podem se submeter a esta estratégia de mercado como diferencial é puro engano. Sabe-se que políticas de recursos humanos, mesmo para as pequenas, têm de se valer da cultura no sentido do pertencimento à marca, ou seja, o quanto a empresa contribui para o crescimento profissional, muito além do salário pago ao colaborador.

“Como o conceito de employer branding é muito amplo, não existe uma fórmula mágica para se obter resultados. De qualquer forma, a maneira mais simples e direta que qualquer empresa pode seguir para se alinhar a essa filosofia inclui a identificação dos reais pontos fortes (seja de estrutura, benefícios, cultura, tecnologia, clima, momento de mercado, etc.) que possui, encontrando uma maneira de comunicar esses pontos fortes para todos, de clientes finais a parceiros e fornecedores”, explica Othamar Gama Filho, especialista em gestão de pessoas ao portal Empreendedor, Gestão e Negócio.

Este conceito, inclusive, é estudado e posto em prática nos Estados Unidos e na Europa desde 1996. Já no Brasil, ainda é algo em que muitas empresas estão na corda bamba e se adaptando para a sua real implementação. É o que revela a pesquisa “Employer Branding Research 2021”, realizada pela Randstad, empresa de consultoria para empregos de origem holandesa.

Neste mesmo levantamento, foi constatado que 80% dos que lideram nas empresas concordam que o fortalecimento da marca empregadora gera impacto positivo. E, para 96%, o alinhamento à cultura da organização é ponto chave para a retenção, valorização e satisfação do empregado.

“As empresas perceberam que precisavam fazer um maior esforço para atrair talentos e criar o desejo de permanência, porque Employer Branding não é só sobre atração. É o ciclo como um todo. As organizações precisam se diferenciar e trabalhar mais fortemente para isso”, comenta Bruna Mascarenhas, especialista no tema, em entrevista a Exame.

Por isso, todo e qualquer negócio que tenha o conceito de “marca empregadora” no radar será visto de outra forma por todos aqueles que fazem parte desta cadeia produtiva.

“O time precisa entender o porquê de cada produto ou serviço desenvolvido, a verdade por trás da solução. Neste cenário pode entrar o storytelling no ambiente corporativo, como a empresa constrói esta narrativa primeiro para seu público interno para depois propagá-la ao mercado. O quanto a empresa envolve seu público interno no desenvolvimento de suas soluções e o quão aderente é a promessa feita e a entrega. Caso contrário, nem conexão emocional nem qualquer outra conexão podem acontecer”, relata Daniela Viek, especialista internacional em Personal Branding ao portal SEGS.

Assim, para consolidar esta marca empregadora em pequenas e médias empresas, é preciso ajudar a realizar os sonhos e desejos dos colaboradores. Afinal, são eles quem estão com o empreendedor, desde sempre, na construção de um negócio. Ao tratar bem a todos que na empresa estão, ou que por ela já passaram, abre-se portas para cada vez ter funcionários mais qualificados.

“A reputação da marca está exatamente nesse contexto. A atração vai desde o processo seletivo, benefícios descritos na vaga, plano de carreira e feedback. Isso sem falar nos comentários em páginas de opiniões, postagens nas redes sociais, prêmios de reconhecimento e visão de funcionários e ex-colaboradores. Por isso, é imprescindível que as empresas entendam que a todo momento falam com pessoas, que são consumidoras da sua marca”, diz Ana Paula Prado, Country Manager da InfoJobs, plataforma de recrutamento e seleção ao G1.