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Conheça os detalhes das startups no varejo: setor tem 644 startups em nove categorias

O mapeamento feito por empresa especializada detalha o segmento e lista as principais empresas e os áreas de maior atuação

POR Adriana Fonseca | 01/10/2020 17h03

O varejo é um setor bastante representativo da economia brasileira. Em 2019, empregou 26% dos trabalhadores do país, o que representa 8,5 milhões de empregos diretos. É um segmento, no entanto, que foi fortemente afetado pela crise causada pela pandemia do no novo coronavírus. 

Esse cenário, aliás, acelerou a transformação digital dos negócios do setor, gerando oportunidades para as retailtechs, que são as startups no varejo. O ecommerce, por exemplo despontou no primeiro semestre de 2020. As vendas do comércio eletrônico brasileiro cresceram 209% em abril, 28% em junho e 19% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados levantados pelo estudo Retailtech Report 2020, elaborado pela Distrito.

Esse levantamento mostrou que existem hoje no Brasil 644 retailtechs. Elas estão divididas em nove categorias:

Inteligência artificial

Pagamentos

Engajamento do consumidor

Sustentabilidade

Internet das coisas

Operações

Ambientes virtuais

Logística

E-commerce

Setores e Estados de maior atividade das retailtechs

As regiões sudeste e sul do país concentram 90% das startups no varejo, sendo que o Sudeste fica com 65,2% das retailtechs, o Sul com 24,2%, o Nordeste com 6,8%, o Centro-Oeste com 2,8% e o Norte com apenas 0,9%. São Paulo, como acontece em vários setores, concentra a maior parte das retailtechs: 45,8%. Na sequência, destaque para Minas Gerais (10,1%), Paraná (8,4%), Santa Catarina (8,2%), Rio de Janeiro (7,8%) e Rio Grande do Sul (7,6%). 

Nas categorias, a maior presença das startups no varejo fica com Operações (29,2%), que são as soluções que melhoram a gestão de lojas, inventário, estoques, vendedores e todo o processo comercial das empresas. Na sequência, a segunda categoria com mais retailtechs é Engajamento do Consumidor (19,1%) e a terceira é E-commerce (18%). Ambientes Virtuais e Sustentabilidade são as categorias menos representativas do setor. 

Em média, as retailtechs têm seis anos de vida e empregam, juntas, 36 mil pessoas. Aqui, vale o destaque para a categoria E-commerce, que responde por 35% dos empregos, mesmo representando 18,6% das soluções. A segunda maior empregadora é a categoria de Pagamentos. 

O levantamento da Distrito também elaborou um ranking com as Top 10 Retailtechs. Para selecionar os destaques do setor, foi utilizado um algoritmo de scoring que leva em conta número de funcionários e seu crescimento no último ano, faturamento presumido via análise de CNPJ, investimento captado e métricas de redes sociais. São elas:

Ebanx

Stone

Hotmart

Amaro

Dafiti

Vtex

MadeiraMadeira

Loggi

Peixe Urbano

PicPay

Investimentos nas startups no varejo

Desde 2011, foram investidos US$ 11 bilhões em retailtechs no Brasil, em 238 rodadas. O ano com maior volume de aportes foi 2019, com investimentos significativos na Loggi, Vtex, nossa startup unicórnio brasileira, e MadeiraMadeira. 

A maioria dos aportes, no entanto, é no estágio semente e as startups que mais receberam investimento são da categoria E-commerce. Ainda que essas retailtechs representem 18% do total, elas receberam 56% dos aportes. Abaixo, os cinco maiores aportes do setor até hoje.

1. Loggi

US$ 150 milhões

2019

*2. Vtex

US$ 140 milhões

2019

3. Loggi

US$ 111 milhões

2018

4. MadeiraMadeira

US$ 110 milhões

2019

5. Dafiti

US$ 70 milhões

2013

O setor das retailtechs também passa por aquisições. As principais até hoje foram:

1. Consinco, comprada pela Totvs

Valor do negócio: US$ 47 milhões

2019

2. DigitalCommerce, comprada por Linx

Valor do negócio: US$ 17,3 milhões

2018

3. Brandsclub, comprada por Naspers

Valor do negócio: US$ 17 milhões

2010

4. Chaordic, comprada por Linx

Valor do negócio: US$ 14,2 milhões

2015

5. Hiper, comprada por Linx

Valor do negócio: US$ 12,8 milhões

2019

*O relatório não inclui o aporte mais recente da VTEX de US$ 225 milhões divulgado no final de setembro.


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