Conheça o perfil do empreendedorismo de inteligência artificial na América Latina - WHOW

Vendas

Conheça o perfil do empreendedorismo de inteligência artificial na América Latina

Segmento segue em alta na região, sobretudo no Brasil, mas enfrenta desafios como a escassez de talentos e falta de investimentos públicos

POR Carolina Cozer | 08/03/2021 12h25 Foto Starline (Freepik) Foto Starline (Freepik)

A everis Brasil, em parceria com a Endeavor, divulgaram os resultados do estudoO impacto da Inteligência Artificial (IA) no empreendedorismo da América Latina”, que expõe os avanços e desafios na adoção da inteligência artificial na região.

Segundo o relatório, 42% das empresas de IA na América Latina estão localizadas no Brasil, e o segmento é um dos mais importantes motores de transformação econômica e tecnológica para o presente e o futuro.

Enquanto apenas 32% das empresas utilizavam algum tipo de inteligência artificial em 2018, em 2020 esse número subiu para 48%. No Brasil, o número de empresas do segmento expandiu de 120 para 206 no mesmo período.

A democratização do acesso à Internet seria um dos fatores que justificam esse crescimento, de acordo com Evandro Armelin, diretor de Data & Analytics da everis Américas. “Nos últimos dez anos, o acesso à internet na região atingiu 68% da população, ou seja, 453 milhões de pessoas conectadas. Essa expansão da conectividade serve como catalisador para impulsionar a adoção da IA na região, na qual existem milhões de usuários que se beneficiam do uso de plataformas de e-commerce, fintechs, micro mobilidade, ride hailing, grocery e food delivery”, afirma no estudo.

Desafios do setor de inteligência artificial na América Latina 

Embora o setor mostre crescimento perene, a América Latina ainda apresenta diversos desafios que dificultam o aumento das iniciativas de IA entre empreendedores, sobretudo a escassez de talentos.

A falta de oferta e a alta demanda de profissionais capacitados no mercado de TI e IA seria consequência dos baixos investimentos em políticas públicas voltadas à educação tecnológica, mas também a um fenômeno conhecido como brain drain, que faz com que pesquisadores e professores, ou os principais talentos das empresas, deixem seus cargos locais para trabalharem em big techs, que monopolizam as forças de trabalho e deixam as empresas menores vazias, de acordo com o estudo.

A pesquisa indica que as empresas latinas precisam exercitar a musculatura e focar em melhores remunerações se quiserem reduzir o turnover e manter os seus talentos dentro de casa.

“Ao olhar para o futuro, a incerteza é a regra e a inovação precisa ser constante, pois o desenvolvimento da IA exige apoio colaborativo do mundo empresarial, do setor público e da sociedade civil. Isso porque é necessário incentivar as instituições de ensino a fortalecer e ampliar a oferta de programas técnicos e especializações em IA. As empresas, por sua vez, devem desenvolver seus próprios pipelines de talentos e investir em capacitações e certificações para suas equipes”, afirma Lluis Quiles Ardila, diretor de Inteligência Artificial da everis Brasil, no mesmo relatório.

Levantamento de capital

Até 2020, as empresas latinas de inteligência artificial levantaram mais de US$ 2,2 bilhões sumariamente nos setores de Enterprise Software & Services (39% da amostra), Commerce & Retail (12%), Healthcare (7%), Financial Services (7 %) e Marketing (7%).

Em torno de 61% das empresas participantes revelaram já terem recebido algum tipo de investimento. O capital semente foi o tipo mais comum, presente em 52% dos negócios, seguido do investimento-anjo (26%).


+INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Conheça o perfil das startups de Inteligência Artificial no Brasil
6 grandes tendências em tecnologia para este ano

As tecnologias que devem deslanchar, segundo MIT e Accenture
10 tendências em inteligência artificial