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Conheça o ecossistema de inovação de Minas Gerais

Com mais de 300 startups e o único centro de engenharia do Google da América Latina, o Estado é forte concorrente ao título de “Vale do Silício” brasileiro

POR Carolina Cozer | 18/10/2019 12h50 Conheça o ecossistema de inovação de Minas Gerais

Não existe um consenso de qual região do Brasil é o “Vale do Silício” brasileiro. Movidos por inovações, esses espaços mudam com uma frequência gigantesca, mas alguns dados ajudam a nortear os pontos de destaque no país.

Belo Horizonte é constantemente citada como uma das cidades com maior potencial para receber esse título no Brasil. Nesta segunda matéria sobre os ecossistemas de inovação no Brasil (veja o primeiro texto da série aqui), abordaremos o cenário da capital de Minas Gerais.

Por trás dos ecossistemas

Ecossistemas são ambientes físicos ou virtuais onde startups, organizações e instituições se reúnem e interagem com a finalidade de construir um cenário que seja favorável ao nascimento de novos negócios, ou que faça os empreendimentos locais prosperarem.

O empreendedor Michael Goldberg, em seu MOOC Além do Vale do Silício, classifica seis categorias principais que constituem esses ecossistemas: governo, organizações intermediárias, filantropia, instituições âncoras, capital e os empreendedores. Já a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), classifica esses seis pilares como: talentos, cultura, densidade e diversidade, acesso à mercado, capital e ambiente regulatório.

Ideias, inventores e pesquisa

Startups em vários estágios

Empreendedores

Funcionários

Investidores

Mentores

Conselheiros

Empreendedores de outras áreas

Pessoas de organizações relacionadas

Minas Gerais Foto divulgação (Hotmart)

Minas Gerais é destaque no país

De acordo com um levantamento da ABStartups, Minas Gerais é o segundo maior polo de startups do Brasil, concentrando 12% das nossas empresas de base tecnológica. No bairro São Pedro, na Zona Sul de Belo Horizonte, se encontra a San Pedro Valley (SPV), o “Vale do Silício” da capital mineira.

Este começou em 2011, com uma reunião informal entre empreendedores das startups Beved, Deskmetrics, Everwrite e Hotmart (destas, apenas a Hotmart ainda está na ativa), e hoje já conta com mais de 300 empreendimentos que se reúnem para transformar a economia local, identificando oportunidades, soluções, incentivos e tendências de mercado.

A SPV foi eleita duas vezes pela Startup Awards como a melhor comunidade de startups do Brasil, e já foi reconhecida inúmeras vezes em veículos jornalísticos internacionais, como INFO, Forbes e Financial Times, com essa mesma titulação.

Uma das principais empresas que foram impulsionadas pelo SPV foi a Sympla, que hoje é a maior plataforma de venda de ingressos e gestão de eventos do Brasil, que praticamente acabou com o conceito de bilhetes impressos no país. Atualmente, a startup já conta com escritórios em São Paulo, Recife, Goiânia, Porto Alegre e Rio de Janeiro, e sua sede, no bairro da Savassi (BH), tomou nove andares de um único prédio.

No último ranking da 100 Open Startups, 10 outros negócios de Belo Horizonte figuram entre a lista, que avalia as melhores startups do Brasil. Dentre as 10 empresas da capital mineira presentes na pesquisa, duas delas estão no top 10: a Opinion Box, 3ª colocada, e a Pris Software, no 8º lugar.

Minas Gerais Foto divulgação (Sympla)

Você já pode ter ouvido falar delas

Veja abaixo uma lista com as startups de maior destaque em Belo Horizonte até o momento:

MaxMilhas: startup de turismo e programa de milhas que mais cresce no Brasil;

Sympla: principal plataforma de eventos e venda de ingressos do país;

Meliuz: maior empresa de cashback do Brasil;

Hotmart: plataforma de venda de cursos online e programa de afiliados;

Melhor Plano: sistema de comparação de planos de celular, internet, tv e fixo;

VG Resíduos: sistema online que aborda indústrias e transportadores e recicla resíduos para que atendam aos requisitos ambientais;

Samba Tech: líder em gestão e distribuição vídeos online na América Latina;

Opinion Box: soluções de pesquisa de mercado online e customer experience; e

WayCarbon: empresa de base tecnológica que trabalha para promover a transição da sociedade para uma economia de baixo carbono.

Além da enorme quantidade de empreendimentos locais, outra razão do sucesso dos ecossistemas de Belo Horizonte são os investimentos do governo. Em 2014, o Estado de Minas Gerais criou o Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (SEED), um programa de aceleração para negócios do mundo inteiro que queiram empreender no estado de Minas.

O programa acelera até 40 diferentes negócios por rodada, com duração de seis meses e capital-semente de até R$ 80 mil. Cerca de 200 negócios foram acelerados nas cinco rodadas que ocorreram até agora.

Outro grande marco desses ecossistemas foi a chegada do primeiro centro de engenharia do Google da América Latina, em 2016, que escolheu a capital mineira como sede do centro graças à relevância do San Pedro Valley, e por terem sido o berço do primeiro escritório da gigante de tecnologia no país.

Inovação em Nova Lima

Na região metropolitana de Belo Horizonte fica, também, o principal ecossistema privado de inovação e empreendedorismo do Brasil, a Atmosphera, que desenvolveu um complexo de 20 andares, através da rede World Trade Center Global, que efetua networking com todos os outros complexos WTC do mundo.

O empreendimento almeja alavancar a cidade de Nova Lima como o maior polo de inovação do Brasil, oferecendo equipamentos e mobiliário de última geração, lounges, auditórios, salas de reunião, laboratórios, network coffee e áreas de coworking, que oferecem workshops, hackathons, mentorias, treinamentos, consultorias e palestras.

Entre as empresas que já fazem parte da Atmosphera estão a Claro, New 360, Grupo Volvere, Hybrid, Açolab, Founders e NextOne.


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