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Eficiência

Conheça o ecossistema de inovação de Pernambuco

Mais de 180 startups formam o oceano de oportunidades de Pernambuco, que chamaram a atenção do Google e movimentam bilhões de reais anualmente

POR Carolina Cozer | 25/10/2019 14h02 Conheça o ecossistema de inovação de Pernambuco Foto (Pxhere)

Na terceira matéria sobre os ecossistemas brasileiros de inovação, vamos explorar o rico e descentralizado cenário de Pernambuco.

Recife, que tem se mostrado um fortíssimo polo de inovação no país, faz parte da terceira região com o maior número de startups no Brasil, representando uma fatia de dez por cento nos negócios, de acordo com os dados da Associação Brasileira de Startups  (ABStartups).

Durante a Startup Summit, no último mês de agosto, o ecossistema de Recife chegou a ser mencionado pelo diretor do Google for Startups Campus como um dos cenários mais favoráveis a estabelecer parcerias futuras com a big tech no país. Florianópolis e Belo Horizonte também foram mencionadas.

Esse interesse se deve ao fatos de que as startups em Pernambuco são recentes no mercado, aparecendo após o início da crise econômica no Brasil, quando o empreendedorismo começou a ser visto como uma alternativa de emprego. Outro motivo é a presença de um dos maiores parques tecnológicos do país.

Destaque nacional

Em janeiro deste ano, a Liga Ventures desenvolveu um estudo sobre o ecossistema de inovação em Pernambuco, onde foram mapeados 280 negócios que fazem parte deste conjunto, entre startups, coworkings, empresas juniores, investidores, incubadoras/aceleradoras, instituições de fomento e espaços/laboratórios de inovação.

Ao longo do ano, dois eventos trouxeram grande destaque às startups locais: a 100 Open Startups, que apontou dois negócios recifenses entre os 100 mais atraentes do país, e a final regional do Amcham Arena, concurso nacional que conecta startups e empresas.

Pernambuco Foto Porto Digital (divulgação)

Destaques de Pernambuco na 100 Open Startups

Escribo (54º lugar): a startup fornece jogos pedagógicos a professores, para que seus alunos possam se tornarem proficientes nas habilidades de alfabetização digital e atender aos padrões de aprendizado atuais; e

MOLEGOLAR (67º lugar): startup que projeta apartamentos modulares, trazendo soluções mais dinâmicas para plantas de acordo com as variações econômicas. Os tamanhos são adaptáveis de acordo com as necessidades de espaço e finanças dos usuários.

Destaques recifenses da Amcham Brasil

AppToHome: plataforma de gestão de condomínios para dispositivos móveis;

FindUP: plataforma de matchmaking entre profissionais de TI e suporte técnico e clientes em potencial;

Heppi: fintech com soluções para arrecadação de renda e gestão para festas de formaturas;

iUOFF: agência virtual de viagens com pacotes econômicos e democráticos para destinos nacionais;

Moodar: plataforma de busca e agendamento online com psicólogos especializados em transtorno de ansiedade;

NeuroUP: dispositivo de biofeedback conectado a aparelhos móveis para monitoramento de dores crônicas;

Prepi: otimização e gestão de lojas online integradas ao Instagram;

Siesta box: cabines de descansos para aeroportos, rodoviárias e eventos com isolamento sonoro, WiFi, tomadas e televisão;

Sommar: soluções sustentáveis para conforto térmico através de nanotecnologia; e

Wings: rastreamento de veículos em tempo real por dispositivos móveis.

Pernambuco Foto Porto Digital (divulgação)

Porto Digital

O Porto Digital é um dos principais parques tecnológicos do Brasil, situado no bairro do Recife, na capital pernambucana, e ocupa 171 hectares.

Com mais de 300 empresas dos segmentos de software e serviços de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação), economia criativa e tecnologia para cidades, o local tem ênfase nos segmentos de games, cine-vídeo-animação, música, fotografia e design. São mais de nove mil trabalhadores e 850 empreendedores, em um espaço que também contém uma incubadora.

Este hub de inovação em Pernambuco foi desenvolvido através de uma ação coordenada entre governo, universidades e empresas, conhecido como modelo “Triple Helix”. A finalidade é para revitalizar o centro histórico da capital e movimentar a economia local, fazendo com que empreendedores deixem de buscar saídas financeiras em outros estados.

Apenas no ano de 2017, as empresas que fazem parte do conjunto faturaram aproximadamente R$ 1,7 bilhão, e a expectativa é que cerca de 20 mil pessoas trabalhem em empresas embarcadas no parque até 2020.

CESAR

O Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR) é um centro colaborativo privado de inovação, com diversas filiais espalhadas pelo Brasil.

Ele utiliza tecnologias de TI e Design para solucionar problemas complexos nos mercados de telecomunicações, eletroeletrônicos, automação comercial, financeira, mídia, energia, saúde e agronegócios.

O CESAR faz parte do Porto Digital e possui mais de 600 funcionários pelas suas filiais no território nacional. Em 2018, seu faturamento foi perto de R$ 100 milhões.

“Localmente, acredito que precisamos seguir estreitando o relacionamento do ecossistema com a academia. O exemplo do Centro de Informática da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), de onde saíram diversas startups interessante ao longo dos últimos 20 anos, deveria servir de referência para outros centros acadêmicos fomentarem o empreendedorismo”, disse Felipe Pessoa, executivo-chefe do CESAR, ao estudo Liga Insights sobre o desafio do ecossistema de startups em Pernambuco.

“Temos percebido um crescimento significativo do interesse de investidores, aceleradoras e corporações para se relacionar com startups e, por outro lado, a disponibilidade de startups não é suficiente para atender a demanda. Porém, necessitamos mudar, no Brasil, a ordem de grandeza das 10 a 15 mil estimadas, para 100 a 150 mil”

Felipe Pessoa, executivo-chefe do CESAR

Pernambuco Foto (Unsplash)

Manguezal

Esta comunidade reúne as startups de Recife para apoiar práticas colaborativas para aprendizagem de tecnologia, design e empreendedorismo, através de palestras, eventos e programações educacionais que fomentam o crescimento econômico na região.

A Manguezal promove, também, visibilidade às startups novatas da região, com conexões a investidores anjos e fundos de capital de risco, além de promover o intercâmbio entre os negócios locais e startups ao redor do mundo.

Recentemente, os empreendedores voluntários do grupo se reuniram para administrar mais uma edição do evento Mangue.bit, conferência regional de startups‌ ‌e‌ ‌empreendedorismo, em um ambiente onde empresas de inicialização nordestina puderam trocar experiências, estudar soluções e entrar em contato com investidores.


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