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Conheça as estratégias em inovação aberta das empresas líderes

BMG UpTech, Alelo e Visa se destacaram na edição 2020 do Ranking TOP 100 Open Corps e contam como funcionam seus ecossistemas de inovação

POR Adriana Fonseca | 28/08/2020 22h32

BMG UpTech, Alelo e Visa são três grandes empresas que se destacaram na edição 2020 do Ranking TOP 100 Open Corps. Em uma conversa promovida durante a OiWeek, executivos dessas companhias revelaram suas estratégias para realização da inovação aberta. 

O ecossistema da BMG UpTech

Em 2015, o grupo lançou sua empresa de inovação aberta, a BMG UpTech, para investir em startups de forma direta. Em 2017, a empresa se tornou sócia da Bossa Nova Investimento e, juntos, realizaram diversos programas em parceria e desenvolveram, inclusive, um programa próprio de aceleração junto com a ACE. 

“Desenvolvemos bem essa habilidade de nos relacionar com as startups”, comentou Rodolfo Santos, CEO do BMG UpTech.

Com a bagagem adquirida, a BMG UpTech lançou em 2018 um programa em parceria com a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Fundação Dom Cabral (FDC) para levar inovação para o setor logístico brasileiro e retorno financeiro para os investidores. Esse programa já registrou algumas “saídas”: 

  • dLieve foi adquirida pela Vtex com valorização de 213% em um ano
  • Pedala foi adquirida pela B2W com valorização de 63,88% em um ano

O programa teve ainda valorizações não realizadas, que ainda não tiveram a “saída” dos investidores.

  • Biosolvit, com valorização de 1.596%
  • Trackage, com valorização de 175%

Santos afirma que, como resultado do programa, a BMG UpTech conseguiu devolver 26% do valor investido pelos investidores já no primeiro ano, além de registrar valorização do portfólio de 96%. “O resultado do programa foi muito bom”, pontua o executivo.   

Inovação aberta na Alelo

A Alelo vê a inovação de três formas:

Incremental: em que ocorre a melhoria dos produtos para uma evolução na entrega de valor para o cliente do que a empresa já faz.

Adaptação: é aquela ligada ao que está na adjacência da entrega atual da companhia. Aqui, segundo Marcio Alencar, head da área de digital da Alelo, há muita oportunidade especialmente com as startups, “que criam soluções plugáveis na nossa entrega”.

Disruptiva: que olha sempre os próximos horizontes do setor, que está em plena transformação.

“Essas três camadas de inovação precisam estar ligadas ao processo de transformação digital, à mudança de mindset das pessoas, que acelera as inovações e cria condições para que a empresa avance de forma conjunta nessa direção”, diz Alencar. “Não adianta ter uma área isolada de inovação. Precisa, necessariamente, construir uma cultura de inovação. A inovação não pode ser tratada como área, mas como habilidade das pessoas.”

Nesse sentido, a Alelo trabalha em “squads”, com equipes multidisciplinares, e usa a metodologias ágeis, “acelerando as entregas e resolvendo nossos gargalos”, afirma o executivo. 

Ele lembra que a Alelo, uma empresa com 17 anos de vida, nasceu disruptando o mercado, porque na época o que era utilizado no mercado era o voucher de papel, e a companhia introduziu o cartão magnético para os benefícios de alimentação e refeição. “Hoje estamos vendo uma nova disrupção, com novas formas de pagamento, com low touch. A agenda da inovação é estratégica para nós.” 

As estratégias da Visa

Há sete anos a Visa começou a montar sua rede de inovação dentro da companhia com o que chama de centros de inovação – hoje são 12 em diferentes países. Desde o começo, cinco princípios norteiam a inovação da Visa, como conta Erico Fileno, diretor de inovação e design da empresa.

Inovação aberta: é quando a inovação vem de vários lugares. Envolve convidar parceiros e clientes para colaborarem com a empresa. Aqui, os centros de inovação atuam como uma fonte de disrupção, mudança cultural dentro da empresa e também de como a Visa atua com os clientes. Fileno destaca o programa de aceleração da Visa, que tem quatro anos e acelerou até o momento 66 startups. Dessas, 30% fecharam negócios, sendo 45% com a Visa, 52% com parceiros (bancos, adquirentes e varejo), e 3% com outras startups. O programa tem o apoio da área de recursos humanos da Visa, e um terço do time da companhia trabalha na mentoria das startups. Mais de 700 mentorias já foram realizadas. 

Cocriação: método colaborativo dentro de um espaço integrador.

Experiência do usuário: mergulhar fundo para entender o contexto e o comportamento do usuário.

Aprender fazendo: processo contínuo de aprendizado baseado em uma mentalidade de prototipação.

Projeto ágil: Seja ousado, falhe rápido e tenha sucesso mais cedo.


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