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Conheça a nova bolsa de valores para startups de impacto positivo

A (bvm:12) tem data prevista para a inauguração em maio de 2021. Entenda como ela vai funcionar e o seu principal foco de atuação

POR Adriana Fonseca | 23/11/2020 18h01 Imagem Gerd Altmann: Pixabay Imagem Gerd Altmann: Pixabay

A partir da identificação da dificuldade de acesso a capital para empresas de impacto e com governança ambiental, social e corporativa (ESG) nasceu a ideia de criar a (bvm:12), a nova bolsa de valores brasileira que tem sua estreia marcada para maio de 2021.

“Daremos acesso a capital para empresas de impacto positivo e liquidez aos investimentos”, afirma Eduardo Baumel, CEO da (bvm:12), que está sendo desenvolvida em parceria com o Banco Maré, fintech que nasceu para promover a inclusão financeira dos moradores do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.

Não é qualquer empresa que poderá abrir capital com a (bvm:12). “Haverá restrição”, diz Eduardo. “Temos um comitê de impacto positivo que fará uma avaliação das empresas nos quesitos impacto social, impacto ambiental, governança, gestão e financeiro, feita pelas empresas parceiras Accountfy, Falconi, Simpact e Climate Ventures.”

Na prática, a nova bolsa será uma alternativa para empresas de impacto social captarem recursos no mercado para viabilizarem seus projetos. Os investidores, por sua vez, terão acesso a um portfólio de startups para investir que tenham propósito para uma demanda real da sociedade.

A ideia é disseminar o conceito de investir com propósito. Isso significa alocar o dinheiro de forma que, além de o investimento gerar mais dinheiro, também faça a diferença na vida de alguém. 

Nova bolsa de valores usará blockchain

O CEO da (bvm:12)l explica que a nova bolsa de valores será 100% regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), assim como acontece com a B3. “Utilizaremos as ICVM 588 e ICVM 626”, diz. 

A nova bolsa usará tecnologias inovadoras de criptografia. Eduardo conta que a (bvm:12) foi desenvolvida em Corda, um sistema blockchain R3, “dando segurança nas transações, mas principalmente barateando o processo de acesso ao mercado primário e oferta secundária através da automatização de etapas do processo tradicional”, afirma. Assim, as ações seriam emitidas na forma de tokens e registradas de forma digital.

Os investidores só poderão comprar ações com palafita, a moeda digital própria do Banco Maré e reconhecida pelo Banco Central. 

O lançamento da nova bolsa de valores será via sandbox, um conjunto de normas mais simples e flexíveis anunciados pela CVM este ano para permitir que empresas novas usem um ambiente de testes de tecnologias diferentes sob supervisão da própria comissão, garantindo a segurança dos envolvidos.

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