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Conheça a estratégia de expansão da multinacional brasileira Stefanini durante a pandemia

A empresa pode parecer até uma startup, mas tem 32 anos de mercado, está presente em 41 países e com apetite para novas aquisições

POR Adriana Fonseca | 02/09/2020 10h51 Conheça a estratégia de expansão da multinacional brasileira Stefanini durante a pandemia Foto: Pixabay

Multinacional brasileira com 32 anos de atuação no mercado, a Stefanini pode até parecer uma startup pelo seu ritmo de expansão – mas não é. No momento, a companhia tem 80 vagas abertas que vão de desenvolvedor JAVA, administrador de servidores Linux e Scrum Master a analista de cloud, arquiteto de softwares e cientista de dados.

O número de postos abertos é consequência da estratégia de expansão da companhia, que vive um momento de novas aquisições. Recentemente, a companhia comprou a fintech Logbank, a agência de publicidade W3haus e a startup de analytics para o varejo Mozaiko. 

“As aquisições sempre fizeram parte da estratégia da Stefanini, mas desde 2015 começamos a trabalhar mais forte em uma série de aquisições e joint-ventures para ampliar a participação do grupo em várias verticais de mercado com tecnologias disruptivas”, afirma Marco Stefanini, CEO global da Stefanini, ao Whow!.

Próximas aquisições da Stefanini

Segundo ele, a multinacional tem planos de novas aquisições e segue avaliando alguns pipelines, numa linha complementar a que já existe dentro do grupo. “Ainda estamos estudando o que será necessário, após a compra do ecossistema W3haus, Mozaiko e Logbank, para trazer novas competências”, completa o CEO.

O executivo afirma que a companhia não tem um setor específico no radar e que está sempre em busca de novas tendências. “Vamos manter a procura por empresas inovadoras, mais digitais, com propósitos impactantes e que tenham solidez financeira e estratégia de crescimento”, diz.

“A Stefanini avalia outras aquisições no Brasil e no exterior, algumas conversas estão em estágio avançado. É grande a chance de que mais contratos sejam fechados ainda este ano.”

Marco Stefanini, CEO global da Stefanini

Stefanini “As aquisições sempre fizeram parte da estratégia da Stefanini, mas desde 2015 começamos a trabalhar mais forte em uma série de aquisições e joint-ventures”, diz o CEO da Stefanini. Foto Marco Stefanini (divulgação)

A abertura de capital (IPO) do grupo Stefanini também segue no radar do CEO. “Existe a possibilidade de acontecer em 2021, mas dependerá de como a nossa operação e a economia brasileira pós-pandemia se comportarem”, revela. 

Presente em 41 países, a empresa foi apontada, pelo quarto ano consecutivo, como a quinta empresa transnacional mais internacionalizada, segundo ranking da Fundação Dom Cabral de 2018. Seu negócio é auxiliar os clientes no processo de transformação digital com ofertas de automação, cloud, Internet das Coisas (IoT) e User Experience (UX). 

Recrutamento digital

Durante a pandemia, a Stefanini passou a realizar seus processos de recrutamento de forma digital, com a ajuda de sua solução de inteligência artificial Sophie. A assistente virtual realiza os primeiros contatos com os candidatos que se encaixam em uma determinada vaga e, em seguida, direciona aos motores de “matching” da ferramenta, que avalia as competências necessárias e indica o melhor perfil para a vaga.

A contratação e o cadastro do novo funcionário se dão por uma plataforma com jornada 100% digital, com leitura eletrônica de documentos até a geração de seu contrato de trabalho, assinado digitalmente. Por fim, o novo empregado é direcionado para uma “landing page”, onde será orientado sobre a estrutura da empresa e onde atuará. “Trabalhamos no conceito de employee experience, cujo objetivo é criar uma experiência incrível aos colaboradores”, pontua Stefanini.


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