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Confira dicas de especialista sobre mindset e liderança ágil

Especialista em inovação dá dicas sobre lideranças ágeis, mindset de crescimento, procrastinação e criatividade, com foco em empresas inovadoras

POR Carolina Cozer | 30/07/2020 14h01 Confira dicas de especialista sobre mindset e liderança ágil Imagem: Freepik

Mindset é uma palavra muito recentemente pelos coaches de diversos segmentos. Contudo, a origem da palavra ― e do conceito ― surgiu através do livro da Carol Dweck, que fala das diferenças entre a mentalidade fixa e a mentalidade de crescimento, que é amplamente influenciada pela formação educacional do indivíduo.

Enquanto o mindset fixo acredita que habilidades são inatas e dependem de ter nascido com algum “talento”, por sorte ou destino, o mindset de crescimento a crença é de que as pessoas aumentam suas habilidades através de prática, experiência e busca por resultados.

Maria Augusta Orofino, professora, consultora e palestrante de inovação, falou em uma Live de Whow! sobre como o mindset e as lideranças ágeis se casam, e como são aplicadas nos novos modelos de liderança em um mundo em isolamento social.

Confira abaixo as principais dicas.

Divergências de opiniões, erros e previsibilidade à favor da inovação

Por uma obrigatoriedade de adaptação, a pandemia trouxe novas mentalidades às empresas. o processo de confiança na liderança, sobretudo, precisou ser exercitado. “Um ambiente de inovação pressupõe de diversidade e múltiplas opiniões. A grande dificuldade é como a liderança conduz grupos à distância, em um ambiente de incertezas, e com tantas ferramentas para se gerenciar”, conta Maria Orofino.

A professora explica que também é preciso, nesse momento, que as empresas quebrem modelos pré-estabelecidos de hierarquias e tragam mais o cliente para o centro, ouvindo suas opiniões. Uma das formas de se fazer isso é investir menos em promoções e campanhas surpresas e muito mais naquelas que foram sugeridas pelos usuários. “Desta forma se quebra o desperdício de tempo aplicado em ações pouco funcionais”, aconselha.

Inovar envolve maturidade emocional para se navegar em incertezas

mindset Imagem ilustrativa (Pexels)

Como negócios e corporações podem atuar em um cenário de incertezas? 

Segundo a especialista, essa tem sido a grande maturidade emocional que tem faltado nos líderes ágeis em meio à pandemia. “É preciso saber que estamos sempre na incerteza. Nunca houve garantia de que iremos acordar e terminar um dia com vida, então nesse âmbito nada mudou. O dia a dia é de incertezas”, pontua. 

Apesar de tudo, Maria Ourofino comenta, é natural que o ser humano deseje trabalhar em cima de cenários certeiros. Porém, isso é um grande equívoco, pois, para inovar, preciso desenvolver ter resiliência, calma e foco para que seja possível pivotar ideias em meio à instabilidades. “Dentro de muitas mudanças, é preciso criar mecanismos novos para gerarmos adaptabilidade. É da natureza humana se adaptar às mudanças.”

Procrastinação x geração de ideias

mindset Imagem ilustrativa (Pexels)

Como controlar produtividade? A professora ressalta que “produtividade” é um termo fabril, ou seja, compete à indústrias e suas mãos-de-obra, mas não cabe na inovação. “É possível medir quantos parafusos se aperta em um dia de trabalho, ou quantos pneus são fabricados. Mas para quem trabalha com criatividade e inovação isso é impossível”

Ademais, Maria Orofino fala sobre a desconstrução do que era conhecido como procrastinação, levantando uma provocação: em times inovadores, o ato de se abrir múltiplas abas em um navegador,  ou folhear livros e revistas etc, durante o horário de labor, deve ser considerado como procrastinação ou geração ideias? “Estamos em função do conhecimento, e esse conhecimento gera tempo para ser criado. Mas muitas pessoas ainda não tem condições de entender essas diferenças. Isso são resquícios da revolução industrial.”

“Inovação é imprevisível e não é gestionável; não é possível garantir que ela irá gerar lucro, pois não é possível fazer gestão daquilo que não se pode controlar”

Maria Augusta Orofino, professora, consultora e palestrante de inovação

Liderança tóxica: líderes inseguros não aceitam pessoas autônomas

Falta de entendimento da alta liderança: colaboradores querem produzir, mas líderes criam gargalos

Não gerar exemplos para que o intraempreendedorismo seja propagado na cultura da empresa

Excesso de controle sobre processos e resultados ― é preciso soltar os processos para fazer acontecer

Tem liderança ambidestra: é analítico, mas ao mesmo tempo se abre para a criatividade

Busca tecnologia como respaldo e está aberto a novas tecnologias, e assumindo seus riscos

Tem visão de futuro: cria cenários prospectivos para tomar decisões, antecipando tendências e processos

É humanitário, com visão de responsabilidade social já no cerne da instituição

É aberto ao erro, sabendo que ele é parte inerente da evolução


Assista à live completa com Maria Augusto Orofino no Instagram de Whow!


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