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Como usar a permuta multilateral para crescer sem dinheiro

Na economia colaborativa, produtos em estoque ou serviços com capacidade ociosa são ativos importantes para troca entre empresas

POR Daniel Patrick Martins | 10/09/2021 17h54

Toda vez que compramos ou vendemos algum bem ou serviço, a transação ocorre por meio de um pagamento, seja em dinheiro, cartões de débito e crédito, transferência, cheque, e recentemente, via PIX. No entanto, essa não é a única forma de fazer negócios. A permuta multilateral é uma opção para empresas contratarem serviços oferecendo, em troca, aquilo que elas têm disponível no mercado.

A permuta multilateral consiste na troca de mercadorias, produtos ou serviços sem envolver dinheiro, mas sim ativos em capacidade ociosa. Desta maneira, equilibrar estoques e acessar bens e serviços, sem mexer no fluxo de caixa, é uma das vantagens deste modelo. Diferente da permuta bilateral, que é a troca direta entre dois agentes, esse formato não depende do interesse mútuo de ambas as partes, já que envolve serviços e produtos de diversas empresas.

Este modelo de negócio faz parte da economia colaborativa, cujo conceito é uma economia baseada no crescimento em rede, fazendo com que haja uma percepção diferente nas relações de consumo. A permuta multilateral surge nesse contexto como uma vantagem principalmente no âmbito das PMEs. Inclusive, para este mercado, um dos principais benefícios ao utilizar este modelo é a possibilidade de adquirir produtos e serviços sem colocar a mão no caixa.

“A permuta multilateral está dentro deste conceito mais amplo que é a economia colaborativa. E, como o próprio nome diz, o objetivo da economia colaborativa é se contrapor à economia tradicional, dentro de um viés mais colaborativo. Nesse conceito, todo mundo dentro da rede fornece produtos e serviços. Perceba: o dono da gráfica tem ali uma capacidade ociosa. Ele fornece essa capacidade ociosa. Atende quem já esta na rede. Com o crédito que ele ganha, ele consegue comprar outros produtos e serviços, e assim, aliviar o seu caixa. Então, a economia colaborativa acaba ajudando nessa prática do fluxo de caixa e da manutenção da empresa”, explica Rafael Barbosa, empreendedor, fundador e CEO da XporY, plataforma digital para permutas multilaterais e economia colaborativa, em entrevista exclusiva ao Whow!.

O mercado de permuta multilateral vem se fortalecendo, pelo menos nos últimos 35 anos, segundo reporta o International Reciprocal Trade Association (Irta), entidade que reúne empresas adeptas deste modelo de negócio. O estudo levanta que este aumento significativo é devido a criação de plataformas digitais que negociam e permitem este tipo de transação das permutas multilaterais.

Ainda de acordo com o Irta, mesmo sendo difícil mensurar o volume negociado nas transações deste setor, somente em 2020 a movimentação ficou entre US$ 12 bilhões e US$ 14 bilhões, totalizando mais de 400 mil negócios participantes. A associação ainda prevê que o volume gerado em relação aos negócios deste mercado crescerá entre 5% e 10% anualmente.

“Esse é um pouco da desmistificação que a permuta multilateral traz. Você tem um ativo, tem um estoque que fechou da empresa, ou, de fato, a sua capacidade de fazer algum serviço ou produto, de entregar. Então, a permuta multilateral traz essa vantagem. Você pode oferecer seu produto ou serviço dentro de uma plataforma de permuta multilateral, assim adquire o crédito e consegue comprar o que você precisa”, relata Rafael Barbosa. Para saber mais sobre este mercado e como tocar os negócios por meio de permuta multilateral, confira tudo o que o fundador da XporY falou no episódio #17 do Whow! Vida Loka Podcast: