WHOW

Como uma startup pode adotar modelos de governança

governanca Imagem Shutterstock 1 1

Imagem: Shutterstock

[vc_row][vc_column][vc_column_text]A nova onda no setor empresarial tem sido a sigla ESG (Environmental, Social and Governance, em português, Ambiental, Social e Governança). Ela mudou a rota dos investimentos globalmente e agora as empresas, dentro e fora do Brasil, estão em uma corrida para abordar este tripé.

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa define governança como “um sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas.”

A governança corporativa na nova economia

Mas será que isso também se aplica ao ecossistema das startups? Segundo, a BR Rating, agência classificadora da governança corporativa, isso pode auxiliar as empresas da nova economia até quando buscarem por um investimento. O principal aspecto é evitar falhas na gestão.

“Esses aspectos contribuem para o aumento da confiança dos investidores e redução de risco, o que beneficia o valor da organização e sua melhor classificação de crédito”, comenta Olavo Rodrigues, sócio-fundador, ao portal Whow!.

A empresa que faz a classificação das companhias candidatas variando de D (Organização adota práticas de GC em graus muito inferiores aos critérios estabelecidos) até AAA (Organização adota excelentes práticas de GC) diz que ainda não realizou nenhuma classificação de risco de startups com AAA, pois para chegar neste estágio são necessários alguns anos de dedicação para ter uma governança organizada. “Na maioria dos casos, o foco dos empreendedores é voltado ao rápido crescimento, de forma a escalonar os negócios. Entretanto, é importante lembrar que a governança deve estar na raiz das empresas para que atinjam o crescimento com solidez, atraindo assim, investidores”, destaca Ronald Bozza também sócio na empresa.

Os sócios ainda deixam a dica de que as startups podem começar com um conselho de administração formado pelos próprios investidores-anjos, tendo um equilíbrio entre a participação de homens e mulheres em seu quadro de funcionários, clareza dos objetivos e visão de onde retende chegar, adotando uma postura pró-governança.

E a especialista em liderança criativa e colunista do portal Whow!, Marília Lobo, que estuda governança há alguns anos, concorda: “A aplicação desse conceito impulsiona o pleno aproveitamento do capital intelectual da empresa promovendo, desta forma, a expansão mais competitiva e um maior valuation. Além disso, a governança auxilia na captação de recursos de investidores, intensificando a velocidade e consistência do crescimento da startup.”

Ela completa ao dizer que o desenvolvimento do sistema de governança para startups depende da fase em que se encontram e este movimento acontece, prioritariamente, em alinhamento societário, propriedade intelectual e para o a definição do valor de mercado.

Case de uso em startup 

A startup Closeer, que conecta profissionais de todos os setores a empresas e agiliza contratações nos modelos temporário, intermitente e fixo, possui um departamento dedicado ao ESG, que cuida da visão de longo prazo e sustentabilidade da hrtech.

“Temos um conselho consultivo, organograma formalizado e estrutura de gestão de reporte de empresa e política e canal de denúncias. Para nossa base de investidores atuais, realizamos reuniões frequentes reportando resultados financeiros e estratégia. Além de parceria com o terceiro setor”, explica ao portal Whow! a diretora de ESG da Closeer, Marcela Kasparian.

E um destes contatos com ONGs aconteceu.na parceria com o Instituto Capim Santo, da cidade de São Paulo, que trabalho usa a gastronomia para ajudar  pessoas em situação de risco e vulnerabilidade social. A startup vai reverter 1% da sua receita às atividades da instituição.

E após o treinamento na ONG, os participantes serão conectados na plataforma da Closeer com empresas que precisem de novos funcionários na gastronomia. Segundo Marcela, o objetivo é formar e inserir no mercado de trabalho 250 alunos em 2021.

“Os investidores se sentem mais seguros em investir na companhia porque sabem que a empresa está com todas as estruturas para prosperar também em longo prazo. É de fato um fator que pode excluir uma empresa na hora da decisão de investimento”, conclui a executiva.

E o IBGC destaca em um relatório as melhores práticas de governança corporativa, para que empreendedores de startups e scale-up as coloquem em prática:

[/vc_column_text][vc_cta h2=”Passos de governança nas startups e scale-ups” txt_align=”center”]

Ideação
Alinhar as expectativas dos fundadores, discutir a capacidade, condições de ingresso e saída de sócios e proteger a propriedade intelectual gerada e os segredos de negócios.

Validação
Estabelecer o contrato social, refletir sobre o ingresso de novossócios, harmonizar os contratos de investimento feitos com diferentes investidores, formalizar a relação com mentores, advisors e conselheiros consultivos e organizar relações com prestadores de serviço e empregados.

Tração
Implementar o processo de planejamento estratégico, manter as demonstrações financeiras em dia e estruturar um conselho consultivo ou de administração.

Escala
Avaliar a contratação de auditoria independente, aprimorar a função de relacionamento com investidores e promover uma postura ética em toda a organização.


fonte: Instituto Brasileiro de Governança Corporativa

[/vc_cta][vc_column_text]

E não perca as novidades nas nossas redes sociais no LinkedIn, Instagram, Facebook, YouTube e Twitter.


+STARTUP

Veja qual é o panorama das startups fundadas por mulheres no Brasil
Startups brasileiras apostam no futuro das tags automáticas
As empresas apontadas como aspirantes a startups unicórnios no Brasil em 2021

O segredo dos unicórnios para as culturas organizacionais

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Sair da versão mobile