Como surgiu o conceito de "unicórnio" entre as startups - WHOW

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Como surgiu o conceito de “unicórnio” entre as startups

Termo se aplica a startup com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão, tendo chegado a esse valuation em no máximo 10 anos

POR Marcelo Almeida | 25/10/2021 18h42

Termo que ganhou bastante popularidade ultimamente no ecossistema de inovação, o conceito de unicórnio tem uma relação intrínseca com algo raro e precioso. Mas, para traçar a origem exata dele, precisamos voltar a 2013, quando houve a compra do Instagram pelo Facebook.

Naquele momento, a investidora-anjo Aileen Lee escreveu um artigo afirmando que, com a aquisição, havia surgido o primeiro unicórnio da história. Para definir de forma mais específica, apontou que se trata de uma startup com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão, tendo chegado a esse patamar em no máximo 10 anos.

Já naquele momento ela notava a tendência de algumas raras startups com um enorme potencial de crescimento e base em tecnologia.  O fato de as empresas unicórnio serem tão raras é de que apenas 0,07% das startups que recebem aportes de venture capital alcançam um crescimento desse nível no período de 10 anos, segundo dados levantados pela investidora-anjo.

Antes de chegar ao termo globalmente associado a startups de enorme sucesso, ela confessou em conferências que chegou a pensar em outros nomes, como “home run”, o nome que se dá à principal pontuação no futebol americano, ou “mega hit”, que se refere a algo de extremo sucesso, sobretudo no ramo musical.

Ainda bem que ela acabou optando por unicórnio, já que o termo é mais facilmente reconhecível globalmente, além de incorporar a empresa em um ser mitológico, algo que não aconteceria no caso dos outros termos mais abstratos.

Mitos no empreendedorismo

Durante a GeekWire Summit,  conferência na qual ela falou sobre a origem do termo, Aileen Lee também resolveu dissipar dúvidas sobre outros mitos. O primeiro é o de que o fundador de empresas unicórnio é tipicamente um aluno de grande universidade que largou a instituição para seguir seu sonho.

Embora isso se aplique a exemplos como Bill Gates e Mark Zuckerberg, na média as empresas unicórnios são criadas por pessoas mais maduras. De uma análise que a investidora-anjo realizou com 39 empresas do tipo, a média dos fundadores foi de 34 anos.

O segundo mito é de que, ao contrário do clichê de pessoas excêntricas que trabalham sozinhas e chegam a alguma solução miraculosa, o mais comum no caso de unicórnios é que essas empresas tenham mais de um fundador e uma estrutura robusta para atrair capital, na medida em que os fundos de venture capital vão refinando cada vez mais seus critérios para investir nas empresas e decidir quais têm o potencial de ser um unicórnio.