Como superar os desafios da inovação aberta - WHOW
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Como superar os desafios da inovação aberta

Veja as dicas para cruzar estas adversidades, através das vivências e experiências profissionais do especialista em inovação corporativa Italo Flammia

POR Eric Visintainer | 08/07/2020 21h39

Busque o termo “inovação aberta” no Google e 22 milhões de resultados estarão disponíveis. E que tal “transformação digital“? Para este são quase 37 milhões de conteúdos. Então, como saber o melhor caminho para se percorrer e mergulhar nestas duas áreas, com a agilidade e precisão que o atual cenário da pandemia, causada pelo novo coronavírus, exige das empresas?

Este foi o tema central durante a Live do Whow!, com Italo Flammia especialista em inovação e ex-executivo na área para Porto Seguro, Sodexo, Natura e Accenture.

Dicas para superar os desafios da inovação aberta

Através das suas vivências e experiências profissionais, com desafios e resultados no desenvolvimento de culturas, áreas de TI e características de inovação, Italo compartilhou que quatro temas como os calcanhares de Aquiles, quando se fala em inovação aberta.

1.Inovação aberta não é a terceirização do seu processo

Segundo ele, é necessário que se tenha profissionais especialistas dentro da empresa, pois do contrário perde-se a interlocução com o mercado e também o contato com as tecnologias e competências externas. Estes profissionais sabem o que já funcionou e não foi tão bem, dentro da empresa e, principalmente, como é a cultura interna da companhia.

2.Preparação dos colaboradores 

“Se colocar um mentor com uma startup que a super valoriza indevidamente, ele vai criar um problema para a startup e está deixando de dar um bom feedback. Mas se criticar demais, como se ela fosse um fornecedor, com 30 anos de experiência no mercado, ele também pode queimar a startup”, diz. É preciso realizar uma conexão sincera para que o processo de inovação não saia do controle.

3.Saber lidar com o diferente

Italo também comentou sobre a necessidade da área de inovação monitorar o comportamento dos colaboradores da empresa para que não haja resistência e os frutos da inovação aberta possam se desenvolver. “Existem stakeholders que remam a favor e ajudam a startup a crescer; tem os que remam contra e você percebe; o problema são aqueles que colocam o remo na água e te desorientam, e de repente você está indo para o lugar errado. E estes são a maioria dos stakeholders”, comenta ao falar da gestão de engajamento, durante os projetos e explica a necessidade de monitorar a receptividade do programa.

4. Erro na entrega 

Outra dica compartilhada foi a da atenção com o acompanhamento para que as startups não subestimem os momentos das entregas, pois normalmente elas estão acostumadas com contextos mais diretos na relação de trabalho. Isso causa que prometam prazos curtos e frustem os executivos, uma vez que nas grandes empresas existe uma série de processos que precisam acontecer antes de uma entrega.

Características de pessoas inovadoras

O especialista em inovação aberta e transformação digital, que já foi eleito Executivo de TI do Ano e CIO do Ano, ainda descreveu que cada profissional tem o potencial de desenvolver características inovadoras. Ele se baseou em alguns pontos abordados do livro O DNA do Inovador, de Clayton Christensen, um dos gurus da inovação global:

  • Ser observador;
  • Ser questionador;
  • Exercitar o networking fora da sua zona de conforto; e
  • Realizar associações de assuntos não necessariamente próximos.

Confira a live completa abaixo


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