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Como reconhecer a verdadeira disrupção

Empreendedores comentam erros e acertos da inovação disruptiva, seus destaques nos últimos anos e as apostas para o futuro

POR Luiza Vilela | 29/03/2021 18h44 Foto Arte Grupo Padrão (Flavio Pavan) Foto Arte Grupo Padrão (Flavio Pavan)

Da ideia à consolidação do sucesso há uma imensidade de fatores, estratégias e etapas que, juntas, consagram projetos inovadores. Alguns deles, em especial os que se caracterizam como uma solução de dores vistas na experiência do cliente, podem ser enquadrados como disruptivos: inovações que mudam o mercado e a forma como o consumidor se relaciona com ele.

Durante o processo, é comum que os empreendedores encontrem percalços e inevitavelmente esbarrem em algum dos passos do pensamento exponencial desenvolvido pelo autor Peter Diamandis. A teoria dos 6Ds – digitalização, decepção, disrupção, desmaterialização, desmonetização e democratização – destaca que um projeto disruptivo deve passar por esses seis processos para que se consolide no mercado e, portanto, caracterize-se como um negócio de sucesso.

No início, é necessário digitalizar todo o ideal de negócio. Na sequência, há a decepção, que acompanha a curva exponencial na qual a tecnologia avança. Só então o negócio disrupta do mercado. E é dessa fase que falaremos.

 Você pode ser perguntar: o que é um negócio disruptível? 

Um negócio disruptivo está ligado à inovação e, portanto, é popularmente confundido com ela, mas esse conceito vai além de inovar. Na prática, disruptar significa repensar a concepção de inovação, a ponto de criar um novo mercado a partir de uma dor, uma fragilidade conectada com algo por vezes preexistente e que, na maior parte das vezes, está ligada à experiência do consumidor.

Um bom exemplo de disrupção – o qual também evidencia que, apesar de parecer, essa tendência não é nada nova – pode ser visto com a Blockbuster.

À época, a empresa inovou o mercado: abriu alas à possibilidade de assistir a filmes a qualquer momento, em casa, desde que fossem alugados. Além da comodidade, a Blockbuster também tinha um imenso catálogo à disposição em suas unidades.

A disrupção com o mercado aconteceu justamente por observar o hábito do consumidor, fornecer uma inovação e democratizá-la. Afinal, o aluguel de fitas e DVDs era mais barato que o ingresso do cinema, e várias fitas eram alugadas de uma só vez e por um período mais longo.

Veja exemplos de negócios que conseguiram e também falharam ao tentarem disruptar o mercado e a importância da cultura da inovação para o sucesso deste processo na matéria completa na edição 262 da revista Consumidor Moderno.

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