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Como o streaming salvou a indústria fonográfica
Escrito por Juliana Elias | 21 de Fevereiro de 2017 | 2 anos atrás

Em 2015, receita com música digital ultrapassou a de meios físicos pela primeira vez e ajudou setor a ter primeiro crescimento em 20 anos

Desde que se inventou a internet, a indústria musical nunca mais foi a mesma. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, hoje, a indústria fonográfica movimenta cerca de um terço do que chegou a levantar no final da década de 1990, anos áureos das vendas de CD.

Mas vem da própria internet uma solução para o problema. Graças à emergência dos serviços de streaming – aqueles que disponibilizam o áudio das canções online -, a receita das gravadoras volta finalmente a crescer, depois de anos seguidos definhando.

Segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês), 2015 foi o primeiro ano em que as gravadoras tiveram um aumento significativo da receita após quase 20 anos de decadência.

A receita global com com a venda de produtos musicais foi de US$ 15 bilhões naquele ano, segundo a IFPI, 10,5% mais que em 2014. Não coincidentemente, 2015 foi também o primeiro ano da história que a receita com o consumo de música digital ultrapassou o de produtos físicos ou analógicos, como CD e vinil.

Estes tiveram uma queda de 4,5% em sua receita, enquanto os meios digitais avançaram em 10,2%. Com isso, a participação dos meios digitais subiu a 45% do total, enquanto os meios físicos se retraíram a 39%. Direitos sobre reprodução e outros ficaram com 16% de fatia.

Cinco anos sem cair
Considerado apenas o mercado dos Estados Unidos, vieram também da revolução do streaming as esparsas boas notícias da indústria fonográfica local. Ele inclui serviços como os de sites de assinatura, cas do Spotfy e Apple Música; rádios pela internet (Pandora, SiriusXM) e outros sites de reprodução desvinculada de assinatura, como são o Youtube e o Vevo.

Segundo dados da Associação da Indústria Fonográfica da América (RIAA, em inglês), o faturamento total do setor comemorou um suado crescimento de 0,9% em 2015, a US$ 7 bilhões. Graças isso, esse foi o quinto ano consecutivo em que a receita ficou estável, entre pequenas oscilações para cima e para baixo. Antes disso, haviam sido onze anos de queda praticamente contínua.

Veja a evolução da receita da indústria fonográfica nos Estados Unidos, peloa dados da RIAA, de acordo com os meios. As informações também podem ser vista aqui, em gráfico interativo (em inglês).

 

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