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Como iniciar um programa de inovação aberta; veja dicas de um especialista

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Imagem: Freepik

Há doze anos como um evangelista e estudioso do ecossistema de inovação aberta no Brasil, Bruno Rondani, atual CEO e fundador da 100 Open Startups, plataforma digital que usa tecnologia e dados para facilitar a cocriação de negócios inovadores, acredita que os próximos CEOs vão surgir das áreas de inovação. Então, compreender os desafios e as melhores práticas da área podem se tornar um diferencial na carreira profissional.

Assim, o Whow! explorou o tema da inovação aberta com Bruno em uma Live recente. O doutor em Inovação e Estratégias de Negócios, pela FGV, ainda diz que a open innovation no Brasil se “graduou”, com a ampliação de venture capital, academia, startups e empresas, em diversos setores, que hoje participam desta comunidade. “Agora o jogo começa de verdade e você começa a contar com o ecossistema como parte de qualquer estratégia”, comenta Bruno que diz que todas estes stakeholders ingressaram nos últimos cincos anos.

Crescimento exponencial de 20 vezes

Em 2016, quando foi publicada a primeira lista do Ranking TOP 100 Open Corps, o mercado brasileiro possuía 82 empresas, 108 startups e 859 relacionamentos de open innovation. Hoje, esta comunidade cresceu 20 vezes e é possível encontrar 1.635 empresas e 2.018 startups que fizeram inovação aberta no Brasil e que realizaram 12.436 negócios neste último ano, segundo a 100 Open Startups.

“No início apenas 30 empresas no Brasil de fato tinham programas estabelecidos e, em geral, eram programas de investimento, que vinham de fora e olhavam o Brasil como um lugar que talvez tivesse startups. Mas saiam poucos investimentos, dois ou três por ano”, acrescenta Bruno.

Números da plataforma 100 Open Startups sobre inovação aberta em 2020:

  • 13 mil startups participantes;

  • 3 mil médias e grandes empresas conectadas;

  • 80% dos acordos de open innovation implicam em transferência de recursos da empresa à startup;

  • O valor médio dos contração de open innovation que envolve transferência de recursos é de R$ 140mil;

  • 40% dos 100 principais programas de open innovation do país são liderados por mulheres.

Como iniciar um programa de inovação aberta

“É impossível você, internamente em uma empresa, ter todas as competências ou todas as melhores ideias de inovação. As ideias de inovação, hoje, são extremamente democratizadas, todos podem tê-las.”

Bruno Rondani, atual CEO e fundador da 100 Open Startups

O especialista também aponta como dica a necessidade das empresas possibilitarem o desenvolvimento das ideias e projetos dos colaboradores internos para a inovação, tanto quanto buscam a relação com as startups. O especialista comenta que,  o desenvolvimento da inovação aberta acontece em ondas e que antes parecia que ela era realizada apenas de forma interna, com pesquisas e desenvolvimento de patentes, e agora há uma impressão de que acontece, em alguns casos, de forma externa. “O correto é o equilíbrio. Não importa de onde venha a ideia. Você pode trabalhá-la como opção viável independentemente da sua origem: interna ou externa”, comenta o também colunista do Whow!.

O CEO da 100 Open Startups indica o exercício 100-10-1: avalie 100 startups, converse com dez e veja uma startup com a qual você tem uma sinergia maior e a acompanhe. Outra indicação é a de estar em contato com a academia, uma vez que a grande maioria dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) nas graduações atuais, segundo Bruno, são voltados para a criação de um projeto de inovação ou uma startup.


Quer saber como as cinco empresas com maior engajamento no ecossistema de inovação brasileiro (Natura, ArcelorMittal, BMG, EDP e Alelo) atuam neste cenário e ainda os setores com mais inovação aberta no país? Assista a live na íntegra abaixo.


 


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