Como e quando fazer parcerias de negócios - WHOW

Eficiência

Como e quando fazer parcerias de negócios

Na economia colaborativa, empresas estão mais abertas para parcerias de negócios que ajudem ambas as partes a atingirem seus objetivos

POR Daniel Patrick Martins | 04/10/2021 10h49

Criar experiências colaborativas a partir de parcerias é uma forma de apresentar uma marca a novos consumidores em potencial, mudar a maneira como as pessoas enxergam uma determinada empresa ou simplesmente aumentar as vendas. Não se trata de uma novidade no mercado, porém é fato que há uma tendência em crescimento da economia colaborativa, em que os negócios passam a olhar para os outros não apenas como concorrentes, mas possíveis parceiros.

Além dos benefícios para as empresas parceiras perante ao mercado, os empreendedores que colaboram adquirem novos conhecimentos, são mais conhecidos no ecossistema e posicionam-se como pessoas mais inovadoras. Para que uma empresa esteja apta a ter sucesso com parcerias, é preciso ter uma cultura aberta à inovação, além de enxergar oportunidades além do óbvio. Na prática, o empreendedor interessado em tornar seu negócio mais colaborativo deve dedicar parte do seu tempo para trabalhar as relações de negócio – o networking. O parceiro não surgirá necessariamente desta rede de contatos, mas provavelmente por meio de uma indicação de alguém de sua rede.

No mercado do entretenimento, principalmente no streaming, há diversos exemplos de parcerias interessantes. É o caso da Disney +, que colaborou não apenas com um player do mesmo segmento, a Globoplay, mas também com empresas de outros segmentos, como a Vivo, e o banco Bradesco. Foi uma forma do serviço de streaming de filmes e séries norte-americano entrar com mais força no mercado brasileiro, a partir de negócios já bem estabelecidos por aqui.

Este exemplo da Disney+ é relevante também para apresentar outro ponto essencial: ao desenvolver qualquer parceria, é preciso ter um objetivo. E, a partir desta meta, traçar uma estratégia, identificar possíveis parceiros e desenhar o modelo colaborativo. No caso analisado, trata-se de uma empresa querendo entrar em um novo mercado por meio de parceiros já bem estabelecidos e com bases de usuários imensas. Mas podem ser traçadas metas bem mais simples, como por exemplo incrementar um produto com outro complementar (o famoso caso da barraca de pastel ao lado da barraca de caldo de cana na feira).

“Parceria é realmente você dar para o outro aquilo que ele precisa. E ele também dar para você aquilo que você precisa. Não é sobre o que você acha que ele precisa. Às vezes tem dinheiro, as vezes não tem dinheiro nenhum”, diz Tati Oliva, empreendedora, sócia-diretora da Cross Networking e membro do conselho da Holding Clube à Whow!. A especialista ressalta que muitos empreendedores não entendem que a parceria é de fato parte do mundo dos negócios, e não se trata do conceito de “parceiro” em que as pessoas se ajudam de maneira informal, não estruturada e sem objetivos definidos. “Essa informalidade acaba gerando desconfiança quando você fala de negócio. Então, parceria tem que ser enxergada como um negócio. É sobre trocar os ativos, o meu pelo seu. Isso vira um contrato. E você tem uma responsabilidade com aquilo. E eu também”, completa.

Agora, para saber mais sobre esta matemática do mundo dos negócios e como estruturar parcerias entre marcas, fortalecendo ainda mais os negócios, confira tudo o que a empresária falou no episódio #22 do Whow! Vida Loka Podcast: