Como conexões geram negócios na prática - WHOW

Inovação

Como conexões geram negócios na prática

A construção de relações deve estar na agenda do empreendedor para criar comunidades relevantes

POR Daniel Patrick Martins | 13/08/2021 17h19

Colecionar contatos por meio do networking, palavra em inglês que significa trabalho em rede, não deve se resumir apenas as trocas de cartões, e sim nutrir relacionamentos empresariais e pessoais em que se possa contar no futuro. Sócios, parceiros, mentores, investidores, consumidores e clientes são as conexões em que todos os empreendedores têm acesso para alavancar negócios, criar novas ideias e soluções, além de construir comunidades relevantes para a marca, produto ou serviço disponibilizado, seja em ambientes físico ou digital.

“Um bom networking funciona quando você serve às pessoas. Uma troca de experiências e conhecimentos que pode trazer, como consequência, novos negócios”, explica o especialista Alexandre Prates no Portal Administradores.

Estas relações propiciam um valor estratégico, pois validam e ampliam uma visão de mundo com perspectivas para os resultados. Todo negócio hoje, para esta construção de networking, é dado pelo movimento continuo de informações e experiências. Neste artigo da Whow!, falamos um pouco mais sobre relações e os desafios para criar e manter o networking.

Também é preciso ter um propósito de relações para com quem compra, vende e faz a intermediação, segundo nos conta Diogo Garcia, palestrante, executivo de desenvolvimento de negócios e fundador da Confraria do Empreendedor, em entrevista exclusiva para o nosso portal.

O empreendedor também comenta que “independente do seu negócio, se é gigante ou é pequeno, criar essa comunidade de stakeholders, não só de profissionais, como também clientes ou outros players do mercado, é extremamente importante. Ganha em valor de marca, ganha em valor de mercado”, finaliza Diogo. Para saber mais e ver outros insights, assista abaixo ao episodio #9 do Vida Loka Podcast, da Whow!.

https://www.youtube.com/watch?v=b-6BRgwaPqY&t=3401s

A construção destes relacionamentos diante do negócio, em tempo de crise, como vivemos no momento dado pela pandemia, é uma grande oportunidade para ainda mais fortalecer o sentido de marca, enquanto visão, missão e valores e na conexão com estes consumidores. Ou seja, o networking cria esta comunidade e gera a troca rentável.

Empresas que têm uma rede de conexões forte tendem a ser mais resilientes, porque sobrevivem por meio do impacto que geram nas pessoas. É o caso da King of The Fork, cafeteria em São Paulo que criou uma comunidade de ciclistas. “A gente tem sorte de já estar funcionando há alguns anos e ter essas pessoas que nos apoiam e que são engajadas na nossa rede. Mesmo fechados, por um tempo, pelo menos, a gente consegue viver da memória e das experiências que já causamos nas pessoas”, diz Camila Romano, sócia do café, ao G1.

Neste sentido, as experiências físicas que se teve na intermediação de produtos ou serviços, entre fornecedores, clientes e empreendedores, são transladados para o ambiente digital, marcando esta presença e reafirmando esta rentabilidade, não só monetária, mas de pertencimento para o empreendimento.

“A comunidade, um dos bens mais valiosos para quem vive numa cidade como a nossa, porque ela é valiosa para os dois lados, ela fortalece nossa noção de ter algo em comum, nossa empatia, nosso sentimento de pertencimento”, comenta Paulo Filho, também sócio do King of The Fork.

Assim, esta comunidade profissional e pessoal, que também está atrelada à rede de contatos e de trabalho para o empreendedor, se torna embaixadora da expansão dos negócios e a favor de produtos e serviços dentro do mercado em que se atua, fisicamente ou digitalmente.