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Vendas

Como acelerar o fluxo de caixa em meio à crise

Pandemia da Covid-19 alterou o funcionamento de milhares de empresas ao redor do mundo, mas algumas medidas simples podem dar fôlego às finanças

POR Luiza Bravo | 20/04/2020 17h01 Foto ilustrativa (Freepik) Foto ilustrativa (Freepik)

A expansão do novo coronavírus pelo mundo e as recomendações de isolamento social mudaram a forma de trabalho de milhões de pessoas. Empresas de todo o planeta precisaram repensar seu funcionamento para garantir a segurança de seus colaboradores e clientes, e também a manutenção de sua cadeia de suprimentos para enfrentarem a nova crise.

Crise de saúde se transforma em financeira

Com menos gente circulando nas ruas e mais lojas fechadas, o resultado não poderia ser outro: uma crise financeira sem precedentes. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, 25 milhões de pessoas podem perder o emprego em todo o mundo devido à pandemia.

No Brasil, estima-se que 600 mil micro e pequenas empresas já fecharam as portas, e que nove milhões de funcionários foram demitidos. Os números fazem parte de um levantamento feito pelo Sebrae no início de abril, e reforçam a necessidade urgente de as organizações se reinventarem para sobreviver à crise.

Para as que conseguiram chegar até aqui, um dos maiores desafios é manter o fluxo de caixa, gerenciando receitas e despesas de curto prazo. A Harvard Business Review destaca que as empresas que venceram crises globais anteriores adotaram estratégias de caixa que garantiram a solidez dos negócios no longo prazo.

Separamos as recomendações apontadas pela publicação para que as empresas consigam alcançar o equilíbrio necessário para sobreviver a mais uma crise.

1. Vendas a curto prazo e riscos com garantias e políticas de devolução

O momento é de incertezas e nervos à flor da pele não apenas para empresas, mas também para clientes. Por isso, é necessário ceder em alguns aspectos. Ao oferecer garantias generosas e políticas de devolução, as empresas podem conseguir tranquilizar os consumidores e, assim, fechar vendas que não aconteceriam se os ânimos continuassem acirrados.

Segundo a HBR, a participação de mercado da Hyundai passou de 3,1% para 4,3% nos 10 primeiros meses de 2009, e suas vendas cresceram quase 24% no ano seguinte, devido a um programa lançado para enfrentar a crise americana de 2008. A montadora estipulou uma garantia de 10 anos e 100 mil milhas (cerca de 160 mil km) para seus veículos novos, e prometeu comprar de volta os carros dos trabalhadores que perdessem o emprego depois de comprar um Hyundai. Agora, a empresa lançou uma campanha semelhante.

crise Foto ilustrativa (Pixabay)

2. Implementação de novos modelos de preços e de vendas

Este pode ser um bom momento para as empresas testarem novos modelos de precificação e vendas. Descontos significativos chamam a atenção dos consumidores, e os estimula a garantir bens ou serviços que já desejavam há algum tempo.

Outra estratégia sugerida pela publicação é repensar a forma como esses produtos ou serviços são vendidos, indo além das transações tradicionais. Os vales-presente, que normalmente são usados no varejo, podem ser adotados, por exemplo, pelo setor de turismo e lazer, estimulando os clientes a garantir serviços com antecedência e melhores preços, e gerando caixa para as empresas.

3. Acelere a inovação

Este é momento de lançar inovações que já estão praticamente prontas, e estavam apenas sendo “lapidadas”. Muitos clientes estão entediados com o isolamento social, e valorizam as empresas que lançam produtos e serviços para entretê-los neste momento, ainda que eles precisem ser aperfeiçoados.

Além disso, com o feedback de usuários mais compreensivos, as empresas têm uma oportunidade única de identificar problemas e corrigi-los sem que sua reputação seja impactada negativamente.

4. Corte os custos de marketing considerados intocáveis

Muitas empresas têm despesas com marketing voltado para distribuidores e parceiros que dificilmente são cortadas, apesar de ser praticamente impossível mensurar seu retorno.

De acordo com a HBR, este pode ser o momento para isso. A publicação usa como exemplo o corte de vários patrocínios esportivos feito pela Anheuser-Busch InBev em 2009. As ações motivavam os distribuidores, mas não tinham impactos significativos sobre os clientes.

5. Envolva-se em novos tipos de aquisição de clientes

Por fim, as empresas devem procurar adquirir clientes de maneira proativa durante esta crise, e segundo a publicação, empresas que vendem propriedade intelectual, como software, treinamento e serviços, podem ser as mais beneficiadas. A plataforma Zoom, por exemplo, que até então era voltada para o meio corporativo, está descobrindo novos clientes em potencial, de diferentes perfis e faixas etárias.

O momento também é propício para apostar em fusões e aquisições, que podem garantir uma base de clientes mais ampla por meio de vendas cruzadas e da implantação de novos modelos e categorias de negócios.



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