Com inovação através das Govtechs, empresas podem levar eficiência ao setor público - WHOW
Eficiência

Com inovação através das Govtechs, empresas podem levar eficiência ao setor público

Govtechs se destacam no ecossistema da gestão pública, mas pequenas e médias empresas também podem oferecer serviços e produtos para o Estado

POR Daniel Patrick Martins | 23/08/2021 19h02 Com inovação através das Govtechs, empresas podem levar eficiência ao setor público

Inovação é um diferencial para todo e qualquer negócio. Quando se trata do setor público, não é diferente. Neste segmento há muitas oportunidades a serem exploradas, já que se trata de um setor tomado por ineficiências. Vemos muitos exemplos na área da saúde, em parcerias público-privadas, conhecidas como PPPs. Porém, outros segmentos como habitação, educação, tecnologia e a própria administração pública ainda são inexplorados quando se trata de inovação. Com a aprovação do Marco Legal das Startups, a tendência é que se torne mais fácil colaborar com o setor público.

“No país, há uma imensa demanda por inovação, principalmente em áreas mais dependentes do setor público. Acredito que uma grande oportunidade para empreendedores que querem inovar na gestão pública está nos municípios. Abrir a gestão pública para novas ideias de como otimizar o gasto e implementar novas tecnologias para melhorar o serviço público é uma escolha inteligente que os prefeitos deverão tomar.

Além disso, é bom que as propostas de inovação sejam testadas na gestão municipal, antes de irem para os estados e para o nível federal. O primeiro nível de gestão se torna um espaço de testes. O que der certo é expandido e o que der errado é reavaliado”, explica Luiz Felipe d´Avilla, diretor-presidente do Centro de Liderança Pública (CLP) ao portal da BrazilLAB, startup de inovação, tecnologia e empreendedorismo para o setor público.

Nesse universo, destacam-se as GovTechs, startups com soluções inovadoras que agregam valor aos serviços prestados por entidades públicas. Além de ser um segmento com boas chances de escala para a oferta de produtos e serviços, também é um agente de transformação social e local. Mas as PMEs também fazem parte deste jogo.

“No CAF, banco de desenvolvimento da América Latina, entendemos que govtech é o ecossistema em que os governos colaboram com as startups, pequenas e médias empresas (PMEs) e outros atores que utilizam a inteligência de dados, tecnologias digitais e metodologias inovadoras para prover soluções de problemas públicos. O conceito de govtech (governo + tecnologia) representa a aplicação eficiente de soluções tecnológicas inovadoras aos serviços de interesse público como forma de impactar positivamente as políticas públicas e alcançar melhorias efetivas e de larga abrangência à vida dos cidadãos”, segundo publicação gratuita e disponível pela GovTechLab, iniciativa do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

A partir destas ideias, que gerarão oportunidades, serviços ou mesmo produtos a serem oferecidos pelas empresas aos órgãos públicos, sejam elas PMEs ou startups, fazem parte de uma estratégia em busca de eficiência e uma melhor gestão dos recursos públicos. Um exemplo a ser citado nesta área é a da startup BrazilLAB. A empresa atua especificamente com o ecossistema de gestão, oferta e resultados para governos que abrange a melhora e a oferta de produtos e serviços tecnológicos, além de conectar, como um hub, empresas que queiram atuar neste segmento.

“O BrazilLAB foi fundado em 2016, inspirado na minha visão de criar um governo mais inovador e digital para oferecer políticas públicas de qualidade aos cidadãos brasileiros. Embora vivamos no século 21, enfrentamos desafios subjacentes, como o analfabetismo da população, a falta de saneamento público e os altos índices de mortalidade infantil, quando comparados a outros países da América Latina. Por mais que esse cenário possa ser assustador, acredito fortemente que as tecnologias digitais representam uma ferramenta fundamental para lidar com essas questões”, explica Letícia Piccolotto, fundadora da BrazilLAB, em entrevista a BayBrazil Conference.