Bactéria com DNA 100% sintético pode impulsionar novos tratamentos médicos - WHOW

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Bactéria com DNA 100% sintético pode impulsionar novos tratamentos médicos

A diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia, Adriana Brondani, afirma que a bactéria pode trazer avanços importantes para o setor de Saúde

POR Redação Whow! | 19/06/2019 13h16 Foto Ramon Salinero | Unsplash Foto Ramon Salinero | Unsplash

Um microrganismo normalmente encontrado no trato digestivo de humanos e no solo já pode ser desenvolvido em laboratório. É o primeiro caso na história da biologia de uma bactéria com DNA 100% sintético. A inovação foi apresentada recentemente por cientistas da Universidade de Cambridge e o estudo publicado pela revista científica Nature. A bactéria criada em laboratório é chamada Syn61 (síntese 61) e deve ser empregada na produção de insumos para a saúde.

Segundo a diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Adriana Brondani, a publicação abre caminho para diversas inovações. Brondani, que é doutora em biologia molecular, afirma: “A biologia moderna lança mão de conceitos e recursos tecnológicos desenvolvidos ao longo das últimas décadas e está cada vez mais interligada a outras áreas, a exemplo da química, da física, da engenharia e até da informática”.

Por conta dessa interdisciplinaridade, a executiva prevê que a descoberta terá impacto na área da saúde. “Atualmente a medicina já se beneficia de versões geneticamente modificadas da bactéria e para a produção de insulina para diabetes e medicamentos para o tratamento de câncer e esclerose múltipla, por exemplo”.

“A biologia moderna lança mão de conceitos e recursos tecnológicos desenvolvidos ao longo das últimas décadas e está cada vez mais interligada a outras áreas”

AVANÇOS

O trabalho recente também superou um estudo de 2010 que estava no topo do avanço da inovação em biologia sintética. À época, cientistas fizeram a substituição do genoma da bactéria Mycoplasma mycoides, cujo DNA possui 1.080.000 bases nitrogenadas. Desta vez, o genoma é de 4 milhões de bases nitrogenadas.

Apesar do avanço, “a produção de um microrganismo sintético ainda está longe de se tornar algo comum. Isso porque as técnicas utilizadas ainda são muito trabalhosas, caras e necessitam de investimento da ordem de milhões de dólares”, aponta um comunicado da CIB.


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