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Especial cidades do futuro: dados e tecnologia a favor da mobilidade

[vc_row][vc_column][vc_column_text]*Fotos Rafael Canuto Afinal o que são as smart cities, ou cidades inteligentes? Essas metrópoles se definem pela maneira como o uso da tecnologia melhora significativamente a infraestrutura urbana e colabora para que os centros urbanos sejam mais eficientes e melhores de se viver. São Francisco, Singapura e Copenhague são alguns exemplos das chamadas cidades inteligentes. […]

POR Redação Whow! | 24/07/2019 18h01

*Fotos Rafael Canuto

Afinal o que são as smart cities, ou cidades inteligentes? Essas metrópoles se definem pela maneira como o uso da tecnologia melhora significativamente a infraestrutura urbana e colabora para que os centros urbanos sejam mais eficientes e melhores de se viver.

São Francisco, Singapura e Copenhague são alguns exemplos das chamadas cidades inteligentes. Com alta frota de carros elétricos, corredores urbanos, incentivo ao uso de bicicletas e transporte compartilhado, essas inovações para tornar as cidades mais eficientes têm sido debatidas pelo poder público.

João Pedro Novochadlo é fundador da Veever, startup brasileira responsável pela criação de um dispositivo que se comunica com um app e por meio de um assistente de voz auxilia pessoas com deficiências visuais a se locomover com mais facilidade e a ter maior interação com o ambiente urbano. Para o executivo, o Poder Público precisa enxergar a tecnologia como um investimento em mobilidade.

“A gente enxerga que a gestão pública precisa entender como vai implementar dispositivos tecnológicos e, principalmente, como inserir dentro do planejamento estratégico de um município”, afirma João Pedro.

Para Stella Hiroki, doutora e palestrante sobre cidades inteligentes da Smart City Talks, mobilidade é a palavra central dos debates na atualidade. 

“Em todos os países, mobilidade é a palavra chave do ano. A maioria das cidades está focada nesse sentido. Com a vinda de carros elétricos, transporte público elétrico é algo que está sendo discutido nos dias de hoje também, por exemplo”, comenta.

Dados a favor da mobilidade

Em 81% dos planos de governo estão presentes ideias de mobilidade e inovação de desenvolvimento para investimento nessa área. João Alves, CEO da Engebras, comenta a criação de programas do governo para estratégias de fomento a cidades inteligentes, com discussão e empenho de recursos para municípios, como a utilização de dados obtidos por radares.

“O radar não é vilão, ele consegue auxiliar na tomada de decisão do poder público e a trazer informações para o governo com um equipamento que não somente fiscaliza, mas gera conteúdo para contribuir no retorno ao cidadão”, reforça o CEO.

De acordo com o fluxo do veículo, percebido por radares, exemplo citado pelo executivo, é possível saber o comportamento de uma via, do motorista, do fluxo e a fluidez do trânsito nesse município. “A solução já existe, basta somente contribuir para trazer ideias para essas mudanças – essa integração é essencial para uma cidade mais inteligente”, acrescenta João.

“A solução já existe, basta somente contribuir para trazer ideias para essas mudanças”

João Alves, CEO da Engebras

No Brasil, São Paulo, Curitiba, Guarulhos, Taubaté e Campinas são exemplos de cidades com investimento em mobilidade e direcionamentos inteligentes no tráfego de veículos e pessoas.

Cerca de 20% das novas vendas de veículos serão de elétricos, em 2030, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). De acordo com Livia Brando, head de estratégia, inovação e ventures da EDP Brasil, a transição para carros movidos a eletricidade será lenta e não vai causar impactos.

Cerca de 20% das novas vendas de veículos serão de elétricos, em 2030

Por conta da transição lenta, isso não deve gerar impacto ou um possível apagão. Um veículo com circulação média representa o consumo de uma casa em um mês, por exemplo. Além do veículo não poluir, ele também pode estar sendo carregado em fonte de energia renovável”, afirma Livia.

João Pedro comenta sobre a presença de quatro cidadãos para fazer a inovação em mobilidade acontecer.

“Existe o cidadão explorador, que está ali e explora a cidade e encontra problemas; o cidadão idealizador, que pega os problemas e cria soluções para isso; o cidadão designer, que pega a ideia, a exploração e desenvolve; e o cidadão difusor, que pega isso e coloca para funcionar”, completa.

Para Francisco Albuquerque, sócio-fundador da ARCO, o segredo é trabalhar em visão colaborativa. “O principal desafio de hoje é esse, pensar de forma sistêmica em formar ecossistema e gerir os dados e o que eles fornecem pra gente de informações e caminhos para seguir”, finaliza.


FUTURO DA MOBILIDADE E INOVAÇÃO DO SETOR NO BRASIL

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cityfutur Arte Grupo Padrão (Giovana Sorroche)


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