Cibersegurança: saiba o que faz um Data Protection Officer - WHOW
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Cibersegurança: saiba o que faz um Data Protection Officer

Profissional é responsável por garantir que empresas ajam em conformidade com a legislação e evita possíveis vazamento de dados

POR Luiza Bravo | 18/06/2020 08h00 Cibersegurança: saiba o que faz um Data Protection Officer Foto ilustrativa (Freepik)

“Dados são o novo petróleo”. Essa frase é usada por alguns especialistas em cibersegurança para dar uma dimensão de seu valor atualmente. Na era da inteligência artificial, nunca foi tão importante acessar e interpretar dados, mas protegê-los também é essencial, e é aí que surge uma nova profissão, que promete ganhar cada vez mais destaque no mercado: o Data Protection Officer, ou DPO.

O que faz um DPO

cibersegurança Foto ilustrativa (Freepik)

A função surgiu com as novas regulamentações sobre proteção de dados ao redor do mundo. Na União Europeia, o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados está em vigor desde 2018, por exemplo. Aqui no Brasil, a previsão é que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais comece a valer em no início de maio de 2021, por conta da medida provisória 959/20.

O papel desse profissional é supervisionar a estratégia de proteção de dados de uma empresa e sua implementação para garantir a conformidade com os requisitos da legislação vigente, além de evitar vazamentos que possam causar prejuízos financeiros ou à imagem das empresas.

Os DPOs costumam atuar como intermediários entre as organizações e as autoridades, implementando ferramentas de prestação de contas que facilitam essa relação. Eles também supervisionam as políticas de privacidade e proteção de dados para garantir sua operacionalização em todas as unidades de uma companhia. Para isso, é preciso ter o apoio das lideranças e acesso a todos os recursos necessários, além de cooperação com outras áreas da empresa que costumam lidar com o processamento de dados pessoais, como Marketing, Recursos Humanos ou Jurídico. 

Qual o seu lugar dentro das empresas

Ainda não existem cursos de formação específicos para quem deseja se tornar um DPO. Normalmente, esse profissional é especialista em segurança da informação ou alguém com formação jurídica, mas não há regra. Algumas certificações, no entanto, podem ajudar quem deseja atuar na área.

O certificado em Fundamentos em Segurança da Informação é um deles, já que capacita o aluno com noções básicas sobre os sistemas de segurança da informação mais utilizados no mercado. Para quem precisa se aprofundar na legislação, existem cursos de Privacy & Data Protection Essentials (PDPE), que falam sobre a LGPD, e de Privacy & Data Protection Foundation, que analisam o GDPR e compara a legislação europeia à brasileira.

O curso de Privacy & Data Protection Practitioner é o mais avançado no processo de “formação” de um DPO. Nele, são apresentados estudos de caso para que o profissional entenda, na prática, como criar relatórios, contratos e documentos em conformidade com as normas legais.

É importante que o DPO seja alguém familiarizado com os negócios e as operações diárias que a organização realiza e que envolvam processamento de dados. Isso porque ele também é responsável ​​por educar os colaboradores sobre conformidade, treinar a equipe envolvida no processamento de dados e realizar auditorias regulares de segurança, e serve como ponto de contato entre a empresa e as autoridades que supervisionam as atividades relacionadas a dados.

Por isso, é importante que este profissional não exerça outra função dentro da organização, a fim de evitar conflitos de interesses.


Case da primeira empresa de BPO certificada em LGPD

Na Consumidor Moderno, site de comportamento, varejo e atendimento ao consumidor do Grupo Padrão, detalhou o exemplo da empresa Pluris que conseguiu a certificação do Bureau Veritas e Ambend, já que a cultura organizacional da empresa aponta para a importância da segurança dos dados em todo ciclo: coleta, armazenamento, processamento, difusão, acesso e eliminação. Saiba nesta matéria.


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