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Como especialistas avaliam a chegada da aceleradora Plug and Play ao Brasil

Plug and Play, responsável pelo investimento inicial de empresas como Google e Rappi, a  aceleradora lançará dois programas no país

POR Gabriely Souza | 19/09/2019 00h01 Como especialistas avaliam a chegada da aceleradora Plug and Play ao Brasil Foto Freepik

A Plug and Play, uma das maiores aceleradoras do Vale do Silício, chegou ao Brasil com dois programas de aceleração para startups.

Responsável pela guinada inicial de investimento em gigantes do mercado como Google e Rappi, a empresa começará os seus investimentos no país em fintechs e agrotechs/foodtechs, em conjunto com parceiros corporativos locais.

“O Brasil tem um grande potencial e atualmente lidera o número de unicórnios na América Latina. Ainda precisamos preencher a lacuna para que as startups menores atinjam o potencial de unicórnios, para que não partam para outras regiões do mundo”, afirma Francisco de Frutos, diretor do setor de Food & AgTech da Plug and Play, ao Whow!. 

Em novembro, a Plug and Play abrirá o seu  escritório em São Paulo e esta será a primeira filial da aceleradora na América do Sul.

Para o professor David Kallás, coordenador do Centro de Estudos de Negócios do Insper, o fortalecimento das startups brasileiras e o surgimento de unicórnios no país explica a vinda da Plug And Play. “Isso mostra o potencial criativo do país. Este investimento vem para reforçar a descentralização nas financeiras tradicionais”, comenta.

aceleradora Foto Freepik

Modelo de mentoria da aceleradora

A aceleradora afirma que não ocupa assento no conselho das empresas que recebem os investimentos e tampouco interfere nas decisões dos fundadores e de outros investidores líderes. “Ajudamos no crescimento das startups apresentando-as à grandes corporações que precisem das suas soluções”, diz Frutos.

“Conectamos todos os participantes para realmente criar um valor no mundo digital, principalmente, para aqueles que não nasceram digitais e agora precisam mudar rapidamente”

Para quem está fora do eixo Rio São-Paulo, a vinda da Plug and Play gera expectativa especialmente para o crescimento do ecossistema de startups de forma equânime no país. 

É o que espera Thales Luan Dias, coordenador do Epicentro, hub de inovação do Estado do Espírito Santo. “Programas de aceleração de startups são importantíssimos para o desenvolvimento do ecossistema brasileiro de inovação. O investimento financeiro não é mais suficiente, os empreendedores necessitam de um direcionamento, uma mentoria sobre seus negócios”, explica.

“A Plug and Play soma a outros competentes programas de aceleração, mas ainda é necessário interiorizar e descentralizar esses investimentos para o restante do país”


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