Cervejaria brasileira lança produto com preço agregado à destruição da Amazônia - WHOW
Consumo

Cervejaria brasileira lança produto com preço agregado à destruição da Amazônia

Parceria entre cervejaria Colorado e projeto tecnológico criam cerveja que fica mais cara à medida que a Amazônia é desmatada. Saiba mais

POR Carolina Cozer | 09/09/2020 17h44

A cervejaria Colorado, da Ambev, lançou uma estratégia inovadora para trazer à tona a problemática do desmatamento da Amazônia

A nova linha de cervejas Amazônica, lançada em homenagem ao Dia da Amazônia (05/09), carrega ingredientes típicos dessa região do país: o Babaçu e o Pacová, além de raspas de limão, que, juntos com o trigo, formam uma cerveja no estilo Witbier. Mas há mais um “ingrediente” amazônico contido no produto: o seu preço, que varia de acordo com os níveis de desmatamento daquele bioma.

A tecnologia por trás do projeto

Em termos práticos, quanto maior o desmatamento da floresta, mais cara a Colorado Amazônia vai ficar. E o inverso também ocorrerá: quando os índices de queimadas ou derrubadas estiverem baixos, o preço cairá.

Segundo informação oficial da Colorado, a taxa de desmatamento é calculada através do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER), publicado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Os novos preços da cerveja serão divulgados semanalmente no site oficial da Colorado.

O projeto foi desenvolvido pelo Engenheiro Florestal Tasso Azevedo, Coordenador do MapBiomas, um programa tecnológico de mapeamento da cobertura e uso do solo do Brasil. A ideia por trás desta novidade é conscientizar consumidores sobre a gravidade da crise ambiental da Amazônia, já que a flutuação de valores dos bens de consumo se torna palpável na vida de todos. 

A Origens Brasil, rede de negócios sustentáveis da Amazônia, também participou do projeto.

Finalidade social

De acordo com nota oficial, todo o custo arrecadado com a venda da Colorado Amazônica será encaminhado à Rede de Cantinas da Terra do Meio, uma afiliação das comunidades ribeirinhas e indígenas na região do Xingu, no Estado do Pará, que produzem a farinha de coco do babaçu utilizado como matéria-prima da cerveja.


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