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Tecnologia

Brasileiros são os mais preocupados com impactos da tecnologia em suas carreiras

Em estudo realizado pelo Boston Consulting Group em 197 países, Brasil aparece no topo da lista, com 65% dos profissionais do país receosos com a automação

POR Adriana Fonseca | 18/12/2019 10h00 Foto (Unsplash) Foto (Unsplash)

Entre 197 países analisados, os profissionais brasileiros são os mais preocupados com os possíveis impactos das novas tecnologias em suas carreiras, segundo estudo do Boston Consulting Group (BCG) realizado em parceria com a The Network.

De acordo com o levantamento, 65% dos pressionais no Brasil entrevistados acreditam que a ascensão da automação, inteligência artificial e robótica irão afetar as suas profissões nos próximos anos. O País foi o líder em respostas afirmativas nesse quesito, ficando acima da média global (49%).

Quando questionados sobre os impactos da globalização—o que inclui comércio internacional e outsourcing—, os brasileiros também aparecem entre os mais apreensivos: 69% acreditam que esses fatores afetarão suas vidas profissionais. O índice nesse quesito também ficou acima da média global (45%) e se mostraram mais apreensivos que os brasileiros somente os profissionais da Nigéria e de Myanmar.

brasileiros Foto Franck (Unsplash)

Novos conhecimentos e formas e de estudar

Nesse cenário, a saída encontrada pelos profissionais por aqui tem sido se atualizar. De acordo com o estudo, 74% dos profissionais entrevistados no País dedicam parte de seu tempo à capacitação para lidar com os possíveis impactos da automação, inteligência artificial e robótica e da globalização em suas carreiras. Na média global esse índice ficou em 65%.

Novas tecnologias e novas maneiras de trabalhar influenciaram a maneira como as pessoas preferem aprender. De forma global, quando as pessoas precisam aprender novas habilidades profissionais, elas escolhem métodos autodirigidos, como estudar por conta própria (63%), treinamento no trabalho (61%) e treinamento online, como fazer cursos em plataformas digitais e usar aplicativos para celular (54% os dois combinados). 

Todos esses meios são os preferidos em comparação aos métodos tradicionais, incluindo conferências (36%), instituições educacionais (34%) e programas patrocinados pelo governo (7%).

“A análise do estudo mostra que os profissionais brasileiros estão procurando se adaptar proativamente às mudanças no mercado de trabalho. Preocupados com as futuras exigências, estão buscando desde já adquirir novas competências”, comentou Manuel Luiz, sócio e líder da área de pessoas e organização do BCG Brasil.

As habilidades que os brasileiros consideram mais importantes para as suas carreiras no futuro são comunicação, adaptação e liderança.

brasileiros Foto Wes Hicks (Unsplash)

Novas carreiras

Além de desenvolver habilidades para se manter competitivo em sua atual função, o profissional de hoje também se capacita para buscar novos trabalhos.  

A América Latina é a região onde os profissionais se mostram mais dispostos a se requalificar visando uma nova profissão (84%). Os principais responsáveis por essa posição são o México, onde o índice chega a 90%, e países do Caribe. O Brasil, onde 75% dos respondentes afirmaram estar pré-dispostos a mudar de carreira, foi o 35º nesse quesito na lista global.

Os profissionais mais propensos a mudar de área trabalham atualmente com vendas (75%), administração (73%) e serviços (73%). Os menos propensos atuam nos setores de ciência (59%), TI (59%) e jurídico (58%).

Quanto maior o nível de escolaridade, menor é a disposição dos profissionais em mudar de carreira. Mesmo assim, os números são altos para todos os níveis: 56% dos que têm doutorado estão abertos a mudanças, assim como 64% daqueles com diploma de mestrado.

Intitulado Decoding Global Trends in Upskilling and Reskilling, o estudo contou com a participação de mais de 366 mil entrevistados, com mais de 20 anos de idade em 197 países.


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