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Eficiência

Brasil tem mais de 280 startups de logística

O ano de 2020 foi marcado pelo recorde de aquisições de logtechs, com compradores como Magazine Luiza, B2W e Mercado Livre

POR Adriana Fonseca | 13/01/2021 10h00 Brasil tem mais de 280 startups de logística Arte Grupo Padrão (Giovana Sorroche) matéria: Especial esquenta Whow - Transporte e Logística

O Brasil tem, atualmente, 283 logtechs – startups que oferecem soluções para logística. O dado é de um levantamento recém-publicado pela Distrito e KPMG e indica um ligeiro aumento em relação ao total de empresas mapeadas em 2019: 279. Desde 2011, essas startups receberam aportes de US$ 1,3 bilhão em um total de 100 rodadas de investimento. O destaque foi o ano de 2018, quando o iFood captou US$ 500 milhões e a Loggi, US$ 111 milhões. 

O ano de 2020, por sua vez, foi marcado pelo recorde de aquisições no setor: 13. Destaque para compradores que atuam no e-commerce, como Via Varejo, Magazine Luiza, B2W, Mercado Livre, GPA e Vtex. 

Para efeito de comparação, globalmente, desde 2015, mais de US$ 57 bilhões foram investidos em logtechs. 

Logtechs no Brasil

Os desafios logísticos do Brasil são enormes, dada a sua dimensão territorial, e as startups vêm encontrando oportunidades para inovar no setor. 

O mapeamento distribui as logtechs em cinco categorias:

  • Gestão logística: soluções que melhoram a eficiência e segurança ou reinventam alguma atividade ou etapa na gestão do processo logístico com uso de analytics, internet das coisas e inteligência artificial.
  • Estoque: empresas que usam a tecnologia para gerenciar o armazém ou centro de distribuição, fluxo de estoque e atividades associadas ao pátio, como carregamento e descarregamento.
  • Entrega: melhora a eficiência dos serviços de entrega ao consumidor final por diversos modais, inclusive drones.
  • Logística reversa: serviços que fazem a intermediação da volta de um produto – resíduo ou embalagem – para a cadeia de suprimentos.
  • Marketplace de frete: soluções que atuam como intermediários entre fornecedores e embarcadores ou transportadores, sejam empresas ou motoristas autônomos.

Sul e sudeste lideram no setor

A categoria com mais logtechs é a de gestão logística: 46,3%. Em seguida aparecem as empresas de soluções de entrega (19,4%), logística reversa (12%), estoque (11,3%) e marketplace de frete (11%). As soluções B2B são o foco da maioria das logtechs (76,3%). 

As regiões Sul e Sudeste são sede de quase 90% das logtechs, sendo o Sul o local de 20,1% delas e o Sudeste, de 67,5%. Destaque para o estado de São Paulo, que reúne 50,2% de todas as startups de logística do país. No Nordeste estão 7,8%, no Centro-Oeste, 2,8%, e no Norte, 1,8%. 

Mais da metade das logtechs do país foram fundadas entre 2015 e 2020 e observa-se um decréscimo na quantidade de novas startups por ano desde 2018. 

Hoje, mais de 11 mil pessoas estão empregadas em logtechs e cerca de 80% dessas startups têm até 20 funcionários. A média, porém, é de 40 empregados por empresa. O equilíbrio de gênero entre os fundadores está longe de ser uma realidade no setor. Os homens representam 86,1% dos founders. Há setores dentro do ecossistema de startups que têm cenários ainda mais desequilibrados. Nas fintechs, por exemplo, os homens somam 88% dos fundadores. Entre as retailtechs, 87,2%.  

De acordo com o mapeamento, são destaques do setor iFood, Loggi, CargoX, Mandaê, Clique Retire, FreteBras, DeliveryCenter, Modern Logistics, Cobli e Truckpad. Entre essas, duas são unicórnios – startups avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais: iFood e Loggi. Há mais um unicórnio do setor na América Latina, o Rappi, da Colômbia. 

O mapeamento também faz uma seleção de startups para ficar de olho: Intelipost, Shopper.com, Melhor Envio, Pathfind, Bee Delivery, Mottu, LogComex, Everlog, Carbono Zero Courier e Vuxx.


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