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Tecnologia

Brasil aparece no fim da lista em ranking global de competitividade digital

Lista feita pela escola de negócios suíça IMD mostra avanço significativo de países asiáticos e estagnação na América Latina

POR Adriana Fonseca | 22/11/2019 10h00 Brasil aparece no fim da lista em ranking global de competitividade digital

Há 63 países no ranking global de competitividade digital produzido neste ano pela escola suíça de negócios IMD. O Brasil aparece na 57ª posição, a mesma de 2018, quase no fim da lista.

Na parte oposta do ranking, ficou em primeiro lugar os Estados Unidos e, em segundo, Cingapura. Completam as cinco primeiras posições Suécia, Dinamarca e Suíça – igualzinho a lista de 2018. O destaque neste ano, entre os “top 10”, foi a Holanda, que saiu da 9ª posição (2018) para a 6ª, Hong Kong, que passou da 11ª colocação para a 8ª, e Coreia do Sul, foi do 14º lugar para o 10º.

O ranking global de competitividade digital do IMD mede a capacidade e prontidão de 63 economias para adotar e explorar tecnologias digitais como condutor-chave para a transformação econômica nos negócios, governo e na sociedade como um todo.

Conhecimento: capacidade de entender e aprender as novas tecnologias

Tecnologia: competência para desenvolver novas inovações digitais

Prontidão futura: preparação para os próximos desenvolvimentos

digital Foto (PIxabay)

Este ano, duas novas variáveis relacionadas a robótica foram introduzidas no cálculo do ranking: “robô industrial” para medir o número total de robôs em operação e “robôs em educação e P&D”. Os dados são fornecidos pela Federação Internacional de Robótica.

Se preparando para o futuro

A tecnologia, diz o IMD, não afeta apenas o desempenho das empresas, mas também como as economias funcionam e se preparam para o futuro. Governos de todo o mundo estão investindo pesadamente em economia digital para aprimorar a criação de valor e a prosperidade.

Várias economias asiáticas avançaram significativamente no ranking em relação a 2018. Hong Kong e Coreia do Sul entraram no “top 10” e a China subiu oito posições. Taiwan, por sua vez, chegou ao 13º lugar, sendo que ano passado apareceu na 16ª colocação. Segundo o IMD, todas essas economias tiveram um progresso marcante em sua infraestrutura tecnológica e na agilidade de seus negócios.

Mais abaixo no ranking, Índia e Indonésia saltaram quatro e seis posições, respectivamente, apoiadas por resultados positivos em talento, treinamento e educação, além do aprimoramento da infraestrutura tecnológica.

No Oriente Médio, os Emirados Árabes Unidos e Israel permaneceram como os principais centros digitais regionais, mas seguiram tendências opostas em relação a 2018. Os Emirados Árabes Unidos subiram cinco posições graças a melhorias na disponibilidade de capital e na regulamentação favorável ao desenvolvimento de tecnologia. Já Israel caiu quatro posições, devido a um declínio na agilidade dos negócios e nos indicadores de governo eletrônico.

digital Foto Andrew Kow (Unsplash)

Na América Latina, México e Colômbia foram as únicas economias a avançar no ranking este ano. De acordo com o IMD, a falta de recursos para apoiar o talento e o desenvolvimento tecnológico impede que a maioria das economias da região melhore a geração de conhecimento e aproveite ao máximo a transformação digital.

Os cinco países mais bem classificados no ranking compartilham uma linha comum em termos de foco na geração de conhecimento, mas cada um deles aborda a competitividade digital de maneira diferente. Os Estados Unidos e a Suécia seguem uma abordagem equilibrada entre geração de conhecimento, criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento de tecnologia e disposição para adotar a inovação.


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