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Tecnologia

Big techs na mira do senado norte-americano

Facebook, Google e Twitter se reúnem no senado americano para discutir a Seção 230 da Lei que regula as redes sociais nos Estados Unidos

POR Carolina Cozer | 23/11/2020 13h49 Imagem: Harold Mendoza (Unsplash) Imagem: Harold Mendoza (Unsplash)

Em uma audiência que ocorreu no final de outubro, senadores americanos entraram novamente em embate contra os líderes das big techs ― dessa vez com a presença dos CEOs do Facebook, Google e Twitter.

A intenção da audiência, que foi liderada pelo Comissão de Comércio, Ciência e Transporte do Senado, era discutir a Seção 230 da Lei americana que regula as redes sociais, tirando a responsabilidade das empresas de internet sobre aquilo que os usuários publicam nas redes.

Segundo os senadores, que estavam divididos entre democratas e republicanos, a Lei deveria ser revista, pois “dissemina a desinformação e provoca violência e maus comportamentos das empresas”.

Os senadores do partido republicano, particularmente, criticaram as big techs por suprimirem vozes conservadoras nas redes ― dando como exemplo tuítes de Donald Trump que foram apagados da plataforma, enquanto tuítes antissemitas de um aiatolá iraniano continuavam no ar.

big techs Senadores pedem reformas na Seção 230 da Lei Americana de Decência nas Comunicações. Imagem de Michal Matlon (Unsplash)

Big techs sem base ideológica

Facebook, Twitter e Google se declararam empresas politicamente neutras, e que só removem conteúdos com potenciais de gravidade online e offline, fake news e publicações alertadas pelo FBI.

“Uma das ameaças que o FBI alertou ao público e às nossas empresas foi a possibilidade de uma operação de hack e vazamento de dados nos dias anteriores à eleição”, disse Mark Zuckerberg ao comitê.

Sundar Pichai, atual CEO do Google e Alphabet, negou que o Google discrimine com base ideológica para fazer cumprir suas políticas.

“Deixe-me ser claro”, disse Pichai à audiência. “Abordamos o nosso trabalho sem preconceito político, ponto final. Fazer o contrário seria contrário aos nossos interesses comerciais e à nossa missão.” Ele também alertou os senadores “a serem muito cuidadosos sobre quaisquer mudanças na Seção 230 e estarem bem cientes das consequências que essas mudanças podem ter sobre as empresas e os consumidores”.

A audiência foi transmitida online e durou quase quatro horas, com muitos ânimos excedidos e alguns senadores entrando em questões pessoais, como as próprias campanhas eleitorais e outras questões de questões de privacidade de dados

Por fim, os senadores republicanos pediram reformas na Seção 230 da Lei Americana de Decência nas Comunicações, de 1996, em resposta ao suposto viés anticonservador da indústria de tecnologia.


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