Assistentes virtuais na luta para eliminar assédio contra mulheres - WHOW

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Assistentes virtuais na luta para eliminar assédio contra mulheres

Mas o contexto de quem ainda domina os cargos de liderança e o setor de tecnologia permanece majoritariamente masculino

POR Redação Whow! | 20/04/2021 17h09 Foto (Pixabay) Foto (Pixabay)

Quase 106.000 denúncias de violência contra a mulher foram registradas em 2020, com base nas plataformas do Ligue 180 e do Disque 100. Este foi o número divulgado em março deste ano pelo mInistério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. E um número próximo ocorreu no mundo contexto digital, com apenas um assistente virtual.

De acordo com o banco Bradesco, a sua inteligência artificial, a BIA, que possui elementos femininos, recebeu 95.000 mensagens consideradas como assédio sexual também no último ano.

Mudança na resposta dos assistentes virtuais

Por conta disso, a empresa financeira decidiu ajustar as respostas da IA para frases como “BIA, que bosta de chat”. Antes uma resposta para ela seria: “Apesar de falar como humana, sou uma inteligência artificial que evolui informando e ajudando as pessoas diariamente.” E agora a nova versão responderá a esta frase com “Essas palavras são ofensivas e se distanciam da relação que eu tenho com as pessoas. Recomendo mudar seu jeito de falar e me chamar depois disso.”

A mudança também acontece após a Unesco indicar que as assistentes virtuais das empresas de tecnologia respondam às ofensas de assédio de forma mais enfática.

E a Lu , assistente virtual de vendas do Magazine Luiza, também é um case de respostas mais contundentes quando recebe uma mensagem inapropriada, chegando até a parar um atendimento.

Já na Apple, a mudança recente que a Siri recebeu foi a adição de vozes com tons masculinos. Assim, a voz feminina não será mais única versão de configuração da assistente virtual.

As mulheres ainda são a minoria dentro das principais empresas de tecnologia, como mostra um estudo da Unesco de 2019. Em um gráfico, usado como referências para instigar a reflexão sobre as big techs, o número de pessoas que faziam parte do Google em 2018, no geral eram 69,1% homens e 30,9% mulheres. Na liderança esta diferença era ainda maior, com 74,5% de homens e apenas 25,5% mulheres. E o setor de tecnologia respondia com 68,8% de homens e 31,2% de mulheres.

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