As soft skills mais valorizadas no mercado de trabalho
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As soft skills mais valorizadas no mercado de trabalho

Soft skills: relatório do Linkedin aponta as que estão sendo mais cobradas dos candidatos. Confira aqui quais são as principais e como desenvolvê-las

POR Redação Whow! | 01/06/2021 14h07 As soft skills mais valorizadas no mercado de trabalho

As soft skills hoje estão mais requisitadas que as habilidades técnicas. Alguns estudos no mercado mostram esse olhar diferenciado às competências comportamentais. Uma pesquisa realizada pela CareerBuilder, empresa que oferece soluções na área de recursos humanos, nos Estados Unidos, constatou que 77% das empresas acreditam as soft skills são tão importantes quanto as habilidades técnicas. 

Já o Linkedin, maior rede de contatos profissionais do mundo,  lançou um relatório em que identifica as habilidades que serão mais valorizadas no mercado de trabalho, sejam elas técnicas – hard skills – ou emocionais, as chamadas soft skills.

A edição de 2020 do Workplace Learning Report analisou dados de mais de 660 milhões de profissionais e 20 milhões de vagas para mapear as habilidades mais procuradas pelos empregadores.  Trazemos neste conteúdo o conceito  e a importância das soft skills e  quais foram essas habilidades citadas no estudo do Linkedin. Continue a leitura!

O que são soft skills?

Existem algumas habilidades e conhecimentos que não se aprendem nas faculdades, em uma pós-graduação ou em qualquer outro curso de extensão. E, independente de qual área que se atue, será fundamental possuí-lasEm resumo, essas são as soft skills, também conhecidas como people skills e interpersonal skills. Ambas nomenclaturas estão relacionadas às competências de personalidade e comportamento profissional, que envolvem aptidões mentais, emocionais e, principalmente, sociais.   As soft skills podem ser desenvolvidas durante a vida inteira e têm aplicação profissional e também em todas as relações interpessoais.

A importância das soft skills

Habilidades orientadas a tarefas, como gerenciamento de tempo, ficaram de fora desta edição da lista das principais características de 2020

Embora continuem sendo essenciais para o sucesso, os resultados deste ano sinalizam que as empresas estão indo cada vez mais em direção a talentos com fortes competências orientadas para as pessoas.

“Habilidades técnicas são importantes, mas se não existir a atitude, só conhecimento, nada acontece. Para se adaptar ao mercado de trabalho no mundo VUCA – volátil, incerto, complexo e ambíguo – mais do que nunca, é preciso ter as competências comportamentais, como equilíbrio e adequação ao meio com que interagem”, disse Cristina Ferreira, que é coordenadora de Atração e Seleção da Unimed, ao Whow!

O desenvolvimento das soft skills traz inúmeras vantagens à evolução e motivação pessoal dos colaboradores, bem como sua qualidade de vida. Isso tudo tem impacto direto nos resultados que são entregues ao negócio. Afinal, quem trabalha com prazer, trabalha melhor, de maneira mais leve. A seguir, listamos as cinco principais soft skills de acordo com relatório do Linkedin. Confira!

Criatividade

Gerar ideias e propor soluções originais pode ser fácil e natural para algumas pessoas. A maioria de nós, no entanto, precisa desenvolver essa habilidade. Uma velha maneira de estimulá-la pode ser por meio do brainstorming coletivo, em que os participantes são estimulados a trocar ideias uns com os outros.

“O pensamento criativo sempre é muito bem-vindo, principalmente neste cenário atual e de pós-pandemia que vamos viver. Profissionais que possuem mais facilidade para buscar a propor soluções inovadoras, considerando todas as variáveis, são muito valorizados pelo mercado”, explica Cristina.

Em síntese, reservar um tempo para se afastar do grupo de trabalho e refletir sozinho também pode ajudar no desenvolvimento da criatividade.. As estratégias de desenvolvimento de criatividade no ambiente corporativo devem ser estimuladas. Elas são responsáveis pela geração de novos produtos e/ou serviços, novas formas de vender, prospectar e atender os clientes. 

Persuasão

Esta capacidade e as habilidades de comunicação estão diretamente relacionadas.  Refletindo sobre sua posição com antecedência e analisando todos os ângulos de uma determinada situação, fica mais fácil expor suas ideias de maneira convincente.

Em suma, adaptar seu estilo de comunicação ao público que se está tentando persuadir é fundamental. “Se fazer compreensível na mensagem que se quer passar é muito importante para que sua mensagem não gere dúvidas. A capacidade de ouvir também é crucial. É impossível evoluir na comunicação sem essa habilidade, porque saber ouvir é o início de tudo”, destacou Cristina.

Vale ressaltar também que a persuasão é uma habilidade comportamental positiva, diferente da manipulação. Grandes líderes são pessoas persuasivas por conseguirem convencer os demais, em favor de um bem comum, sem impor sua própria opinião. A argumentação criada é sólida, de modo que o convencimento surge de maneira natural.

Colaboração

Esta é a chave para se trabalhar com times diversos e multidisciplinares, em prol de resultados mais efetivos.  Para isso, é importante que as funções e objetivos de cada colaborador sejam bem definidos. A atuação individual se torna mais rápida e eficaz ao se deixar claro qual a importância de cada colaborador para que o projeto alcance seus objetivos finais.

Em resumo, a colaboração é a habilidade que permite que os funcionários finalizem os seus projetos e atinjam suas metas com atenção ao todo.  Dessa forma, além de uma maior agilidade no desenvolvimento do trabalho comum, tem-se a troca de experiências entre os colaboradores. 

Adaptabilidade

A capacidade de se adaptar às circunstâncias começa com uma mudança de mentalidade. Quem tende a refutar mudanças, deve refletir sobre os motivos para isso. Dessa forma, buscar adquirir cada vez mais experiência. É muito mais fácil reagir diante de imprevistos quando se tem outras ideias para seguir.

Adquirir o hábito de testar alternativas também garante que você esteja constantemente aprendendo e aprimorando a maneira de  trabalhar. “É importante que o profissional tenha vontade de adquirir novas habilidades, seja capaz de aceitar rapidamente mudanças e novas demandas, se reinventando sempre e abrindo a cabeça para novos desafios. Quando você resiste a isso, não sai do lugar, não evolui”, ressalta Cristina.

Inteligência emocional

“Inteligência emocional é a habilidade de se relacionar com suas próprias emoções e com as dos outros. Na nossa vida pessoal e na nossa carreira, ficamos expostos a situações de maior pressão, de insatisfação e de frustração, que nos exigem maior equilíbrio para que nosso comportamento não seja afetado”, definiu Cristina.

Essa é uma habilidade que ajuda o profissional aprende a identificar e gerir suas próprias emoções, compreendendo o efeito delas tanto no seu desempenho quanto no sucesso da empresa. Também envolve compreender e gerir a emoção de cada um dos envolvidos no ambiente profissional

Nesse sentido, o feedback de colegas, gestores e até mesmo de clientes é crucial para ajudar no desenvolvimento da inteligência emocional. Ao receber críticas construtivas, é importante reforçar aos colaboradores para não encará-las de forma pessoal e lembrar sempre que se tratam de percepções de terceiros, que podem contribuir para ampliar seu autoconhecimento.

Resiliência

Apesar de todas essas habilidades, a coordenadora de Atração e Seleção da Unimed diz ainda que incluiria outro item importante nessa lista: a resiliência. 

Em resumo, a resiliência é uma habilidade bastante notada também em grandes líderes. Afinal, está relacionada ao enfrentamento de diversos cenários e desafios de forma positiva, sempre extraindo as melhores lições da situação

Hoje, é possível mensurar essa habilidade, com avaliações de resiliência no ambiente de trabalho e capacidade de julgamento gerencial. Elas configuram  são ótimos investimentos que podem trazer ainda mais realidade à tendência do People Analytics e tornar as soft skills mais perceptíveis. 

Como desenvolver as soft skills dos colaboradores

Desenvolver as soft skills é um desafio para os candidatos, que se vêm cobrados agora não somente mais pelos conhecimentos técnicos; e também para as empresas, mais preocupadas com comportamento e postura dos seus colaboradores.  Algumas ações podem ser aplicadas nas empresas, para o desenvolvimento dessas competências comportamentais dos colaboradores. 

  • Sessões frequentes de feedbacks: Como o funcionário vai ser onde precisa melhorar se não está recebendo sessões constantes de feedback? Assim, quando feitos de maneira estruturada e em ciclos definidos, os feedbacks contribuem para auto-análise e autoconhecimento do colaborador. Segundo pesquisas do Great Place To Work, ainda do ano de 2019, mostraram que quanto maior o número de feedbacks dados aos funcionários, melhor é a relação de confiança.
  • Definição das soft skills mais importantes para negócio: As soft skills devem ser vistas de forma tangível pelos colaboradores. Eles precisam compreender que é importante desenvolver todas elas, mas algumas em especial, são mais relevantes. Assim, deve-se tornar isso claro a cada ciclo de feedback, de modo a acompanhar a evolução do colaborador.
  • Oferecer treinamentos, workshops e sessões de mentoria :Em síntese, oferecer treinamentos à equipe não só reforçam o desenvolvimento das competências, como também atuam diretamente na motivação do colaborador.
  • Mensurar a evolução da equipe : Só é possível gerenciar aquilo que se mensura. Assim, a avaliação e análise da evolução dos colaboradores é crucial para que todo o processo de desenvolvimento da softs skills faça sentido.

Avaliando as soft skills dos candidatos

Mas, como então avaliar se os candidatos possuem essas competências?  Devemos avaliar as soft skills  antes do processo seletivo de cada colaborador 

Inclusive, é algo que pode constar na descrição da própria vaga. Além disso, segundo Cristina, a melhor forma de avaliação continua sendo a entrevista. “A competência técnica é mais fácil de ser mensurada. Em um teste, você consegue obter o nível de conhecimento daquele profissional. Mas com as competências comportamentais não funciona assim, e para isso serve a entrevista” disse.

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