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Tecnologia

As próximas etapas do Pix

Segundo o chefe adjunto do departamento de competição e estrutura do mercado financeiro do Banco Central, a ferramenta sofrerá constantes atualizações

POR Redação Whow! | 16/04/2021 16h54 Imagem: Shutterstock Imagem: Shutterstock

No dia em que o Pix completou cinco meses de existência, Carlos Brandt, chefe adjunto do departamento de competição e estrutura do mercado financeiro do Banco Central, apresentou a evolução da ferramenta de pagamento digital e os próximos passos até os próximos três anos.

Atualmente, segundo o BC até 14 de abril, existiam 218,9 milhões de chave Pix, sendo 78,6 milhão da cidadãos com uma chave registrada e 5,2 milhões de empresas,. E, só na última semana, fora realizadas 100 milhões de transações, com R$ 69,5 bilhões transacionados no mesmo período. Além disso, até março deste ano, 77,1% dos envios de crédito aconteceram entre pessoas físicas, 10,7% entre pessoas físicas e jurídicas e 12,2% em outras modalidades.

Agenda de 2021

“A estrutura de competição e oferta de pagamento mudou como prevíamos”, abriu a sua fala durante o evento Fintouch da Associação Brasileira de Fintechs. “É um processo que vai acontecer ao longo dos anos, mas já vemos de forma concreta. O marketshare do Pix cresceu de forma rápida, passando TEDs e DOCs”, completou.

Sobre os próximos passos do Pix em 2021, Carlos apontou setes novidades, por exemplo, a Conta Salário e a segunda parte do Pix Cobrança já em maio.

Na sequência, no terceiro trimestre, devem acontecer Saque Pix, com o foco em aumentar a capilaridade de pontos de saques para os usuários finais e ainda multiplicar os pontos de saque, bem como o Mecanismo Especial de Devolução, para a devolução de um valor de fraude.

“Melhoramos as ofertas de pontos de saques para empresas que têm dificuldade de oferecer isso, como as empresas digitais que não tem uma rede física para atender aos clientes e retira esta barreira competitiva. O Saque Pix é para ajudar no processo de digitalização, pois as pessoas precisam ter a confiança para quando precisarem transformar o dinheiro digital em físico. E, se for difícil ou caro, as pessoas terão uma maior resistência”, disse chefe adjunto do departamento de competição e estrutura do mercado financeiro do BC. “O Pix é o que temos que de mais seguro de instrumento no nosso país.”

E no quatro trimestre deste ano, os brasileiros podem esperar por soluções, como o Pix por Aproximação, para pagamentos instantâneos, por exemplo, em uma passagem de ônibus; QR Code Pagador, para quando alguém estiver sem acesso à Internet; e o Indicador de Pagamentos no Pix, de acordo com o gestor.

“A cada produto que entra, damos mais abrangência para tornar o Pix um instrumento universal para que possa ser utilizado em qualquer tipo de situação em nosso país”, comentou.

Pix Imagem de reprodução de apresentação do Banco Central

Pix em 2022

Carlos ainda indicou que a ferramenta de pagamento e transações digitais terá constantes atualizações. Mas ele adiantou que o plano de execução do BC já possui novos desenvolvimentos até 2024.

“Vamos acompanhar a tecnologia e demandas, e, com isso, outras funcionalidades vão ser incorporadas na agenda evolutiva”, abordou na sua palestra virtual. Um exemplo será o “Split”, para a divisão de pagamento no momento da compra de diferentes vendedores em um mesmo marketplace, além do Pix Internacional, para o envio e recebimento de pagamentos de outros países.

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