As principais tendências do mundo dos negócios para 2022 - WHOW

Eficiência

As principais tendências do mundo dos negócios para 2022

ESG, clubes de assinatura, fintechs e segurança digital são alguns dos setores que estarão em alta em 2022

POR Marcelo Almeida | 09/12/2021 18h50

O ano de 2022 deve consolidar muitas tendências que tiveram uma maior expansão em função da pandemia e do fato de as pessoas passarem cada vez mais tempo em casa, impulsionando serviços de entrega a domicílio, de entretenimento sem sair de casa, de assinaturas, dentre outros.

Além disso, as empresas estão tendo que se adaptar cada vez mais a demandas da sociedade, não apenas em termos de comodidade e de entrega de produtos em tempos recordes, mas também no sentido de manter uma agenda ESG concreta e propositiva, preocupando-se com os seus três pilares fundamentais: meio ambiente, social e governança.

As empresas que apostam alto em tecnologia, como as fintechs, devem continuar tendo uma expansão considerável, assim como as demais “techs” que criaram modelos de negócios sustentáveis nos mais diferentes setores, como educação e saúde.

Outro setor que deve seguir em expansão é o da segurança de dados e de informação em geral, tendo em vista que o número crescente de ataques a empresas dos mais diferentes portes, seja por meio de ransomwares a ataques envolvendo phishing e malwares diversos, acaba gerando uma necessidade cada vez maior de que as empresas estejam preparadas para se blindar o máximo possível desses ataques, embora muitos considerem essa tarefa quase impossível em função da crescente complexidade que as empresas têm hoje em dia.

Confira, abaixo, alguns exemplos de empresas que atuam nesses segmentos e alguns dos segmentos que representam as principais tendências do mundo dos negócios para 2022.

Clubes de assinatura

Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, somente em 2020, o mercado de assinatura movimentou mais de um R$ 1 bilhão, sendo que, no primeiro trimestre de 2021, o número de novos assinantes cresceu 32% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Uma empresa que tem se destacado por atuar no setor da saúde é a Far.me, healthtech de entrega de medicamentos que apostou na assinatura de pacientes crônicos, que recebem seus medicamentos mensalmente de acordo com suas necessidades. Criada em 2018, o serviço foi impulsionado pela pandemia e cresceu 233% em 2021, indicando o potencial de crescimento desse modelo de negócio.

Segurança de dados não é mais opcional

Segundo pesquisa realizada pela PwC Digital Trust Insights 2022 com 3,6 mil executivos de negócios, tecnologia e segurança, cerca de 83% das empresas no Brasil devem aumentar o investimento em segurança cibernética no próximo ano.

De acordo com Andrew Martinez, CEO da HackerSec, 2022 vai ser o ano do reforço de segurança para a proteção de dados. “A segurança de dados é tão necessária que se tornou lei. A LGPD foi criada para proteger tanto o cliente quanto o prestador de serviço. O reforço na segurança de dados vai evitar danos irreparáveis”, afirma.

Setor de vendas e comodidade ao cliente

O e-commerce ganhou força nos últimos anos e as redes sociais passaram a ser um canal de vendas importante.

Por conta da pandemia, muitas empresas se viram obrigadas a migrar suas lojas para o mundo online, e a necessidade de inovar com produtos e impactar positivamente a experiência do usuário se tornou necessária. Hoje já existe uma disputa dos grandes players em relação ao tempo e valor das entregas, um dos processos mais importantes da jornada de compra.

Mercado de fintechs cada vez mais aquecido

Outro mercado que deve seguir em crescimento é o de fintechs, sobretudo com a grande penetração que as empresas têm conseguido com seus modelos de negócio menos burocráticos, com menos custos atrelados e voltados para as necessidades de grande parte da população do país que ainda era desbancarizada.

Além disso, empresas como a agrofintech Bipp têm atuado para atender nichos específicos, no caso o do agroprodutor, facilitando as negociações em toda a cadeia, integrando transações de compra e venda entre produtores, fornecedores e agroindústrias.

ESG em alta

A preocupação com a agenda ESG tende a se tornar ainda mais importante em 2022.

Isso porque a maioria das empresas já percebeu que ter um impacto social, ambiental ou de governança, além de ser fundamental para sua imagem, também tem se mostrado a melhor decisão em termos econômicos também, ao contrário do que se pensava antigamente, de que essas preocupações causariam apenas custos adicionais e pouco ou nenhum retorno.

Pelo contrário, elas podem ser aspectos convergentes com a busca das empresas pelo lucro, como no caso do empreendedorismo de impacto.