As 5 novas regras para liderar times híbridos em empresas - WHOW

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As 5 novas regras para liderar times híbridos em empresas

Laszlo Bock, autor consagrado no mundo dos negócios, revela os preceitos fundamentais na hora de liderar em um formato de trabalho híbrido entre o remoto e o presencial

POR Marcelo Almeida | 18/11/2021 17h57

Laszlo Bock é um autor renomado na área de negócios que escreveu “Work Rules!” (traduzido como “Um Novo Jeito de Trabalhar” no Brasil), livro que é como um guia para combinar análise de dados, rigor acadêmico e as melhores práticas de recursos humanos para criar uma cultura de excelência nas empresas. Com as mudanças provocadas pela pandemia global que teve início em 2020, o autor reavaliou em um artigo parte do que escreveu para traçar as 5 principais novas regras para liderar times híbridos em empresas.

O intuito é aplicá-las em times com as mais diferentes configurações, mesmo que eles não tenham uma conexão presencial.

 As 5 regras de Laszlo para times híbridos

1. Enfatize os propósitos do trabalho – Esse é um ponto bem importante. Segundo o autor, pesquisa realizada pela Humu, empresa que ele lidera como CEO, revela que quando as pessoas não sentem que seu trabalho contribui para a missão da companhia, existe uma possibilidade 630% maior de que eles peçam demissão em comparação com os outros profissionais.

2. Confie nos seus funcionários – Para ele, os gestores das empresas devem deixar claros quais são as metas que eles esperam que os times híbridos devem alcançar e deixar a tarefa de encontrar a melhor forma de chegar lá para eles. Com mais liberdade para atuar, ele afirma que os times tendem a chegar em produtos melhores do que quando há um direcionamento mais rígido. Quando existem altos índices de confiança e de segurança psicológica dentre os membros dos times, a produtividade deles tende a ser 40% maior, segundo uma pesquisa do Google.

3. Incentivar interações espontâneas e momentos de troca  – Um dos aspectos negativos do trabalho híbrido é que ele torna mais difícil interações espontâneas e pequenos momentos que tornam o trabalho em equipe mais propício a gerar inovações. Ele cita como exemplo o Google News, que foi criado após uma conversa casual entre dois empregados enquanto estavam na fila do refeitório da empresa. Sem essa proximidade, é necessário encorajar a comunicação entre membros dos times de trabalho e buscar identificar suas necessidades e os potenciais que gostaria de desenvolver.

4. Seja claro e decidido na gestão – Embora dar autonomia aos times de trabalho seja importante e garanta mais inovação, ao mesmo tempo os gestores e executivos em geral não devem pestanejar na hora de traçar limites, diz o autor. “Quando se trata de regras e valores da companhia, ser claro e direto é a opção mais bondosa, mesmo quando sua decisão não é popular. Quando as pessoas sabem o que está acontecendo, elas conseguem fazer as melhores opções para si mesmas. A ambiguidade é bem mais punitiva”, afirma Bock.

5. Inclua todo mundo e dê uma boa olhada no espelho – Em vez de apenas transferir a cultura de trabalho para um modelo híbrido, sem modificações, o ideal é pensar em formas de melhorá-la na medida em que há essa transformação. Se parte dos funcionários não demonstra interesse em voltar a trabalhar presencialmente, é provável que o ambiente de trabalho já não fosse, de início, muito inclusivo, especialmente para pessoas de minorias, mais introvertidas ou novos empregados. Com o modelo híbrido, existe a oportunidade de identificar essas questões e traçar novos caminhos para criar uma cultura de trabalho ainda melhor e mais forte.