Apps para saúde mental seguem em alta e devem faturar US$ 500 mi em 2022 - WHOW
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Apps para saúde mental seguem em alta e devem faturar US$ 500 mi em 2022

Com 800 milhões de pessoas ao redor do mundo que sofrem algum tipo de transtorno mental, o espaço para novos empreendimentos neste mercado ainda é relevante

POR Marcelo Almeida | 03/12/2021 21h01 Apps para saúde mental seguem em alta e devem faturar US$ 500 mi em 2022

O total gasto com aplicativos relacionados a saúde mental deve chegar a US$ 500 milhões em 2022, segundo pesquisa feita pela Deloitte Global. O aumento se baseia em um crescimento de cerca de 20%, abaixo dos 32% verificados em 2020 (em relação a 2019).

Embora a maioria dos profissionais de saúde concordem que os apps não substituem os tratamentos tradicionais, eles possuem alguns pontos positivos, como o fato de a pessoa não precisar se expor, poder tentar diferentes opções até achar a mais adequada e não ter um calendário muito rigoroso, como no caso de consultas com horário marcado para psicoterapia, por exemplo.

Ao mesmo tempo, não há a menor garantia de que tais apps foram criados com a supervisão ou por profissionais da área, o que relativiza a sua credibilidade. Uma forma de driblar isso, porém, é colocar logo na descrição quais são as instituições ou profissionais por trás dos aplicativos, se eles são recomendados por profissionais certificados, etc.

A maioria, no entanto, tende a ser benigna e não causar grandes controvérsias, já que o foco é mais em ações como meditação e tomada de consciência, como no caso do Calm e Headspace, dois dos mais populares.

No entanto, também existem aplicativos que encorajam o usuário a realizar terapias mais tradicionais, tanto de forma síncrona como assíncrona, com profissionais de saúde mental, seja por videoconferência, chat ou ligação telefônica.

Seja como for, é tão difícil para pessoas com doenças mentais conseguirem ajuda, empatia ou mesmo apoio que a existência desses apps representam, para muitos, dado seu baixo custo e facilidade de acesso, uma possibilidade de conseguir alívio, motivação e uma válvula de escape que seria difícil conseguir de outra forma.

Pessoas que sofrem com condições como depressão, ansiedade, bipolaridade e tantas outras muitas vezes não relatam sua condição nem para seus pais, com quem vivem diariamente, tamanho é o tabu em torno do assunto.

Se por meio desses apps essas pessoas conseguirem ter mais consciência de que não estão sozinhos e conseguirem novas ferramentas, dicas para melhorar a forma com lidam com situações que as paralisam e um pouco mais de motivação, então já é um bom começo.

Mas há ainda muito espaço para novos empreendimentos neste sentido. Considerando que cerca de 800 milhões de pessoas ao redor do mundo possuem algum tipo de transtorno mental, 11% da população global, trata-se de um mercado com grande potencial de crescimento ainda.