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Alimentação Brasileira: Como inovar baseado na realidade

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POR Redação Whow! | 07/05/2021 13h20

Vivemos em um país complexo, com diversas contradições e diferenças sociais. Por isso, falar da alimentação brasileira se torna um desafio. Segundo uma pesquisa realizada em 2020, pelo Instituto Akatu, o Brasil desperdiça cerca de 41 mil toneladas de alimentos por dia. Enquanto isso, passamos por um período de grande insegurança alimentar e fome.

Mesmo vivendo nessa discrepância, ainda assim, é um momento que conta com a possibilidade de inovar. O mercado de alimentação está se alterando e é preciso ficar atento em como estar alinhado com o momento que passamos.

Preste atenção às próximas linhas e saiba como inovar baseado na realidade brasileira.

A alimentação brasileira frente à pandemia

O Brasil é um país que convive com a fome praticamente desde a sua fundação. Obviamente que houve períodos com melhoras e outros que a situação se agravou. Nesse sentido, após grandes melhorias a respeito da alimentação brasileira, vivemos uma época de grande insegurança alimentar e fome.

Segundo dados divulgados pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, divulgados no dia 5 de abril de 2021, cerca de 19 milhões de brasileiros enfrentaram a fome no último trimestre de 2020. É a pior realidade desde 2004.

Além disso, a situação dos produtores e comerciantes de alimentos também piorou com a pandemia. Com as medidas de restrições sanitárias, diversos mercados, feiras e restaurantes tiveram suas atividades paralisadas ao longo do país. Algo que resultou no prejuízo em diversos negócios voltados à alimentação no Brasil.

Como agir e criar pontes

Apesar do caos alimentar que grande parte do Brasil vive, diversas medidas são tomadas por aqueles que desejam inovar e ainda ajudar ao próximo. Como por exemplo o chef David Hertz, que utiliza do seu talento como cozinheiro e empreendedor, para ajudar jovens de baixa renda.

Hertz é fundador do Gastromotiva, uma organização que forma empreendedores, auxiliares, chefs de cozinha e professores que replicam sua metodologia. Além disso, o ativista ainda possui projetos que levam comida para comunidades carentes do Rio. Como o Reffetório Gastromotiva, que em 5 anos projeto, leva 1,3 mil quentinhas por semana ao Complexo do Alemão, no Rio.

Além dos seus projetos já existentes, voltados ao auxílio de pessoas em situações mais vulneráveis, o chefe se tornou uma referência de como agir na pandemia. O chefe entrou em contato com a sua equipe, a fim de formar um batalhão para ajudar uma parte dos brasileiros, que passam fome nesse momento tão difícil.

Logo após que a notícia a respeito da insegurança alimentar de 19 milhões de brasileiros saiu, o empreendedor social montou um plano de ação que incluía sugestões de emendas parlamentares para mudanças de políticas públicas, produção de quentinhas para doação, e uma carta-manifesto com o intuito de chamar atenção de atuantes das políticas externas, aos problemas brasileiros.

David Hertz com certeza é um exemplo de empatia que devemos tomar como exemplo. Todavia, o chefe ainda inspira aqueles que desejam inovar em meio à crise. Apostar em ações sociais, pode ser uma boa maneira de conquistar visibilidade e se destacar no mercado que a sua empresa está inserida.

Consumo local é um caminho

Assim como a fome, outro problema que está presente na realidade brasileira é a crise econômica. Esta, que apesar de ser geral, tem setores que são mais prejudicados. O mercado alimentício é um deles. Para os pequenos produtores, a primeira dificuldade enfrentada foi o acúmulo de estoque. Com o fechamento do comércio, muitos não tiveram vazão dos seus produtos.

Dessa forma, algumas ações foram criadas para ajudar no combate à crise deste segmento. Uma vez que estes produtores, são muitas vezes pessoas sem visibilidade, marginalizadas, massacradas pelo governo, pelo agronegócio, sem acesso à saúde pública e à educação. Uma das medidas mais eficientes para melhorar a situação destes trabalhadores, é incentivar o mercado local, por exemplo.

Grandes redes de supermercados e empresas alimentícias consolidadas, dificilmente sofrem danos irreparáveis em momentos de crise. Algo que não é o caso dos pequenos produtores, que buscam o sustento familiar a cada dia trabalhado. Para estes profissionais, a crise pode ser fatal para o seu empreendimento.

Por isso, investir no mercado local é um dos caminhos viáveis para salvar profissionais não só da alimentação brasileira, mas das mais diversas áreas. Aposte em produtos e serviços da sua região e faça a sua parte para reverter a situação de milhares de famílias.

Como a educação pode orientar para uma mesa mais barata e brasileira

Um estudo levantado pela NutriNet Brasil, aponta que produtos in natura tiveram um aumento de consumo na pandemia. Notícia muito boa, uma vez que estes produtos, ao contrário dos ultraprocessados, são mais saudáveis e eficazes no combate à fome. Segundo a pesquisa, os itens que mais tiveram melhora no consumo foram frutas, hortaliças e feijão.

No entanto, em regiões com menor escolaridade, com o Norte e Nordeste, a pesquisa apontou um aumento no consumo de alimentos ultraprocessados. Nesse contexto, é possível destacar que tanto o setor da saúde, como o da educação tem papel importante na promoção da alimentação adequada e saudável.

O Brasil é um país com uma vasta gama de frutas, verduras e grãos. Apostar nestes alimentos – de preferência orgânicos – significa mais saúde e menos dinheiro gasto. Uma vez que são excelentes fontes de várias vitaminas, minerais e fibras, portanto, muito importantes no combate à obesidade e às doenças crônicas associadas a ela, como o diabetes e doenças do coração.

Assim, educar a respeito dos seus benefícios e incentivar a presença destes itens na alimentação brasileira, além de ser uma fonte de saúde para a população, pode garantir economia no bolso dos consumidores. Visto que estes produtos podem substituir o consumo excessivo de carnes vermelhas, produto cada vez mais caro no bolso dos cidadãos.

Portanto devemos ficar atentos ao momento que enfrentamos no nosso país. Para combater a crise e a fome, precisamos investir em projetos que tenham como foco os mais vulneráveis. Além disso, incentivar uma alimentação mais saudável e acessível é a chave para a melhoria da alimentação brasileira.

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