Ajudar pequenos lojistas a vender mais rende aporte de R$ 190 milhões à Olist - WHOW

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Ajudar pequenos lojistas a vender mais rende aporte de R$ 190 milhões à Olist

A startup recebeu investimento do SoftBank e espera aumentar sua base de vendedores parceiros dos atuais sete mil para 100 mil nos próximos anos

POR Adriana Fonseca | 06/11/2019 11h00 Foto Olist (divulgação) Foto Olist (divulgação)

Com sede em Curitiba, no Paraná, e escritório em São Paulo, a Olist chamou a atenção do SoftBank, grupo japonês que anunciou no começo de 2019 um fundo de US$ 5 bilhões para investimento na América Latina.

A startup recebeu, em outubro, um aporte de R$ 190 milhões – o investimento Série C foi o maior já conquistado pela empresa desde a sua fundação, em 2015. 

Desconhecida da maior parte do público, o que a Olist faz para receber um aporte tão significativo?

A startup ajuda pequenos e médios varejistas a venderem mais. A proposta é bem simples: o lojista cadastra seus produtos na plataforma e, após revisados, esses itens passam a ser vendidos na loja da Olist nos maiores marketplaces do Brasil, como Ponto Frio, Via Varejo, Madeira Madeira, Carrefour, Amazon, Americanas.com, Mercado Livre, Submarino, Casas Bahia e Shoptime.

Olist Foto Olist (divulgação)

Foco nos pequenos e médios lojistas

Junto com sua base de vendedores, a Olist classifica os produtos de acordo com categoria, origem, qualidade e potencial de vendas e, diferentemente dos tradicionais integradores, a startup se apresenta aos consumidores finais em cada marketplace por meio da sua própria marca.

Como a empresa é especializada na venda através de marketplaces – os shoppings da internet –, ela consegue oferecer algumas vantagens aos pequenos e médios lojistas, como melhor reputação em cada marketplace e maiores chances de ocupar as melhores posições nos resultados de busca. Além disso, a plataforma da startup fornece gestão integrada das vendas, inteligência de mercado (com equipes dedicadas a definir as melhores campanhas de venda) e uma parceria com os Correios para os envios dos pedidos. 

“Os produtos oferecidos em nossas lojas são enviados diretamente por varejistas localizados em todo o país. Esse modelo é leve em ativos e tem grande potencial de escalar”, explica Tiago Dalvi, CEO e fundador da Olist.

Agora, o valor que entra na startup será usado para aumentar a equipe – atualmente são 270 funcionários –, acelerar a evolução dos produtos, fortalecer a relação com os marketplaces e aumentar a base de comerciantes off-line, passando dos atuais sete mil para 100 mil nos próximos anos. “O foco do Olist, mais do que nunca, é trazer vendedores off-line para o mundo online, adicionando uma grande variedade de produtos únicos aos marketplaces parceiros”, afirma Tiago.

“Acreditamos que o Olist agrega imenso valor ao ecossistema do e-commerce ao profissionalizar micro e pequenos vendedores que buscam liquidez para seus produtos”

Paulo Passoni, sócio gestor de investimentos do fundo latino-americano do SoftBank

“O Olist integra o varejo tradicional de cauda longa aos marketplaces digitais, ao mesmo tempo que atende consumidores finais por meio de um sólido serviço ao consumidor”, disse Paulo Passoni, sócio gestor de investimentos do fundo latino-americano do SoftBank.

“Nosso propósito é empoderar o comércio, desde pequenos empreendedores a grandes marcas. Para entregar a melhor plataforma, nós criamos um ecossistema para gerar valor para consumidores, comerciantes e marketplaces. Agora estamos elevando esse modelo comprovado a um novo patamar”, comentou Dalvi. 

Olist Foto Olist (divulgação)

Vagas abertas na Olist

Para dar apoio a esse desenvolvimento, a Olist tem hoje 150 vagas abertas para diferentes funções nas cidades de Curitiba e São Paulo, além de trabalho remoto. A empresa se preocupa com a diversidade, tanto que tem um comitê dedicado a isso, chamado Diversifica. Hoje, metade da equipe é composta por mulheres, número atingido em outubro. “Agora a nossa próxima meta é alcançar a equidade de gênero também nos cargos de gestão”, disse a empresa em um post no LinkedIn.

Ainda sobre a área de recursos humanos, a startup conquistou, também em outubro, o prêmio Great Places To Work TI, que reconhece as melhores empresas da área de tecnologia para se trabalhar no Brasil. 

Inovação constante 

Em setembro, a startup lançou o aplicativo da Olist para dispositivos móveis para simplificar a relação entre vendedores e compradores. “O vendedor baixa o aplicativo, disponível para iOS e Android, cria uma conta, lista produtos e vende direto de seu smartphone em poucos passos, sem precisar saber o que é e-commerce ou qual é o papel do marketplace”, explicou Tiago.

Em outra frente, a Olist desenvolveu uma solução especificamente para empresas maiores, chamada Branded Store. Essa unidade de negócios é focada em ajudar grandes marcas a consolidarem sua presença online, pois permite que elas lancem suas operações D2C (direct-to-consumer, ou direto ao consumidor).

Com o produto, a Olist compartilha seu know-how e se propõe a fazer com que as empresas ganhem força junto aos marketplaces, padronizem a operação online e ofereçam uma melhor experiência aos clientes.

Onde tudo começou

A história da Olist começa antes de sua fundação. Em 2007, Tiago Dalvi, o CEO da startup, fundou a Solidarium, que em seus 12 anos de história foi de uma loja offline a atacadista e depois se tornou um markeplace online para artesãos de todo o Brasil.

Essas mudanças de rumo ajudaram Dalvi a entender melhor as dores de vendedores e marketplaces. “Entendemos que o mercado estava evoluindo. A maioria dos varejistas offline que eram nossos parceiros no passado estavam migrando para o ambiente online e lançando seus próprios marketplaces. Foi assim que o Olist nasceu, para conectar esses dois mundos”, lembra Tiago. 

Desde então a Olist contou com a aceleração da 500 Startups e recebeu aporte da Redpoint e-ventures. 


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