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Afinal, o que é a Economia Criativa?

Seja qual for o segmento da sua empresa, provavelmente você precisa usar da criatividade diariamente para manter o seu negócio atualizado ao mercado

POR Redação Whow! | 12/07/2021 18h05

Sempre que alguém estiver exercitando a sua imaginação para conseguir melhorias voltadas ao valor econômico, será economia criativa. Afinal, seja qual for o segmento da sua empresa, muito provavelmente você precisa usar da criatividade diariamente para manter o seu negócio atualizado ao mercado.

Se você quer saber um pouco mais sobre esse conceito, qual a importância dele e como as empresas brasileiras têm aplicado, confira esse texto exclusivo que preparamos para você e boa leitura!

O que é economia criativa?

Desenvolvida pelo professor John Howkins, o conceito de economia criativa se define como um processo que utiliza da criação para que as pessoas possam explorar determinado valor econômico.

Esse conceito também está diretamente ligado às necessidades humanas, principalmente pelo fato de que, atualmente, o cliente deve ser o centro do negócio. Ou seja, as empresas devem pautar suas ações de acordo com as necessidades dos consumidores.

Vivemos numa época cada vez mais pautada pela criatividade, então investir em soluções criativas pode ser a melhor opção para os empreendedores que desejam estar presentes no futuro do mercado.

Basicamente, Economia Criativa é mistura de dois conceitos complementares; o valor econômico, que é tangível e está relacionado a processos como produção e distribuição de produtos e serviços; e o valor criativo, que é intangível e tem ligação com fatores criativos, emocionais e imaginários que envolvem o produto ou serviço em questão. 

Digamos que você é dono de um mercado. Utilizar economia criativa no seu negócio irá te ajudar a pensar em novas formas de oferecer os produtos para os seus clientes, por exemplo, gerando assim maior lucro para empresa.

Como utilizar essa criatividade no mercado? Podemos citar a criação de um aplicativo de compra e venda, em que os consumidores peçam e recebam os produtos sem sair de casa, com entregas em casa. Outro caminho seria, por exemplo, investir em propagandas, shows ao vivo, degustações, intensificando assim a relação com o seu consumidor.  

Afinal, a premissa do conceito é melhorar as formas de consumo da sociedade como um todo

Economia criativa no Brasil

Segundo um levantamento feito pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) com o Senai, a economia criativa no Brasil movimentou R$171,5 bilhões e gerou mais de 837 mil empregos formais no Brasil em 2017.

Vale ressaltar que esse segmento também é promotor da transformação digital nos mercados, algo cada vez mais exigido das empresas atuais. Ou seja, a economia criativa gera diversas mudanças e avanços nas empresas.

Além disso, em períodos de crise, como este que estamos passando, esse tipo de economia é fundamental para que os negócios consigam superar os desafios.

Afinal, nesses momentos, a capacidade criativa é o que determinará se a empresa irá conseguir se transformar e se adaptar ao que o mercado vai exigir.

Já em outro estudo, desenvolvido pelo British Council (Conselho Britânico) em conjunto com o SEBRAE, apontou que neste ano, de 2021, a expectativa é que a economia criativa no brasil atinja cerca de US$43 bilhões.

Principais segmentos da economia criativa

No Brasil, os principais segmentos da economia criativa são os seguintes:

  • mídias (editorial e audiovisual);
  • consumo (design, arquitetura, moda e publicidade);
  • tecnologia (P&D, biotecnologia e TIC);
  • cultura (patrimônio e artes, música, artes cênicas e expressões culturais).

É fato que consumimos esse tipo de economia diariamente. Qual é a sua rotina hoje? Ao acordar e observar as redes sociais, provavelmente já se depara com uma notícia publicada por uma mídia, jornal, revista, televisão, ou até um vídeo contando esse fato.

Ao rolar um pouquinho mais o feed, nos deparamos com um lindo convite para um evento, por exemplo, que certamente foi produzido por quem produz no setor de consumo.

Poucos minutos depois, você observa que o whatsapp caiu, o motivo? Uma leitura de código errada, observada e corrigida pelos técnicos de TI do Google.

Ao final do dia, para relaxar, você ouve uma música de seu artista preferido. Mas aquela música também é criativa né? Para que essa música chegasse aos seus ouvidos, compositores pensaram na letra, músicos criaram arranjos e claro, os cantores colocaram suas vozes. 

O que podemos perceber observando a nossa rotina? Que, a economia criativa está presente na maioria das atividades que realizamos cotidianamente.   

Gerando empregos

Esse tipo de atividade gera mais de 850 mil empregos formais no nosso país atualmente. 

E a relevância desse tipo de economia é tanta, que em 2011, foi criada a Secretaria da Economia Criativa (SEC), para promover, planejar, coordenar e implementar ações para fortalecer esse setor no Brasil.

Ainda vale ressaltar que as áreas que mais geram empregos dentro da economia criativa para os brasileiros são engenharia, arquitetura, moda, design e publicidade.

Posso criar um negócio criativo?

Segundo o Plano da Secretaria da Economia Criativa, os setores desse segmento são aqueles nos quais as atividades produtivas estão diretamente relacionadas com a criatividade.

Como pudemos ver, não é necessário que o negócio esteja completamente voltado à economia criativa. Ou seja, basta atuar auxiliando ou dando apoio a empresas que possuem esse foco.

Esse setor é fundamental para o mercado como um todo. Dessa forma, pode valer a pena buscar formas de tornar o seu negócio mais voltado para um modo de economia criativa, pois assim, poderá conseguir mais sucesso no mercado.

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