Afinal, o que é a economia compartilhada? - WHOW

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Afinal, o que é a economia compartilhada?

Entenda os principais conceitos, atividades, funcionalidades, benefícios e os efeitos da economia compartilhada no mundo dos negócios

POR Redação Whow! | 20/07/2021 17h30

Você costuma andar de Uber? Ou então, sempre que vai viajar, aluga um quarto pelo Airbnb? Se a resposta for sim para alguma dessas perguntas, saiba que você já está consumindo serviços da chamada economia compartilhada. Mas o que significa este conceito na prática?  Neste conteúdo, explicaremos o conceito de economia compartilhada, para que serve, os benefícios e quais são os seus efeitos no mundo dos negócios. 

O que é a economia compartilhada?

Há um certo tempo, quem não possuía veículo, não queria andar no transporte público e tinha condição de desembolsar um valor a mais, chamava um táxi para realizar seu trajeto.

Contudo, a torcida era para que o motorista não errasse a rota, caso contrário o valor da corrida poderia ser bem mais caro. Além disso, era impossível saber se o motorista era educado ou se sua direção era segura. 

Hoje, basta um clique no aplicativo para chamar um Uber, que recebe o pagamento online. Informações sobre sua reputação e sobre o carro estão disponíveis. A rota pode ser compartilhada com outra pessoa e, ao menor sinal de falta de educação ou algum problema mais grava, basta realizar uma denúncia na plataforma. 

O Uber, assim como Airbnb, embora ofereçam serviços distintos, têm algo em comum: uso da tecnologia para melhorar a experiência do usuário final ao mesmo tempo que rentabilizam ativos dos parceiros (motoristas ou proprietários de imóveis). 

Em resumo, a Economia Compartilhada é um sistema social e econômico que tem como base o compartilhamento dos recursos humanos, físicos ou intelectuais. O objetivo é promover transformações sociais, pela aproximação de pessoas com interesses similares, utilizando recursos digitais. 

O conceito foi criado pelo professor de direito na Stanford Law School, fundador do Stanford Center for Internet and Society e membro do conselho da Creative Commons, Lawrence Lessig em 2008.

Para que serve a economia compartilhada?

A principal função da economia compartilhada é gerar a redução de custos, do lado de quem utiliza os produtos e serviços, e renda para quem os oferece. Isso tudo sempre apoiado no pilar da tecnologia. 

Assim, ainda no caso do Uber, de um lado, temos o passageiro, que consegue se deslocar por um preço menor e com mais qualidade. De outro está o motorista do aplicativo, que, sem precisar realizar um longo cadastro ou pagar um valor muito alto, pode obter uma renda extra usando o seu carro.

No modelo da economia compartilhada, a intenção é sempre otimizar o uso dos bens que já são produzidos, no lugar da aquisição ou produção de novos produtos. Afinal, os produtos e serviços advindos da Economia Compartilhada economizam não somente dinheiro, como também reduzem o uso dos recursos naturais. 

As 3 opções de sistemas de economia compartilhada

Rachel Botsman é uma das vozes mais consultadas quando o assunto é Economia Compartilhada. Ela é especialista em trustes, autora e conferencista da Oxford University. Seu primeiro livro, chamado “O que é meu é seu”, já previu o surgimento da Economia Compartilhada. 

Segundo ela, este conceito contempla três modelos de sistemas econômicos-sociais. São eles:

  • mercados de distribuição, no remanejamento de itens para possíveis trocas ou vendas. Um exemplo é o marketplace Enjoei;
  • estilo de vida colaborativo, relacionado ao compartilhamento de bens, espaços e, até mesmo, o próprio tempo. Coworking ilustram bem este modelo;
  • sistemas de acesso a produtos e serviços, onde o usuário paga para acessar um produto ou serviço por determinado período de tempo. Em suma, no Airbnb, quartos ou imóveis inteiros podem ser alugados, apenas por um período de tempo. 

Quais são os benefícios da economia compartilhada?

Ao ler até aqui, você observou que já utilizou em alguns momentos esses serviços de economia compartilhada. Portanto, veja agora mais benefícios deste modelo. 

Redução do impacto no meio ambiente

A Economia Compartilhada busca reduzir os impactos negativos da ação do homem no meio ambiente.  Ou seja, neste modelo o reaproveitamento faz parte do conceito, pois bens e espaços utilizados e readequados constantemente, evitando a criação de novos produtos ou a construção de novos espaços.

Promoção da igualdade

Promovendo a igualdade por meio da democratização de serviços e produtos, a economia compartilhada permite que mais pessoas utilizem serviços, que antes não podiam utilizar devido ao alto preço, como táxi e as diárias em hotéis.

Redução do desperdício

Com o melhor aproveitamento dos bens, há uma redução também do desperdício. Porque não alugar um quarto em sua casa, ganhando sobre isso e ainda utilizando cômodos que estariam vazios? Nesse sentido, utilizar serviços de economia compartilhada pode ser uma saída interessante. 

Melhoria na qualidade dos produtos e serviços

Com o compartilhamento das informações pelos usuários, quem oferece os produtos e serviços precisa se esforçar para também promover a qualidade. Nesse sentido, no Airbnb, por exemplo, os hóspedes comentam os pontos positivos e negativos da estadia nos imóveis dos seus anfitriões, que ficam visíveis para todos que acessarem a plataforma. 

Como esse modelo afeta os negócios?

A Economia Compartilhada afetou bastante o mundo dos negócios e também as relações de trabalho.

Agora, com o uso da tecnologia e compartilhamento, é possível desenvolver produtos e serviços sem precisar investir tão alto. 

Hoje, não são poucas as empresas que têm ideias brilhantes que nascem no interior de pequenos coworkings, por exemplo. E, com essa redução de custos, os processos ficam mais otimizados.

Logo, com a possibilidade de compartilhamento de opiniões sobre os serviços, há uma busca pela manutenção da qualidade: rapidamente, se obtém informações precisas sobre a reputação de uma empresa, vindas dos próprios clientes.

Acima de tudo, vale ressaltar que a qualidade também está atrelada a possibilidade de uma empresa poder incrementar o seu quadro de colaboradores com talentos, que, graças à tecnologia, podem estar em qualquer parte do mundo.

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